quinta-feira, 19 de junho de 2008

Juno, de Jason Reitman


Grande filme que esteve na corrida nos ultimos Oscars, que eu já vi há algum tempo mas que por qualquer razão tinha escapado a um comentário aqui no Cantinho.

Juno é uma adolescente segura e descontraída com resposta para tudo e para todos. Juno não tem um problema de atitude; tem atitude a mais. Para sobreviver a mais uma tarde de aborrecimento, Juno decide ter sexo com o seu inseguro colega de escola Bleeker.

Confrontada com uma gravidez indesejada, Juno e a sua melhor amiga Leah traçam um plano para encontrar os pais perfeitos para o bebé que ainda vai nascer.

Excelente comédia com toques dramáticos, ao nível de outras boas comédias que se têm feito ultimamente - as de Wes Anderson e Little Miss Sunshine, por exemplo.

Oscar para Diabo Cody pelo argumento original. Juno conta ainda com a excelente interpretação de uma actriz em ascensão: Ellen Page.
Velvet Underground, Sonic Youth, Belle & Sebastian, são algumas das bandas que fazem parte da banda sonora do filme.

NOTA: 9/10

Sugestão: The Life Aquatic with Steve Zissou

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa


No Japão feudal, séc XVI uma aldeia de camponeses é ameaçada por um grupo de bandidos.
Sem outra alternativa, eles decidem contratar 7 samurais desempregados para proteger a sua aldeia.

Obra incontornável do cinema de Akira Kurosawa, os Sete Samurais é um marco não só do cineasta japonês mas de toda a história do cinema.
Com grandes interpretações, principalmente o eterno Toshiro Mifune.
Adaptado por uns, copiado por outros este é um filme que deve ser visto por qualquer amante de cinema e deve fazer parte da sua DVDteca ideal.

NOTA: 10/10

Sugestão: Ran, os Senhores da Guerra, também de Akira Kurosawa


terça-feira, 17 de junho de 2008

All The Boys Love Mandy Lane, de Jonathan Levine


Mandy Lane é a miúda que todos andam atrás. O facto de não dar trela aos rapazes faz com que seja ainda mais apetecivel e todos a querem nas suas festas.
Um dia, numa dessas festas o melhor amigo de Mandy, Emmet incentiva outro rapaz a saltar do telhado da casa para a piscina com o intuito de impressionar a rapariga... Está visto que a coisa não vai acabar bem!

Um thriler jeiotsinho embora tenha percebido logo quem era o "feiticeiro de Oz"!!!

NOTA: 7/10

Sugestão: Carrie, de Brian de Palma

Posters

Eis o cartaz banido de Teeth (também conhecido como Vagina Dentata)

domingo, 15 de junho de 2008

Dressed to Kill, de Brian de Palma


Uma mulher sexualmente frustrada (Angie Dickinson) é brutalmente assassinada após ter tido um encontro erótico com um homem que conhecera num museu. Uma prostituta (Nancy Allen - nomeada ao Golden Globe por este papel) vê o crime e está prestes a tornar-se a próxima vitima.
A assassina e a vitima eram pacientes de um psiquiatra (Michael Caine) e o jovem filho da vitima vai querer fazer de detective para descobrir quem matou a mãe.

Um dos clássicos de De Palma, aqui mais do que nunca a abraçar o seu lado hitchcockiano, tendo o filme algumas piscadelas de olho a obras do mestre do suspense, principalmente a Psico.
Destaque para a primeira parte do filme toda virada para a personagem de Dickinson, onde acompanhamos o magnifico movimento de câmara a que Brian de Palma já nos habituou (quem não se lembra da cena das escadas em Os Intocáveis, ou da evocação a essa mesma cena em A Dália Negra).
NOTA: 9/10


sábado, 14 de junho de 2008

Cassandra's Dream, de Woody Allen


Woody Allen continua de costas voltadas para os Estados Unidos. "O Sonho de Cassandra", que antecede a sua incursão por terras espanholas, volta a ter o Reino Unido como palco e tem Ewan McGregor e Colin Farrell como protagonistas. Ian e Terry são irmãos. Apesar dos problemas económicos que enfrentam, compram um veleiro em segunda mão chamado "Cassandra's Dream", com o objectivo de o recuperarem e poderem navegar durante os fins-de-semana. Ian apaixona-se por Ângela, uma jovem actriz que procura o êxito no mundo da representação. Já a maior paixão de Terry é o jogo e as dívidas que vai acumulando vão deixá-los numa situação delicada. Quando o tio Howard regressa dos Estados Unidos, traz com ele o que parece ser um alívio económico para Ian e Terry. Mas tudo tem um preço e os dois irmãos serão postos à prova.

Tragédia grega adaptada ao séc. XXI ou o shakespearizar de Allen.
O veterano realizador nova-iorquino volta aqui a dar cartas e a provar que está ai para as curvas.
Com Woody Allen nenhum actor representa mal e Colin Farrell e Ewan McGregor provam todo o seu talento.
Venha de lá o Vicky Cristina Barcelona...

NOTA: 8/10


sexta-feira, 13 de junho de 2008

Boarding Gate, de Olivier Assayas


Sandra (Asia Argento), uma ex-prostituta sensual, reencontra um antigo amante, Miles (Michael Madsen), empresário agora enterrado em dívidas. Reatar um velho romance não está nos planos de Sandra. Vendo-se obrigada a voar para Hong Kong para procurar nova vida, Sandra conta com a ajuda de um casal que lhe promete os papéis e o dinheiro que precisa para emigrar.
Contudo, nada corre como Sandra esperava e os seus sentimentos e intenções permanecem um mistério até ao fim.

Cineasta francês com alguns bons registos no currículo (Paris Desperta - 1991), Olivier Assayas deixa com este filme algo a desejar.

NOTA: 5/10


2 em 1 #4

O original:



a versão:

quinta-feira, 12 de junho de 2008

[Rec], de Jaume Balaguero e Paco Plaza


Prémio de melhor filme no Fantasporto, é a história de uma equipa de repórteres de televisão que decide documentar em directo uma patrulha de bombeiros em serviço durante a noite. O objectivo é registar todos os momentos destes profissionais, mesmo as situações mais arriscadas. A primeira missão da noite é resgatar uma idosa que se encontra fechada no seu apartamento por motivos desconhecidos. Mas algo durante a missão corre terrivelmente mal. O que parecia ser uma simples tarefa de rotina torna-se num inferno. Algo sinistro e maléfico anda à solta e ameaça a corporação de bombeiros e a equipa de televisão. E a câmara continuará sempre a filmar até ao último momento...

Na linha de Blair Witch Project e mais recentemente Cloverfield, [Rec] é mais uma prova do bom cinema de terror que nuestros hermanos vêm desenvolvendo nos últimos tempos.

NOTA: 8/10

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Mysterious Skin, de Gregg Araki


Aos oito anos Brian Lackey acordou na cave da sua casa com o nariz a sangrar, sem ter ideia de como ali foi parar. Neil CcCormick (Joseph Gordon-Levitt) é o rapaz de que todos gostam mas de que não se aproximam e que aos 18 anos se lembra da relação que tinha com o treinador de basebol aos oito anos.
Baseado no aclamado romance de Scott Heim, Mysterious Skin conduz-nos ao interior dos corações e das mentes de dois rapazes muito diferentes com vidas muito diferentes que talvez não sejam tão diferentes quanto aparentam.

Pedofilia, homossexualidade, extraterrestres são temas delicados tratados nesta obra indie que mostra mais uma vez o talento do jovem Joseph Gordon Levitt (Brick).

NOTA: 8/10


terça-feira, 10 de junho de 2008

Fear Itself - Ep. 1 - The Sacrifice

Fear Itself é uma nova série de terror da NBC, de 13 episódios cada um deles dirigido por alguns dos melhores realizadores do género.

Nota 8/10 para o 1º episódio, do qual deixo aqui um clip.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Street Kings, de David Hayer


Keanu Reeves é Tom Ludlow, um polícia veterano da brigada especial de Los Angeles, que sente dificuldade em encarar a vida após a morte da sua mulher. Quando as provas o apontam como responsável pela execução violenta de um colega, ele vê-se forçado a ir contra a própria cultura policial, questionando a lealdade e honestidade de todos os que o rodeiam. Forest Whitaker é Capitão Wander, o supervisor e mentor de Ludlow, cujas obrigações incluem protegê-lo e mantê-lo dentro dos limites da lei e longe das garras do Capitão Biggs dos Assuntos Internos (Hugh Laurie sem a bengala do Dr. House), no entanto, Ludlow, juntando-se a um jovem detective de homicídios (Chris Evans), lança-se numa cega busca para descobrir os assassinos do seu anterior parceiro. A sua determinação dá frutos quando os dois detectives finalmente encontram os assassinos, mas as suas tentativas de fazer justiça terão de enfrentar e ultrapassar muitas barreiras…

Na mesma onda de filmes como Dark Blue, Dia de Treino (num patamar mais elevado) ou LA Confidential (esse já clássico num patamar inalcançável), o filme não traz nada de novo ao genero mas à falta de melhor serve de entretenimento, e vale pelo bom desempenho dos protagonistas.

NOTA: 7/10




terça-feira, 3 de junho de 2008

In Cold Blood, Richard Brooks


Baseado no romance de Truman Capote com o mesmo título, In Cold Blood conta a verdadeira história da morte da família Clutter e dos autores da chacina.
O filme segue o trajecto dos dois assassinos, desde o planeamento do golpe até à sua condenação e morte na forca.
Perry Smith e Dick Hickock planearam o assalto pensando que iam encontrar uma fortuna mas acabaram por cometer os crimes levando pouco mais que 40 dolares.
Um dos bons filmes de Richard Brooks, realizador de filmes como Gata em Telhado de Zinco Quente, O Falso Profeta ou Corações na Penumbra.

Curiosidades:
O filme Capote, que deu o Oscar de melhor actor a Philip Seymour Hoffman acompanha a relação entre Truman Capote (na sua pesquisa para o livro) e Perry Smith.

Anthony Hopkins estudou ao promenor a personagem de Perry Smith, desempenhada por Robert Blake para o seu Hannibal Lecter.

Robert Blake foi acusado e preso, em 2002 por ter assassinado a esposa. Em 2005 foi absolvido.
Blake ficou famoso nos anos 70 ao protagonizar a série Baretta. O seu ultimo filme foi Estrada Perdida, de David Lynch onde curiosamente fazia de um homem que matava a esposa.

NOTA: 8/10

Alguém viu passar por ai uma ilha?

Terminou a 4ª temporada.
A 5ª só em 2009.
Entretanto vai andar uma ilha a vaguear por esses oceanos....

terça-feira, 27 de maio de 2008

Sydney Pollack, 1934-2008


A 7ª Arte volta a ficar mais pobre com o falecimento de mais um dos seus grandes nomes.
Realizador, produtor, actor, Pollack fez de tudo no mundo do cinema.
Começou na TV onde realizou episódios de Hitchcock Apresenta e O Fugitivo, mas foi no cinema que alcançou fama tendo conquistado 2 Oscars.
Para sempre ficam filmes como África Minha, Os 3 Dias do Condor; Tootsie, Jeremiah Johnson, Havana ou mais recentemente A Interprete. E como actor em filmes como Eyes Wide Shut, de Stanley Kubrick ou Michael Clayton, ao lado de George Clooney.

sábado, 24 de maio de 2008

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, Steven Spielberg


Em plena Guerra Fria, Indiana Jones escapa por um triz no deserto a uma emboscada dos soviéticos. Mas quando regressa finalmente a casa e à universidade, percebe que por aí as coisas vão de mal a pior. As suas actividades paralelas lançaram fortes suspeitas sobre si e o Governo, em época de caça às bruxas está a pressionar a universidade para que despeça o professor. Ao sair da cidade, Indiana conhece Mutt que lhe faz uma proposta irrecusável: partir à descoberta de um lendário objecto, fonte de fascínio, superstição e medo nas últimas décadas - a Caveira de Cristal de Akator. Mas Indy e Mutt rapidamente percebem que não estão sozinhos nesta busca. Também os soviéticos estão no encalço do mítico tesouro...

Era dos filmes mais agradados do ano, este regresso de um dos meus heróis passados 19 anos da ultima aventura.
O pior que se pode fazer a esta aventura é compara-la com as três anteriores. Se o fizermos é certo que sairemos um pouco desiludidos porque estavamos a falar de 3 obras-primas do cinema de aventuras e qualquer outro filme, seja do Indy ou não seria muito dificil de igualar.
De qualquer maneira este Indiana 4 é um bom filme de aventuras com cenas de pura acção e entretenimento, desde logo com a cena de abertura, das mais emocionantes que temos visto ultimamente (com um cameo da própria Arca da Aliança). Harrison Ford está mais velho, mas não deixa os créditos por mãos alheias e continua com o seu sentido de humor único.
O regresso de Marion Ravenwoon (Karen Allen) é de saudar e o rockabilly Mutt Williams (Shia LaBeouf) também está muito bem.
Uma das mais valias desta 4ª aventura é a vilã Irina Spalko (magnifica Cate Blanchet), uma das melhores de toda a série (a par com o Major Arnold Toht dos Salteadores da Arca Perdida).
Não desvendarei o segredo por detrás da Caveira de Cristal, apenas direi que até ai Spielberg e Lucas estão a jogar em casa...
Pode ser a pior das quatro aventuras mas nestes 19 anos tentaram-se fazer réplicas e outros filmes de aventuras e nenhum supera o Indy, mesmo já a caminhar para a reforma.

NOTA: 9/10


quinta-feira, 22 de maio de 2008

Malloy ou Riches?


Que esta família regresse para uma 3ª temporada... São os meus desejos.
Uma fantástica série.

sábado, 17 de maio de 2008

Bug, de William Friedkin


William Friedkin é um realizador que tem filmes que muito aprecio.
Confesso que não vou na histeria elogiosa ao Exorcista, que para mim é apenas um bom filme mas longe do que eu mais gosto num filme de terror.
Já filmes como The French Connection ou Live and Die in L.A. estão num patamar mais elevado.

Este Bug é o seu regresso ao bom cinema depois de algumas coisas menos conseguidas.

Agnes (Ashley Judd) é uma empregada de mesa solitária. O seu violento ex-marido (Harry Connick Jr.) acabou de sair da prisão em liberdade condicional e a sua melhor amiga acolheu recentemente um misterioso veterano da Guerra do Golfo chamado Peter (Michael Shannon). Fragilizada, Agnes apaixona-se por Peter e cedo Peter começa a partilhar o sombrio quarto de motel de Agnes. Tudo parece correr bem… até que Peter começa a falar de forma obsessiva nos “insectos” que o governo injecta nos corpos dos ex-combatentes. Estará Peter a contar a verdade? Será apenas paranóia?

Thriller psicológico onde a paranóia é contagiosa e levada ao extremo. Será?

NOTA: 8/10



quinta-feira, 15 de maio de 2008

Iron Man, de Jon Favreau


Mais uma adaptação de um comic book por parte da Marvel Studios e da Paramount Pictures.

Robert Downey Jr. (parece que os problemas já lá vão) aparece aqui como um milionário da industria de armamento e génio da invenção, que é raptado e obrigado a construir uma arma de destruição devastadora.
Em vez disso ele cria uma armadura de ferro e assim consegue fugir do seu cativeiro.
De volta a casa ele assume a sua armadura, cria-lhe mais uns "gadgets" e promete proteger o mundo como O Homem de Ferro.

Quando não é um realizador conhecido e bom naquilo que faz a adaptar estes comics é de ficar preocupado mas neste caso Jon Favreau consegue safar-se bem e o filme é bem agradável de se ver. A ajudar também está o excelente elenco, composto para além de Downey Jr., por Jeff Bridges, Gwyneth Paltrow e Terrence Howard.

NOTA: 8/10

terça-feira, 13 de maio de 2008

We Own the Night, de James Gray


Filme acima da média, este de James Gray que tem vindo a abordar o mundo da máfia nos seus filmes anteriores, Little Odessa, filme premiado no festival de Veneza e The Yards (também com Joaquin Phoenix).
Nova Iorque, fim dos anos 80. Com a explosão do tráfico de droga, a máfia russa estende a sua influência ao mundo da noite. Bobby (Joaquin Phoenix) é o jovem gerente de um bar, que aparentemente pertence aos russos. Para continuar a sua ascensão neste mundo, Bobby deve ocultar os laços familiares: Joseph, o irmão, e Burt, o pai, são importantes membros da polícia nova-iorquina. Apenas Amada (Eva Mendes) conhece o seu segredo. Mas cada dia que passa, os confrontos entre a máfia russa e as autoridades são mais violentos e, face às ameaças contra a sua família, Bobby terá de escolher de que lado da batalha está.

Bons desempenhos de Joaquin Phoenix, Mark Whalberg e Robert Duval.

NOTA: 8/10

domingo, 11 de maio de 2008

Requiem

Não fosse o regresso do meu herói Indiana Jones, este seria sem duvida o filme do ano. Ainda não vi qualquer deles como é óbvio, mas algo de extraordinário se espera.

À l'intérieur, de Alexandre Bustillo e Julien Maury


Mais um filme de terror e suspense francês, saído da vaga de novo cinema de terror deste país com tradição no cinema.
Como bom filme de terror que é e sendo francês, não estreou nas nossas salas, (dando antes lugar a autenticas bostas) estando já em DVD no mercado europeu.
Neste género os franceses anda a exagerar um bocado. Mas que raios, se é terror, tem de ser TERROR mesmo. E isso eles levam à letra nestes dois últimos filmes que vi, não tendo problemas em exagerar no sangue e na carne a ser desfeita.

A premissa é simples, uma mulher grávida (Alysson Paradis) tem um acidente de automóvel onde perde o marido.
4 meses depois, no final da gravidez recebe uma visita inesperada a meio da noite... O Pior é o resto.

NOTA: 7/10

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Cronos, de Guillermo del Toro


Em 1535 um alquimista cria um artefacto em ouro que oferece a vida eterna a quem o possuir.
450 anos mais tarde o artefacto vai parar acidentalmente às mãos de um vendedor de antiguidades que por um acaso faz disparar o seu maquinismo... Longe estava ele de saber que para além de oferecer vida eterna também tinha um vampiresco efeito secundário!

À medida que vou conhecendo a filmografia de Del Toro vou gostando cada vez mais do realizador mexicano.
Depois de ver Hellboy, O Labirinto do Fauno, El Espinazo del Diablo, consegui ver agora este filme de 1993.
Não atingindo a genialidade de O Labirinto do Fauno ou El Espinazo del Diablo, não deixa de ser um bom filme esta que foi a primeira longa-metragem de Guillermo del Toro.
Com Ron Perlman e o argentino Federico Luppi, dois habitués dos filmes de Del Toro.

NOTA: 8/10


segunda-feira, 5 de maio de 2008

Frontière(s), de Xavier Gens

Terror, Thriller, Gore... chame-lhe o que quiserem a este filme do cinema francês. Já que falamos em gore, ao pé disto o Hostel é um episódio do Noddy.

Pelo sim pelo não, se não tiverem bom estômago convém ter um balde por perto...

NOTA: 8/10

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Os Falsificadores, de Stefan Ruzowitzky


Um grupo de judeus é obrigado pelos Nazis a falsificar dinheiro, primeiro inglês e depois americano para assim ajudar ao esforço de guerra e dar um golpe na economia dos inimigos.
Salomon Sorowitch é um falsificador muito talentoso e vai ser o lider do grupo que também tem banqueiros, tipografos, pessoas honestas que têm de colaborar com os Nazis se querem sobreviver e ter regalias nos campos de concentração.
O filme passa-se no barracão onde eles dormem e onde trabalham o que faz aumentar a tensão entre eles, pois há aqueles que não querem colaborar e tentam boicotar o trabalho dos outros, cabendo a Solomon gerir as emoções.
Bom filme, produzido com dinheiros austríacos e alemães e que viria a ganhar o Oscar para melhor filme estrangeiro na ultima edição dos prémios da Academia.

NOTA: 8/10

quarta-feira, 30 de abril de 2008

lindos meninos


Não só vêm ao Porto como também ao Alive 08.
Para já podem ouvir um concerto dos rapazitos aqui.

sábado, 26 de abril de 2008

El Orfanato, de José Antonio Bayona


Laura passou os anos mais felizes da sua infância num orfanato à beira do mar, onde recebeu cuidados dos funcionários e dos outros órfãos que amava como irmãos. Trinta anos depois, ela regressa com o seu marido, Carlos, e Simon, o filho de sete anos, com o sonho de restaurar e reabrir o orfanato há muito abandonado como abrigo para crianças inválidas. O novo lar e os seus mistérios despertam a imaginação de Simon e o menino cria uma rede de histórias fantásticas e jogos pouco inocentes. São brincadeiras perturbadoras que começam a incomodar Laura e que trazem memórias incomodas e há muito esquecidas da sua própria infância. Conforme se aproxima o dia da inauguração, a tensão instala-se na família. Carlos permanece céptico, pois acredita que Simon está a inventar só para chamar a atenção. Mas Laura aos poucos convence-se de que algo terrível anda pela velha casa, algo que espera emergir e infligir danos extremos à sua família.

Mais um exemplo do bom cinema de terror com que a Espanha nos tem brindado ultimamente.
Uma pordução do mestre Guillermo del Toro.
O filme passou no ultimo Fantasporto mas ainda não estreou nas salas portugueses. Em Espanha já se pode comprar o DVD.

NOTA: 9/10


quarta-feira, 23 de abril de 2008

Dia Mundial do Livro II

Dia Mundial do Livro


Neste Dia Mundial do Livro nada melhor que recomendar um filme sobre livros, sendo que esse filme é também baseado num livro.

Em Fahrenheit 451, baseado no romance de Ray Bradbury, Montag é um bombeiro (numa época em que os bombeiros não apagam fogos mas queimam livros, sendo o título uma referência à temperatura a que os livros ardem) que é chamado sempre que há denuncias sobre alguém que tenha uma obra literária.
Após conhecer uma jovem rebelde, Montag começa a questionar a sua actividade . Porquê de queimar livros que nunca leu?
É então que resolve libertar-se das teias da censura e da repressão intelectual, vigente nessa época.

Magnifica adaptação por parte de François Truffaut, em 1966. Um filme a ver. Um livro a ler.
O livro vai ter outra adaptação, por parte de Frank Darabont estando a estreia prevista para 2010.

NOTA: 10/10

Cloverfield, de Matt Reeves


Mais um filme cuja campanha de marketing anterior à estreia ajudou a promover.
Por trás estava o homem responsável, entre outras coisas, por essa fantástica série que é Lost, JJ Abrams.

Nova Iorque está a ser atacada, não se sabe porquê, nem por quem (ou pelo quê?). Um grupo de jovens está numa festa e um deles filma tudo e é através dessa câmara que vamos ver o que se vai passando.
É um conceito giro, este de filmar com uma câmara ao ombro, sendo o próprio camaraman protagonista do filme. Já havia sido assim noutro filme de terror (O Projecto Blair Witch) e aqui volta a acontecer.

Há um filme espanhol, estreado há pouco tempo que segue este mesmo conceito, que é muito bom, mas desse falarei depois.

NOTA: 8/10



MGMT - "Time to Pretend"

Mais uma banda saída de Brooklyn (como os Vampire Weekend) e estão a caminho de Portugal para um concerto no Alive 2008.
Aqui estão eles ao vivo no David Letterman Show, com um final à Doors.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

3:10 to Yuma, de Delmar Daves


Um clássico do western que teve recentemente um remake (muito bom, diga-se de passagem).
O rancheiro Dan Evans tem de levar um perigoso bandido (Ben Wade - Glenn Ford) até Contention City a fim de o meter no combóio das 3:10 para Yuma. Só que o bando de Wade vai tentar resgatar o chefe.

Mais um bom western, saido da época dos bons westerns a história é igual à que vimos em 2007 apenas o final é diferente.

NOTA: 8/10

quinta-feira, 17 de abril de 2008

quarta-feira, 16 de abril de 2008

New Amsterdam


New Amsterdam foi a primeira designação de New York dada pelos colonos holandeses.
Foi nessa época que John Amsterdam foi ferido mortalmente e salvo pelos indios que o imortalizaram até ao dia em que ele encontrasse "a tal".
A acção decorre no dias de hoje, na cidade de Nova Iorque onde John é um detective de homicidios, e acompanhamos também, através de flashbacks as suas vidas passadas o que nos ajuda a compreender melhor o desenrolar da série.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Double Indemnity, de Billy Wilder

Double Indemnity (que em Portugal surgiu com o título Pagos a Dobrar) é, à imagem de Sunset Boulevard um dos melhores filmes de Billy Wilder, de uma carreira recheada de muito bons filmes.
A tradução à letra do filme (dupla indemnização) faz referência ao prémio a dobrar que uma viuva receberia da companhia de seguros se o seu marido tivesse uma morte "pouco convencional".
Wilder adapta a novela de James M. Cain como só ele sabe e o filme, tal como acontecia com Sunset Blvd. o filme começa no fim, com o agente de seguros Walter Neff a contar em flashbacks aquilo que aconteceu.

Um must para qualquer cinéfilo que pode ser encontrado por exemplo aqui.
Um clássico do film noir, um dos grandes filmes da história do cinema.

Walter Neff: You'll be here too?
Phyllis: I guess so, I usualy am.
Walter Neff: Same chair, same perfume, same anklet?
Phyllis: I wonder if you know what you mean.
Walter Neff: I wonder if you wonder.

NOTA: 10/10

domingo, 13 de abril de 2008

Sunshine, de Danny Boyle

Dentro de 50 anos, a humanidade será confrontada com a morte eminente da fonte de vida de todo planeta, o Sol. Perante essa situação, a sobrevivência da humanidade repousa no sucesso de uma missão espacial, a Icarus II, cujo objectivo será despoletar uma bomba bastante elaborada no coração do sol, reacendendo assim a estrela moribunda.

Com argumento de Alex Garland (A Praia e 28 Dias Depois), Sunshine levanta questões do foro psicológico e espiritual sobre como reagiria o ser humano perante o extermínio eminente.

Nota: 7/10




sexta-feira, 11 de abril de 2008

Youth Without Youth, de Francis Ford Coppola


O mestre Francis Ford Coppola regressa 10 anos depois com uma surreal adaptação do conto Youth Without Youth, do romeno Mircea Eliade.
O filme acompanha um velho Dominic Matei (Tim Roth), nos últimos dias de uma vida dedicada ao trabalho. Trabalho esse que o fez perder o seu grande amor.
Ao viajar para Bucareste em busca de uma nova identidade é atingido por um raio que não o mata mas deixa-o num estado lavral. Com o passar dos dias Dominic e o médico que o acompanha constatam que aquele está a rejuvenescer sem qualquer tipo de explicação.
Dominic agarra-se então a esta nova oportunidade vivendo algumas peripécias com Nazis à mistura, até ao dia que se depara com uma reencarnação da sua amada Laura.
E novamente surge o dilema entre terminar a sua obra (estudo das linguas mortas) ou optar pelo amor de Verónica.

Coppola que sempre preferiu filmes pessoais off-Hollywood (Os Padrinhos e Apocalypse Now foram a excepção) tem aqui mais e nesta história de amor volta a marimbar-se para as grandes indústrias cinematográficas e faz aquilo que quer e sabe.

Muito bom.
NOTA:8/10

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Redacted, de Brian de Palma


Redacted baseia-se livremente em acontecimentos verídicos passados em Samarra, no Iraque durante a segunda invasão deste país por parte dos americanos.
A acção centra-se num grupo de soldados norte-americanos estacionados num posto de controlo daquela cidade iraquiana, que entre inúmeras atrocidades violaram e assassinaram uma rapariga iraquiana de 15 anos.

Brian de Palma já tinha filmado um tema idêntico em "Corações de Aço", então com Sean Penn a fazer o papel de um sargento norte-americano que "comandava" um pequeno grupo de soldados que viriam a violar e assassinar uma vietnamita.
Desta vez de Palma filma como se fosse um documentário (as imagens que vemos são feitas pelos próprios soldados) e mostra-nos o lado mais oculto (e negro) desta "guerra".

NOTA: 8/10


terça-feira, 8 de abril de 2008

O melhor de Charlton Heston

Ontem o site imdb perguntava qual o melhor filme em que Charlton Heston tinha entrado.

Os amantes dos clássicos Ben-Hur, O Planeta dos Macacos e Os 10 Mandamentos que me perdoem mas o meu voto foi para este:

sábado, 5 de abril de 2008

2 em 1 #3

Já há algum tempo que não fazia um 2 em 1 mas chegou a altura de mais um.
Uma bela canção interpretada pelos originais e pelos "seguidores".
A original:


A cópia:

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Ipso Facto

Mais uma coisa gira que se vai descobrindo por ai.
A ver por esta música e pelas outras que estão no myspace da banda a coisa promete.

Onde anda este filme do John Boorman?

Grande interpretação do Brendan Gleeson e da Kim Cattrall.
Mais um bom filme de John Boorman.

NOTA 8/10

Editors

Mais uma vez deram um bom concerto no nosso país.
Há bandas que é "muita parra pouca uva" e outras que são muito competentes em palco.
Como no sexo gosto de ficar satisfeito quando vou a um concerto.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Cria Corvos, de Carlos Saura

Aos 9 anos, Ana (Ana Torrent) vê os seus pais morrerem num curto espaço de tempo.
Ela acredita ter um estranho poder sobre a vida e a morte dos seus familiares. Por isso, carrega um misto de culpa e remorso que a acompanhará até à idade adulta.

O título do filme baseia-se num ditado que diz que quem cria corvos terá por eles os olhos arrancados.
Conhecido na época pelos seus filmes políticos, desta vez Saura não os aborda aprofundadamente, embora a família de Ana posa representar a Espanha de Franco, com todas as suas culpas.
Destaque ainda para a linda canção-tema do filme, "Por que te vas" e para Ana Torrent, no papel de Ana. Torrent que prossegue a carreira na idade adulta e pode ser vista em filmes como Tese de Alejandro Amenabar, no português Amor e Dedinhos de Pé, de Luis Filipe Rocha e mais recentemente em The Other Boylen Girl, ao lado de Natalie Portman, Scarlett Johanson e Eric Bana. O filme conta ainda com a companheira de Saura na altura, Geraldine Chaplin, filha de Charlie Chaplin e habitué nos filmes do realizador espanhol.

NOTA: 9/10

terça-feira, 1 de abril de 2008

Into the Wild, de Sean Penn

Recentemente saído da Universidade, com um brilhante futuro à sua frente, Christopher McCandless (Emile Hirsh), um jovem de 22 anos, opta por prescindir da sua vida privilegiada e partir em busca de aventura. O que lhe acontece durante este percurso transforma este jovem vagabundo num símbolo de resistência para inúmeras pessoas.
Era Christopher McCandless um aventureiro heróico ou um idealista ingénuo, uma pessoa que tudo arriscava ou uma trágica figura que lutava com o precário balanço entre homem e natureza?

O filme é baseado no livro de Jon Krakauer que por sua vez relata a verdadeira jornada de McCandless a partir de notas deixadas pelo próprio.

Grande filme realizado por Sean Penn, com planos de rara beleza e excelentes interpretações (principalmente de Emile Hirsh que já havia surpreendido em Alpha Dog) e com uma excelente banda sonora de Eddie Vedder.

NOTA: 9/10


sábado, 29 de março de 2008

sexta-feira, 28 de março de 2008

Quem te avisa teu amigo é*...


"A Amy Winehouse não dura muito, se não se puser fina"

Kieth Richards


* ou então está com medo que gastes tudo!!!

quinta-feira, 27 de março de 2008

I'm not there, de Todd Haynes

Bob Dylan (aqui interpretado por 6 actores diferentes - Christian Bale / Cate Blanchett / Heath Ledger / Marcus Carl Franklin / Richard Gere / Ben Whishaw), ícone musical, poeta e porta-voz de uma geração. Sempre viveu em constante mutação ao longo da vida, especialmente durante os anos 60/70.
Musicalmente, fisicamente, psicologicamente, as alterações da sua personagem pública dialogaram com acontecimentos sociais e ocasionaram múltiplas repercussões culturais. De jovem trovador a profeta folk, de poeta moderno a roqueiro, de ícone da contra-cultura a cristão renascido, de cowboy solitário a popstar.

Uma curiosa visão por Todd Haynes desse autentico mito vivo que é Dylan. I'm not there tem excelentes trabalhos quer de realização quer dos actores, sobressaindo neste caso Cate Blanchett com o seu Jude Quinn. Tem ainda a particularidade de ter sido um dos ultimos papeis de Heath Ledger, que provava aqui que os desempenhos em Monster's Ball e Brokeback Mountain não foram obra do acaso.

NOTA: 8/10


The Mist, de Frank Darabont

A Premissa:
Depois de uma terrível tempestade que provocou cortes de electricidade e quedas de árvores, David resolveu ir à cidade buscar mantimentos, com o pequeno filho Billy. Mas acaba por ficar fechado com um grupo de outros habitantes da cidade na mercearia local por causa de uma estranha neblina que se abateu no exterior. David é o primeiro a perceber que há coisas escondidas na neblina... coisas horríveis, mortíferas... criaturas que não são deste mundo. A sobrevivência do grupo, entre os quais está o gerente, uma professora da escola, uma fanática religiosa e um vizinho mal amado, depende da união entre todos. Mas será isso possível devido à natureza humana? À medida que a razão se perde, face ao medo e ao pânico, David começa a duvidar sobre o que o aterroriza mais: os monstros na neblina - ou os que estão no interior da loja, a raça humana, as pessoas que até agora foram os seus amigos e vizinhos?

Mais uma adaptação de um conto de Stephen King por parte de Frank Darabont (Os Condenados de Shawshank e The Green Mile, foram os outros), desta vez aliando o terror ao fantástico. E mais uma vez Darabont não nos desaponta dá-nos 2 horas de suspense e terror puro.

Aguarda-se agora com expectativa a sua adaptação do romance de Ray Bradbury Fahrenheit 451 (já adaptado anteriormente pelo grande François Truffaut).

NOTA: 9/10

Trailer:

segunda-feira, 24 de março de 2008

The Kite Runner, Marc Forster

A PREMISSA: Cabul, Afeganistão, em 1978, antes dos Russos, dos Talibã, dos Americanos e da anarquia. Amir junta-se aos inúmeros rapazes que enchem o céu de papagaios que por vezes dançam sobre os telhados na sua luta de tentarem cortar as linhas dos outros papagaios. O amigo de Amir é Hassan, o filho de Ali, um criado de longa data da família, que está com eles há anos e que é como se fizesse parte da família.

Hassan é o melhor corredor de papagaios da vizinhança, anunciando correctamente quando é que um papagaio cai por terra, e indo esperá-lo ao local exacto para o agarrar. Mas há um rufia na vizinhança que tem ciúmes de Amir e do seu papagaio, dos seus dotes, e do seu corredor de papagaios. Num dia que irá transformar a vida de muitos, ele e o seu bando perseguem Hassan...

Marc Forster continua-me a surpreender. Ele que ultimamente só tem realizado bons filmes. É por isso com enorme expectativa que espero o próximo Bond, Quantum of Solace.

NOTA: 9/10

Trailer:

vindos das profundezas...

O novo disco dos Bauhaus, soa mais a um bom disco do Peter Murphy com os outros 3 a tocar, do que outra coisa.



Voltem lá então para as profundezas....

quinta-feira, 20 de março de 2008

The Hunting Party, de Richard Shepard


O repórter de televisão Simon Hunt (Richard Gere) e o operador de câmara Duck (Terrence Howard) trabalharam nas zonas de guerra mais quentes do mundo: passaram pela Bósnia, Iraque e Somália. Juntos, esquivaram-se a balas e coleccionaram prémios. Mas, durante uma transmissão ao vivo na Bósnia, Simon tem um problema em directo. Depois desse acidente, Duck é promovido e Simon simplesmente desaparece.
Cinco anos mais tarde, Duck regressa a Sarajevo com um repórter novo, Benjamin, para cobrir o quinto aniversário do fim da guerra. Simon reaparece então com a promessa de um exclusivo mundial, convencendo Duck que conhece o paradeiro do mais procurado criminoso de guerra. Simon, Duck e Benjamin embarcam então numa perigosa missão em território hostil. É o furo jornalístico de uma vida, mas será que regressarão com vida para o contar?

Do mesmo realizador de Matador


A NOTA: 8/10

O trailer:


PS. O título em português (Na Sombra do Caçador) levou algumas pessoas às salas de cinema pensando que era a obra prima de Charles Laughton. Coincidências. Foi por acaso que vi os dois filmes na mesma semana.

quarta-feira, 19 de março de 2008

A Sombra do Caçador, de Charles Laughton


Lembro-me de ver A Sombra do Caçador numa reposição no cinema Ávila, em Lisboa, algures nos finais dos anos 90. Sai da sala completamente extasiado com o que acabara de ver.

A Sombra do Caçador (The Night of th Hunter, no original) foi o unico filme realizado pelo actor Charles Laughton (Pousada da Jamaica e Spartacus, são dois dos filmes mais conhecidos que protagonizou).
E logo uma obra prima.
Uma mistura de filme de terror com conto de fadas, com o magnifico Robert Michum no papel de uma espécie de barba azul, um pastor religioso e ao mesmo tempo assassino das mulheres que vai casando.
O filme tem cenas memoráveis e foi inclusive alvo de estudo através de um livro.


Este é um dos filmes que um amante de cinema jamais deverá perder.

NOTA: 10/10

terça-feira, 18 de março de 2008

Anthony Minghella, 1954-2008

Realizador, argumentista, homem do teatro, faleceu ontem Anthony Minghella, aos 54 anos.
Talvez o seu trabalho mais conhecido fosse O Paciente Inglês, com o qual ganhou o Oscar para melhor realizador, tendo o filme arrecadado mais 8 estatuetas douradas. Realizou ainda O Talentoso Mr. Ripley, Cold Mountain e mais recentemente Assalto e Intromissão.

Para sempre ficam imagens como estas:

quarta-feira, 12 de março de 2008

Jumper, de Doug Liman

Sinopse:
David Rice parece um jovem como todos os outros, mas não é. David pode tomar o pequeno-almoço nas pirâmides do Nilo e segundos depois estar a fazer surf na Austrália. Impossível? Não para um "jumper", alguém a quem uma anomalia genética transmitiu um dos poderes mais cobiçados de sempre: o teletransporte. David pode teletransportar-se para qualquer parte do mundo, ver vinte vezes o pôr-do-sol ou em segundos roubar milhões de dólares.
Mas David, ao contrário do que pensa, não está sozinho e não é o único a ter este poder. A longa linhagem de "Jumpers" é acompanhada por uma agência secreta, os Paladinos, que têm como missão eliminar David e os seus semelhantes para os impedir de usar os seus poderes para praticar o mal. Perseguido por todo o globo, David descobre passo a passo a surpreendente verdade sobre o seu passado e a sua família.

May the force be with you Hayden...

Nota: 7/10

o poster oficial

terça-feira, 11 de março de 2008

uma ida ao sótão #1

O concerto dos Cure fez-me entrar na máquina do tempo!
Decidi por isso ir ao sótão em busca de tesouros perdidos... e a primeira coisa que descobri foi esta.
Por acaso também cá está o Robert Smith...

Melt! - Siouxsie and the Banshees (1983)

segunda-feira, 10 de março de 2008

e lá fui eu outra vez...

Já lá vai o tempo em que os Cure eram a minha banda preferida. Tinha os discos todos, sabia a maior parte das letras, vestia-me de preto, tinha uns ténis (bota) à Robert Smith e só não usava o cabelo como ele porque senão não entrava em casa (o cabelo à Morrisey era mais aceitavel).

Os meus discos preferidos eram (e continuam a ser) os primeiros 4, Three Imaginary Boys, Seventeen Seconds, Faith e Pornography. Foi por isto que em 1989 lá fui eu ver um grande concerto, de 3 horas a Alvalade.

Passados 19 anos desse mitico concerto lá fui eu, novamente ver a banda de Robert Smith. A tusa já não é a mesma mas o gosto por a maior parte das musicas mantém-se, e o que posso dizer é que deram um belissimo concerto (novamente 3 horitas - aqui o dinheiro é bem empregue), com 37 musicas a maior parte das quais as velhinhas que fizerem vibrar o Pavilhão Atlântico.

Os Cure (agora são 4) têm 32 anos de carreira, estão mais velhinhos mas continuam em grande forma.

Alinhamento:

Plainsong
Prayers For The Rain
A Strange Day
Alt.End
The Blood
The End of the World
Love Song
A Boy I Never Knew
Pictures of You
Lullaby
From The Edge of The Deep Green Sea
Kyoto Song
Please Project
The Walk
Push
Friday I'm In Love
In Between Days
Just Like Heaven
Primary
Never Enough
Wrong Number
One Hundred Years
Disintegration

ENCORE 1
At Night
M
Play For Today
A Forest

ENCORE 2
Lovecats
Let's Go To Bed
Freak Show
Close To Me
Why Can't I Be You

ENCORE 3
Boys Don't Cry
Jumping Someone Else's Train
Grinding Halt
10.15 Saturday Night
Killing An Arab

E esta continua a ser uma das minhas preferidas:

sexta-feira, 7 de março de 2008

Klaxons

Foi das melhores coisas que apareceram o ano passado.
Estiveram no Super Bock Super Rock e deram um grande concerto.

Este é umas das grandes músicas (até os Clã já fizeram uma versão):

terça-feira, 4 de março de 2008

Haverá Sangue, de PT Anderson


Haverá Sangue, de PT Anderson é uma experiência cinematográfica fora do normal. Cinco anos depois do seu ultimo filme (Punch-Drunk Love), o realizador de Boogie Nights e Magnolia ainda pode ser durante este período assistente de realização de um dos seus mestres, Robert Altman no seu ultimo, filme Bastidores da Rádio.
Haverá Sangue (There Will Be Blood, no original - baseado livremento no romance Oil de Upton Sinclair) é um épico sobre um prospector de petróleo, Daniel Plainview (Daniel Day Lewis), um homem ambicioso e sem escrúpulos disposto a tudo para conseguir o que quer.
Começa com ele à procura de ouro e prata para depois se virar para o sangue da terra.
Os primeiros 20 minutos de filme sem qualquer diálogo, apenas ao som da magnifica banda sonora e o final são dignos exemplos desta magnifica experiência cinematográfica. Mas o que move grande parte do filme é o confronto entre Palinview e o jovem pregador Eli Sunday que se aproveita da exploração petrolífera das suas terras.

Estou habituado a ver grandes interpretação a Day Lewis (O Meu Pé Esquerdo, Em Nome do Pai, Gangs de Nova Iorque) mas esta é completamente fora de série e o Oscar que acabou por ganhar é mais que justo. Paul Dano, no papel do jovem pregador (ou pecador?) que vai tirando o demónio do corpo das pessoas, tem também um registo impressionante. Ele que já havia estado muito bem em Little Miss Sunshine.

Espero que não tenhamos de esperar mais 5 anos para voltar a rever um filme do grande Paul Thomas. Mas se for da qualidade deste a espera vale a pena.

Nota final para a magnifica banda sonora de Jonny Greenwood (guitarrista dos Radiohead). É raro sentir que uma banda sonora encaixa na perfeição no filme. Acontece isso com esta.

NOTA: 10/10