sábado, 26 de abril de 2008

El Orfanato, de José Antonio Bayona


Laura passou os anos mais felizes da sua infância num orfanato à beira do mar, onde recebeu cuidados dos funcionários e dos outros órfãos que amava como irmãos. Trinta anos depois, ela regressa com o seu marido, Carlos, e Simon, o filho de sete anos, com o sonho de restaurar e reabrir o orfanato há muito abandonado como abrigo para crianças inválidas. O novo lar e os seus mistérios despertam a imaginação de Simon e o menino cria uma rede de histórias fantásticas e jogos pouco inocentes. São brincadeiras perturbadoras que começam a incomodar Laura e que trazem memórias incomodas e há muito esquecidas da sua própria infância. Conforme se aproxima o dia da inauguração, a tensão instala-se na família. Carlos permanece céptico, pois acredita que Simon está a inventar só para chamar a atenção. Mas Laura aos poucos convence-se de que algo terrível anda pela velha casa, algo que espera emergir e infligir danos extremos à sua família.

Mais um exemplo do bom cinema de terror com que a Espanha nos tem brindado ultimamente.
Uma pordução do mestre Guillermo del Toro.
O filme passou no ultimo Fantasporto mas ainda não estreou nas salas portugueses. Em Espanha já se pode comprar o DVD.

NOTA: 9/10


quarta-feira, 23 de abril de 2008

Dia Mundial do Livro II

Dia Mundial do Livro


Neste Dia Mundial do Livro nada melhor que recomendar um filme sobre livros, sendo que esse filme é também baseado num livro.

Em Fahrenheit 451, baseado no romance de Ray Bradbury, Montag é um bombeiro (numa época em que os bombeiros não apagam fogos mas queimam livros, sendo o título uma referência à temperatura a que os livros ardem) que é chamado sempre que há denuncias sobre alguém que tenha uma obra literária.
Após conhecer uma jovem rebelde, Montag começa a questionar a sua actividade . Porquê de queimar livros que nunca leu?
É então que resolve libertar-se das teias da censura e da repressão intelectual, vigente nessa época.

Magnifica adaptação por parte de François Truffaut, em 1966. Um filme a ver. Um livro a ler.
O livro vai ter outra adaptação, por parte de Frank Darabont estando a estreia prevista para 2010.

NOTA: 10/10

Cloverfield, de Matt Reeves


Mais um filme cuja campanha de marketing anterior à estreia ajudou a promover.
Por trás estava o homem responsável, entre outras coisas, por essa fantástica série que é Lost, JJ Abrams.

Nova Iorque está a ser atacada, não se sabe porquê, nem por quem (ou pelo quê?). Um grupo de jovens está numa festa e um deles filma tudo e é através dessa câmara que vamos ver o que se vai passando.
É um conceito giro, este de filmar com uma câmara ao ombro, sendo o próprio camaraman protagonista do filme. Já havia sido assim noutro filme de terror (O Projecto Blair Witch) e aqui volta a acontecer.

Há um filme espanhol, estreado há pouco tempo que segue este mesmo conceito, que é muito bom, mas desse falarei depois.

NOTA: 8/10



MGMT - "Time to Pretend"

Mais uma banda saída de Brooklyn (como os Vampire Weekend) e estão a caminho de Portugal para um concerto no Alive 2008.
Aqui estão eles ao vivo no David Letterman Show, com um final à Doors.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

3:10 to Yuma, de Delmar Daves


Um clássico do western que teve recentemente um remake (muito bom, diga-se de passagem).
O rancheiro Dan Evans tem de levar um perigoso bandido (Ben Wade - Glenn Ford) até Contention City a fim de o meter no combóio das 3:10 para Yuma. Só que o bando de Wade vai tentar resgatar o chefe.

Mais um bom western, saido da época dos bons westerns a história é igual à que vimos em 2007 apenas o final é diferente.

NOTA: 8/10

quinta-feira, 17 de abril de 2008

quarta-feira, 16 de abril de 2008

New Amsterdam


New Amsterdam foi a primeira designação de New York dada pelos colonos holandeses.
Foi nessa época que John Amsterdam foi ferido mortalmente e salvo pelos indios que o imortalizaram até ao dia em que ele encontrasse "a tal".
A acção decorre no dias de hoje, na cidade de Nova Iorque onde John é um detective de homicidios, e acompanhamos também, através de flashbacks as suas vidas passadas o que nos ajuda a compreender melhor o desenrolar da série.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Double Indemnity, de Billy Wilder

Double Indemnity (que em Portugal surgiu com o título Pagos a Dobrar) é, à imagem de Sunset Boulevard um dos melhores filmes de Billy Wilder, de uma carreira recheada de muito bons filmes.
A tradução à letra do filme (dupla indemnização) faz referência ao prémio a dobrar que uma viuva receberia da companhia de seguros se o seu marido tivesse uma morte "pouco convencional".
Wilder adapta a novela de James M. Cain como só ele sabe e o filme, tal como acontecia com Sunset Blvd. o filme começa no fim, com o agente de seguros Walter Neff a contar em flashbacks aquilo que aconteceu.

Um must para qualquer cinéfilo que pode ser encontrado por exemplo aqui.
Um clássico do film noir, um dos grandes filmes da história do cinema.

Walter Neff: You'll be here too?
Phyllis: I guess so, I usualy am.
Walter Neff: Same chair, same perfume, same anklet?
Phyllis: I wonder if you know what you mean.
Walter Neff: I wonder if you wonder.

NOTA: 10/10

domingo, 13 de abril de 2008

Sunshine, de Danny Boyle

Dentro de 50 anos, a humanidade será confrontada com a morte eminente da fonte de vida de todo planeta, o Sol. Perante essa situação, a sobrevivência da humanidade repousa no sucesso de uma missão espacial, a Icarus II, cujo objectivo será despoletar uma bomba bastante elaborada no coração do sol, reacendendo assim a estrela moribunda.

Com argumento de Alex Garland (A Praia e 28 Dias Depois), Sunshine levanta questões do foro psicológico e espiritual sobre como reagiria o ser humano perante o extermínio eminente.

Nota: 7/10




sexta-feira, 11 de abril de 2008

Youth Without Youth, de Francis Ford Coppola


O mestre Francis Ford Coppola regressa 10 anos depois com uma surreal adaptação do conto Youth Without Youth, do romeno Mircea Eliade.
O filme acompanha um velho Dominic Matei (Tim Roth), nos últimos dias de uma vida dedicada ao trabalho. Trabalho esse que o fez perder o seu grande amor.
Ao viajar para Bucareste em busca de uma nova identidade é atingido por um raio que não o mata mas deixa-o num estado lavral. Com o passar dos dias Dominic e o médico que o acompanha constatam que aquele está a rejuvenescer sem qualquer tipo de explicação.
Dominic agarra-se então a esta nova oportunidade vivendo algumas peripécias com Nazis à mistura, até ao dia que se depara com uma reencarnação da sua amada Laura.
E novamente surge o dilema entre terminar a sua obra (estudo das linguas mortas) ou optar pelo amor de Verónica.

Coppola que sempre preferiu filmes pessoais off-Hollywood (Os Padrinhos e Apocalypse Now foram a excepção) tem aqui mais e nesta história de amor volta a marimbar-se para as grandes indústrias cinematográficas e faz aquilo que quer e sabe.

Muito bom.
NOTA:8/10

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Redacted, de Brian de Palma


Redacted baseia-se livremente em acontecimentos verídicos passados em Samarra, no Iraque durante a segunda invasão deste país por parte dos americanos.
A acção centra-se num grupo de soldados norte-americanos estacionados num posto de controlo daquela cidade iraquiana, que entre inúmeras atrocidades violaram e assassinaram uma rapariga iraquiana de 15 anos.

Brian de Palma já tinha filmado um tema idêntico em "Corações de Aço", então com Sean Penn a fazer o papel de um sargento norte-americano que "comandava" um pequeno grupo de soldados que viriam a violar e assassinar uma vietnamita.
Desta vez de Palma filma como se fosse um documentário (as imagens que vemos são feitas pelos próprios soldados) e mostra-nos o lado mais oculto (e negro) desta "guerra".

NOTA: 8/10


terça-feira, 8 de abril de 2008

O melhor de Charlton Heston

Ontem o site imdb perguntava qual o melhor filme em que Charlton Heston tinha entrado.

Os amantes dos clássicos Ben-Hur, O Planeta dos Macacos e Os 10 Mandamentos que me perdoem mas o meu voto foi para este:

sábado, 5 de abril de 2008

2 em 1 #3

Já há algum tempo que não fazia um 2 em 1 mas chegou a altura de mais um.
Uma bela canção interpretada pelos originais e pelos "seguidores".
A original:


A cópia:

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Ipso Facto

Mais uma coisa gira que se vai descobrindo por ai.
A ver por esta música e pelas outras que estão no myspace da banda a coisa promete.

Onde anda este filme do John Boorman?

Grande interpretação do Brendan Gleeson e da Kim Cattrall.
Mais um bom filme de John Boorman.

NOTA 8/10

Editors

Mais uma vez deram um bom concerto no nosso país.
Há bandas que é "muita parra pouca uva" e outras que são muito competentes em palco.
Como no sexo gosto de ficar satisfeito quando vou a um concerto.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Cria Corvos, de Carlos Saura

Aos 9 anos, Ana (Ana Torrent) vê os seus pais morrerem num curto espaço de tempo.
Ela acredita ter um estranho poder sobre a vida e a morte dos seus familiares. Por isso, carrega um misto de culpa e remorso que a acompanhará até à idade adulta.

O título do filme baseia-se num ditado que diz que quem cria corvos terá por eles os olhos arrancados.
Conhecido na época pelos seus filmes políticos, desta vez Saura não os aborda aprofundadamente, embora a família de Ana posa representar a Espanha de Franco, com todas as suas culpas.
Destaque ainda para a linda canção-tema do filme, "Por que te vas" e para Ana Torrent, no papel de Ana. Torrent que prossegue a carreira na idade adulta e pode ser vista em filmes como Tese de Alejandro Amenabar, no português Amor e Dedinhos de Pé, de Luis Filipe Rocha e mais recentemente em The Other Boylen Girl, ao lado de Natalie Portman, Scarlett Johanson e Eric Bana. O filme conta ainda com a companheira de Saura na altura, Geraldine Chaplin, filha de Charlie Chaplin e habitué nos filmes do realizador espanhol.

NOTA: 9/10

terça-feira, 1 de abril de 2008

Into the Wild, de Sean Penn

Recentemente saído da Universidade, com um brilhante futuro à sua frente, Christopher McCandless (Emile Hirsh), um jovem de 22 anos, opta por prescindir da sua vida privilegiada e partir em busca de aventura. O que lhe acontece durante este percurso transforma este jovem vagabundo num símbolo de resistência para inúmeras pessoas.
Era Christopher McCandless um aventureiro heróico ou um idealista ingénuo, uma pessoa que tudo arriscava ou uma trágica figura que lutava com o precário balanço entre homem e natureza?

O filme é baseado no livro de Jon Krakauer que por sua vez relata a verdadeira jornada de McCandless a partir de notas deixadas pelo próprio.

Grande filme realizado por Sean Penn, com planos de rara beleza e excelentes interpretações (principalmente de Emile Hirsh que já havia surpreendido em Alpha Dog) e com uma excelente banda sonora de Eddie Vedder.

NOTA: 9/10


sábado, 29 de março de 2008

sexta-feira, 28 de março de 2008

Quem te avisa teu amigo é*...


"A Amy Winehouse não dura muito, se não se puser fina"

Kieth Richards


* ou então está com medo que gastes tudo!!!

quinta-feira, 27 de março de 2008

I'm not there, de Todd Haynes

Bob Dylan (aqui interpretado por 6 actores diferentes - Christian Bale / Cate Blanchett / Heath Ledger / Marcus Carl Franklin / Richard Gere / Ben Whishaw), ícone musical, poeta e porta-voz de uma geração. Sempre viveu em constante mutação ao longo da vida, especialmente durante os anos 60/70.
Musicalmente, fisicamente, psicologicamente, as alterações da sua personagem pública dialogaram com acontecimentos sociais e ocasionaram múltiplas repercussões culturais. De jovem trovador a profeta folk, de poeta moderno a roqueiro, de ícone da contra-cultura a cristão renascido, de cowboy solitário a popstar.

Uma curiosa visão por Todd Haynes desse autentico mito vivo que é Dylan. I'm not there tem excelentes trabalhos quer de realização quer dos actores, sobressaindo neste caso Cate Blanchett com o seu Jude Quinn. Tem ainda a particularidade de ter sido um dos ultimos papeis de Heath Ledger, que provava aqui que os desempenhos em Monster's Ball e Brokeback Mountain não foram obra do acaso.

NOTA: 8/10


The Mist, de Frank Darabont

A Premissa:
Depois de uma terrível tempestade que provocou cortes de electricidade e quedas de árvores, David resolveu ir à cidade buscar mantimentos, com o pequeno filho Billy. Mas acaba por ficar fechado com um grupo de outros habitantes da cidade na mercearia local por causa de uma estranha neblina que se abateu no exterior. David é o primeiro a perceber que há coisas escondidas na neblina... coisas horríveis, mortíferas... criaturas que não são deste mundo. A sobrevivência do grupo, entre os quais está o gerente, uma professora da escola, uma fanática religiosa e um vizinho mal amado, depende da união entre todos. Mas será isso possível devido à natureza humana? À medida que a razão se perde, face ao medo e ao pânico, David começa a duvidar sobre o que o aterroriza mais: os monstros na neblina - ou os que estão no interior da loja, a raça humana, as pessoas que até agora foram os seus amigos e vizinhos?

Mais uma adaptação de um conto de Stephen King por parte de Frank Darabont (Os Condenados de Shawshank e The Green Mile, foram os outros), desta vez aliando o terror ao fantástico. E mais uma vez Darabont não nos desaponta dá-nos 2 horas de suspense e terror puro.

Aguarda-se agora com expectativa a sua adaptação do romance de Ray Bradbury Fahrenheit 451 (já adaptado anteriormente pelo grande François Truffaut).

NOTA: 9/10

Trailer:

segunda-feira, 24 de março de 2008

The Kite Runner, Marc Forster

A PREMISSA: Cabul, Afeganistão, em 1978, antes dos Russos, dos Talibã, dos Americanos e da anarquia. Amir junta-se aos inúmeros rapazes que enchem o céu de papagaios que por vezes dançam sobre os telhados na sua luta de tentarem cortar as linhas dos outros papagaios. O amigo de Amir é Hassan, o filho de Ali, um criado de longa data da família, que está com eles há anos e que é como se fizesse parte da família.

Hassan é o melhor corredor de papagaios da vizinhança, anunciando correctamente quando é que um papagaio cai por terra, e indo esperá-lo ao local exacto para o agarrar. Mas há um rufia na vizinhança que tem ciúmes de Amir e do seu papagaio, dos seus dotes, e do seu corredor de papagaios. Num dia que irá transformar a vida de muitos, ele e o seu bando perseguem Hassan...

Marc Forster continua-me a surpreender. Ele que ultimamente só tem realizado bons filmes. É por isso com enorme expectativa que espero o próximo Bond, Quantum of Solace.

NOTA: 9/10

Trailer:

vindos das profundezas...

O novo disco dos Bauhaus, soa mais a um bom disco do Peter Murphy com os outros 3 a tocar, do que outra coisa.



Voltem lá então para as profundezas....

quinta-feira, 20 de março de 2008

The Hunting Party, de Richard Shepard


O repórter de televisão Simon Hunt (Richard Gere) e o operador de câmara Duck (Terrence Howard) trabalharam nas zonas de guerra mais quentes do mundo: passaram pela Bósnia, Iraque e Somália. Juntos, esquivaram-se a balas e coleccionaram prémios. Mas, durante uma transmissão ao vivo na Bósnia, Simon tem um problema em directo. Depois desse acidente, Duck é promovido e Simon simplesmente desaparece.
Cinco anos mais tarde, Duck regressa a Sarajevo com um repórter novo, Benjamin, para cobrir o quinto aniversário do fim da guerra. Simon reaparece então com a promessa de um exclusivo mundial, convencendo Duck que conhece o paradeiro do mais procurado criminoso de guerra. Simon, Duck e Benjamin embarcam então numa perigosa missão em território hostil. É o furo jornalístico de uma vida, mas será que regressarão com vida para o contar?

Do mesmo realizador de Matador


A NOTA: 8/10

O trailer:


PS. O título em português (Na Sombra do Caçador) levou algumas pessoas às salas de cinema pensando que era a obra prima de Charles Laughton. Coincidências. Foi por acaso que vi os dois filmes na mesma semana.

quarta-feira, 19 de março de 2008

A Sombra do Caçador, de Charles Laughton


Lembro-me de ver A Sombra do Caçador numa reposição no cinema Ávila, em Lisboa, algures nos finais dos anos 90. Sai da sala completamente extasiado com o que acabara de ver.

A Sombra do Caçador (The Night of th Hunter, no original) foi o unico filme realizado pelo actor Charles Laughton (Pousada da Jamaica e Spartacus, são dois dos filmes mais conhecidos que protagonizou).
E logo uma obra prima.
Uma mistura de filme de terror com conto de fadas, com o magnifico Robert Michum no papel de uma espécie de barba azul, um pastor religioso e ao mesmo tempo assassino das mulheres que vai casando.
O filme tem cenas memoráveis e foi inclusive alvo de estudo através de um livro.


Este é um dos filmes que um amante de cinema jamais deverá perder.

NOTA: 10/10

terça-feira, 18 de março de 2008

Anthony Minghella, 1954-2008

Realizador, argumentista, homem do teatro, faleceu ontem Anthony Minghella, aos 54 anos.
Talvez o seu trabalho mais conhecido fosse O Paciente Inglês, com o qual ganhou o Oscar para melhor realizador, tendo o filme arrecadado mais 8 estatuetas douradas. Realizou ainda O Talentoso Mr. Ripley, Cold Mountain e mais recentemente Assalto e Intromissão.

Para sempre ficam imagens como estas:

quarta-feira, 12 de março de 2008

Jumper, de Doug Liman

Sinopse:
David Rice parece um jovem como todos os outros, mas não é. David pode tomar o pequeno-almoço nas pirâmides do Nilo e segundos depois estar a fazer surf na Austrália. Impossível? Não para um "jumper", alguém a quem uma anomalia genética transmitiu um dos poderes mais cobiçados de sempre: o teletransporte. David pode teletransportar-se para qualquer parte do mundo, ver vinte vezes o pôr-do-sol ou em segundos roubar milhões de dólares.
Mas David, ao contrário do que pensa, não está sozinho e não é o único a ter este poder. A longa linhagem de "Jumpers" é acompanhada por uma agência secreta, os Paladinos, que têm como missão eliminar David e os seus semelhantes para os impedir de usar os seus poderes para praticar o mal. Perseguido por todo o globo, David descobre passo a passo a surpreendente verdade sobre o seu passado e a sua família.

May the force be with you Hayden...

Nota: 7/10

o poster oficial

terça-feira, 11 de março de 2008

uma ida ao sótão #1

O concerto dos Cure fez-me entrar na máquina do tempo!
Decidi por isso ir ao sótão em busca de tesouros perdidos... e a primeira coisa que descobri foi esta.
Por acaso também cá está o Robert Smith...

Melt! - Siouxsie and the Banshees (1983)

segunda-feira, 10 de março de 2008

e lá fui eu outra vez...

Já lá vai o tempo em que os Cure eram a minha banda preferida. Tinha os discos todos, sabia a maior parte das letras, vestia-me de preto, tinha uns ténis (bota) à Robert Smith e só não usava o cabelo como ele porque senão não entrava em casa (o cabelo à Morrisey era mais aceitavel).

Os meus discos preferidos eram (e continuam a ser) os primeiros 4, Three Imaginary Boys, Seventeen Seconds, Faith e Pornography. Foi por isto que em 1989 lá fui eu ver um grande concerto, de 3 horas a Alvalade.

Passados 19 anos desse mitico concerto lá fui eu, novamente ver a banda de Robert Smith. A tusa já não é a mesma mas o gosto por a maior parte das musicas mantém-se, e o que posso dizer é que deram um belissimo concerto (novamente 3 horitas - aqui o dinheiro é bem empregue), com 37 musicas a maior parte das quais as velhinhas que fizerem vibrar o Pavilhão Atlântico.

Os Cure (agora são 4) têm 32 anos de carreira, estão mais velhinhos mas continuam em grande forma.

Alinhamento:

Plainsong
Prayers For The Rain
A Strange Day
Alt.End
The Blood
The End of the World
Love Song
A Boy I Never Knew
Pictures of You
Lullaby
From The Edge of The Deep Green Sea
Kyoto Song
Please Project
The Walk
Push
Friday I'm In Love
In Between Days
Just Like Heaven
Primary
Never Enough
Wrong Number
One Hundred Years
Disintegration

ENCORE 1
At Night
M
Play For Today
A Forest

ENCORE 2
Lovecats
Let's Go To Bed
Freak Show
Close To Me
Why Can't I Be You

ENCORE 3
Boys Don't Cry
Jumping Someone Else's Train
Grinding Halt
10.15 Saturday Night
Killing An Arab

E esta continua a ser uma das minhas preferidas:

sexta-feira, 7 de março de 2008

Klaxons

Foi das melhores coisas que apareceram o ano passado.
Estiveram no Super Bock Super Rock e deram um grande concerto.

Este é umas das grandes músicas (até os Clã já fizeram uma versão):

terça-feira, 4 de março de 2008

Haverá Sangue, de PT Anderson


Haverá Sangue, de PT Anderson é uma experiência cinematográfica fora do normal. Cinco anos depois do seu ultimo filme (Punch-Drunk Love), o realizador de Boogie Nights e Magnolia ainda pode ser durante este período assistente de realização de um dos seus mestres, Robert Altman no seu ultimo, filme Bastidores da Rádio.
Haverá Sangue (There Will Be Blood, no original - baseado livremento no romance Oil de Upton Sinclair) é um épico sobre um prospector de petróleo, Daniel Plainview (Daniel Day Lewis), um homem ambicioso e sem escrúpulos disposto a tudo para conseguir o que quer.
Começa com ele à procura de ouro e prata para depois se virar para o sangue da terra.
Os primeiros 20 minutos de filme sem qualquer diálogo, apenas ao som da magnifica banda sonora e o final são dignos exemplos desta magnifica experiência cinematográfica. Mas o que move grande parte do filme é o confronto entre Palinview e o jovem pregador Eli Sunday que se aproveita da exploração petrolífera das suas terras.

Estou habituado a ver grandes interpretação a Day Lewis (O Meu Pé Esquerdo, Em Nome do Pai, Gangs de Nova Iorque) mas esta é completamente fora de série e o Oscar que acabou por ganhar é mais que justo. Paul Dano, no papel do jovem pregador (ou pecador?) que vai tirando o demónio do corpo das pessoas, tem também um registo impressionante. Ele que já havia estado muito bem em Little Miss Sunshine.

Espero que não tenhamos de esperar mais 5 anos para voltar a rever um filme do grande Paul Thomas. Mas se for da qualidade deste a espera vale a pena.

Nota final para a magnifica banda sonora de Jonny Greenwood (guitarrista dos Radiohead). É raro sentir que uma banda sonora encaixa na perfeição no filme. Acontece isso com esta.

NOTA: 10/10

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

O filme

O ultimo filme dos Coen, que acabou de conquistar os principais Oscar é daqueles filmes, devido aos quais eu gosto tanto de Cinema.

Depois de uma derivações na sua magnifica obra, com filmes não tão bons como aqueles a que eles nos abituaram, os Coen voltam ao negrume das seus melhores trabalhos (Blood Simple, Histórias de Gangsters ou Fargo, por ex.) com esta história que adapta o excelente livro de Cormac McCarthy sobre a ganância de um homem, Llewelyn Moss que acha uma mala cheia de dinheiro e tudo fará para ficar com ela, mesmo que isso crie uma reacção em cadeia de pura violência (magnifica o diálogo com a mulher em que ele, em género de despedida diz: - Tell my mother I love her! - But your mother is dead! - Well... Then I tell her myself...).
Claro que o dinheiro pertence a alguém que o quer reaver e para o resgatar está o pior (e melhor também) vilão desde Hannibal Lecter. O seu nome é Anton Chigurh, numa assombrosa interpretação de nuestro hermano Javier Bardem.
O filme fala também do desencanto de já não se ter idade para certas coisas e de a América já não ser um país para os Old Timers aqui bem personificados pela figura do idoso e desiludido Xerife Bell (um excelente Tommy Lee Jones).

Saúdo este regresso dos Coen à boa forma e fiquei contentíssimo com os Oscars conquistados.
Um filme a rever obrigatoriamente.

Que os Coen não se desviem muito nos próximos filmes pois este é o seu caminho.

NOTA 10/10

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

And the Oscar went to....

Os Irmãos Coen foram os grandes vencedores da noite.
Venceram os Oscars para Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Argumento Adaptado.
Javier Bardem foi o melhor Actor Secundário pela sua estonteante representação no filme dos Coen.
Merecidos foram também os Oscars para Daniel Day Lewis (Melhor Actor), Juno (Argumento Original), numa cerimónia brilhantemente apresentada por Jon Stewart.

Todos os vencedores estão aqui.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

vampiresco

Nos últimos dias, nos 45 minutos que levo até ao emprego, ligo o mp3 com isto lá dentro. Fecho os olhos, fecho a "loja" e deixo-me embalar.

HA, chama-se Vampire Weekend e soam assim:

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

bad motherfucker

Stalonne recentemente "ressuscitou" dois icons dos anos 80. Depois de Rocky Balboa trouxe-nos o Rambo IV.

John Rambo, esse personagem mítico que apareceu pela primeira vez naquele que para alguns é já um filme de culto, First Blood (1982). Teve depois duas sequelas, a primeira deu um bom jogo para o Spectrum(Firts Blood - part II), a segunda onde o heróis fazia amizade com os taliban (Rambo III).

Vários anos depois eis que o bom do John volta à selva e não tem dó nem piedade pelos inimigos que lhe aparecem à frente e se o filme durasse mais uma hora hoje a Birmânia teria um governo eleito democraticamente.

Resumindo: de quatro filmes aproveita-se o primeiro e o último!

NOTA: 7/10

sábado, 16 de fevereiro de 2008

I'm lost



O 3º episódio da 4ª temporada gira em torno de uma das minhas personagens preferidas: Sahid.

E depois deste episódio estou tão perdido quando eles...

DJ Thom


O "cabeça de rádio" Thom York virou DJ. Foi na rádio pública dos EUA, NPR, no programa All Songs Considered, com apresentação de Bob Boilen.
Modeselektor e Liars andaram por lá... Entre outros!

Vale a pena ouvir

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Séries em grande


Lost está de regresso e já vai em dois grandes episódios. Só posso dizer que os tipos estão cada vez mais perdidos!!!



Terminator: The Sarah Connor Chronicles é uma nova série da Fox.
A acção começa precisamente onde acaba o Terminator 2 e pelos episódios que já vi é bem melhor que aquela coisa que fizeram.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

In the Valley of Elah, de Paul Haggis


In the Valley of Elah é realizado por Paul Haggis, o realizador do premiado Crash e argumentista de Million Dollar Baby, As Bandeiras dos Nossos Pais e Cartas de Iwo Jima, todos para Clint Eastwood. Escreveu também os argumentos do ultimo (Casino Royale) e do próximo Bond (Quantum of Solace).

Neste seu novo filme traz as feridas da guerra do Iraque, já por muitos considerada como o 2º Vietname.
Depois de regressar do Iraque, Mike Deerfield (Jonathan Tucker) desaparece e é considerado desertor. Quando Hank (Tommy Lee Jones, num surpreendente desempenho), um veterano, e a sua mulher Joan (Susan Sarandon) recebem o telefonema com a trágica notícia do desaparecimento do filho, o pai resolve procurá-lo. A detective Emily Sanders (Charlize Theron) ajuda-o na investigação, mas à medida que o mistério se revela e Hank descobre pormenores sobre a missão do filho no Iraque, tudo aquilo em que acreditava é posto em causa. Mais que a odisseia de um homem, este é o retrato de uma América solitária revista num homem só, perdido no seu próprio país.

NOTA: 9/10


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Roy Scheider, 1932-2008

Faleceu Domingo passado o actor Roy Scheider aos 75 anos. Talvez o papel que venha mais à memória das pessoas seja o de chefe da policia de Amity em Tubarão, de Steven Spielberg.
Antes disse já tinha feito Os Incorruptiveis Contra a Droga, outro dos seus desempenhos mais marcantes.

Teve duas nomeações aos Oscar em All That Jazz e Os Incorruptiveis Contra a Droga

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Colectâneas

As colectâneas são muito giras e tal quando queremos ouvir aquelas musicas das quais gostamos.
A porra é quando os gajos que escolhem as musicas para as colectâneas não têm o mesmo gosto que nós.

Às vezes falta lá a tal musica.

Na recente colectânea dos Eels acontece precisamente isso.
O gajo que fez a escolha devia levar umas chibatadas por ter ignorado isto:

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

O Assassínio de Jesse James pelo cobarde Robert Ford, de Andrew Dominik


Baseado num romance de Ron Hansen, «O Assassínio de Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford» relata as vidas particulares do mais notório bandido da América e do seu improvável assassino, oferecendo uma nova perspectiva da lenda e aflorando o que transpirou relativamente aos meses que antecederam o tiroteio.

Excelente realização de Andrew Dominik (que havia sido assistente de realização de Terrence Malick em The New World), excelente fotografia de Roger Deakins e grandes interpretações, principalmente do cada vez melhor Casey Afleck.

Deakins e Afleck estão nomeados aos Oscar nas respectivas categorias.

NOTA: 9/10


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Quem canta seus males espanta...

Quando disse que não era grande fã de musicais não disse que não gostava. Logo eu que sou grande apreciador de boa musica (modéstia à parte)!
Há aliás musicais que me enchem as medidas:





Repare-se que no meio destes musicais há filmes de animação e que também, comntando com Sweeney Todd (que já vi uma 2ª vez), Tim Burton está três vezes representado. O que mostra que não era maçarico nestas andanças.

* a ordem não tem qualquer relevancia.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Sweeney Mãos de Navalha


Sou fã de Tim Burton, sou fã de Johnny Depp.
Não sou grande fã de musicais, às vezes vou vê-los com reticencias e no fim tenho de dar o braço a torcer devido ao nível do mesmo.
Mas senhoras e senhores, isto não é um musical qualquer, isto é algo completamente à parte. Nunca vou para um filme do Burton a achar que não vou gostar, vou sempre à espera de algo grandioso e este é mais um caso.

Grande filme, grande realização, grande Johnny Depp, grandes secundários, grandes navalhadas (depois de o ver com tesouras e agora com navalhas, tenho de concluir que o homem é um artista)... e se já há uns tempos que corto o cabelo em casa agora tenho mais uma razão para jamais me sentar numa cadeira de barbeiro.
É que senhoras e senhores, meninas e meninos, nunca se sabe se o barbeiro ai da rua não será o próximo Sweeney Todd.

Aviso: Este filme é proibido a menores de 16 anos e a membros da ASAE!

NOTA: 10/10

Trailer

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Lindo



Surge isto pois sairam agora duas colectâneas dos Eels. Uma em género de best of (Meet the Eels) e outra com raridades, lados B e musicas de bandas sonoras (Useless Trinkets).


True Romance, de Tony Scott


True Romance é um filme realizado por Tony Scott e escrito por Quentin Tarantino.
Estreou antes de Pulp Fiction e nota-te o toque de génio do mestre.

Clarence (Christian Slater) conhcece Alabama (Patricia Arquete) e logo se apaixonam e casam.
Até aqui tudo muito bonito, mas Clarence resolve ir atrás do ex-chulo dela (Gary Oldman) e acaba por roubar acidentalmente uma mala cheia de cocaina.
Obviamente que o ex-chulo tinha patrões que agora querem reaver a droga...

Excelente filme de acção, com algumas cenas miticas e com um leque de grandes secundários (Dennis Hopper, Christopher Walken, Brad Pitt, James Gandolfini, Samuel L. Jackson, Val Kilmer...)

Tarantino deixava aqui um aperitivo para o que se seguiria e aqui tomaríamos conhecimento com Sonny Chiba, muito citado noutros filmes dele.

NOTA: 9/10


quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

why so serious?