Heath Ledger (1979-2008) Foi encontrado morto no seu apartamento o actor de Brokeback Mountain. Convém relembrar que era já uma certeza no mundo do cinema, como prova a nomeação ao Oscar pelo filme de Ang Lee e o seu recente Joker em The Dark Knight. De Ledger ficam alguns filmes imperdiveis: Monster's Ball (2001); Ned Kelly (2003); The Brothers Grimm (2005); Brokeback Mountain(2005); Casanova (2005); I'm not There (2007) e The Dark Knight (2008).
Actualmente encontrava-se a filmar com o amigo Terry Gilliam (com quem tinha feito The Brothers Grimm), o filme The Imaginarium of Doctor Parnassus.
Filme de 1985 realizado por Richard Donner mas com mãozinha de Steven Spielberg. Mesmo passados 23 anos, este continua a ser um grande filme de aventuras. A interpreta-lo temos alguns jovens conhecidos na altura, uns tiveram sucesso, outros nem por isso. Sean Astin foi o Sam em O Senhor dos Aneis e Josh Brolin está a relançar a carreira tendo participado recentemente em filmes como American Gangster e No Country for old Men, e parece que vai fazer de George W. Bush no novo filme de Oliver Stone, sobre o actual presidente americano. Jonathan Ke Quan não fez muitos filmes mas ficou conhecido por ter ajudado Indiana Jones a encontrar o Templo Perdido.
No dia mais quente do Verão de 1935, Briony Tallis (Saoirse Ronan), na altura com 13 anos, vê a irmã mais velha, Cecília (Keira Knightley) e Robbie Turner (James McAvoy), o filho do caseiro e amigo de infância, em várias situações de grande tensão sexual e a sua visão distorcida da realidade levam-na a acusar Robbie de um crime que acontece nessa noite. Longe estava ela de imaginar que essa acusação iria mudar a vida de todos.
Mais tarde, durante a II Guerra, Cecília e Robbie tentam sobreviver a um passado envenenado, enquanto Briony, já adulta, tenta remendar o mal que cometeu.
Baseado no romance do escritor britânico Ian McEwan e realizado por Joe Wright (o mesmo de Orgulho e Preconceito) que tem uma excelente direcção neste filme. As interpretações são muito boas, a fotografia é excelente e ainda tem uma banda sonora do melhor que se tem ouvido ultimamente.
Expiação é desde já o primeiro grande filme estreado em Portugal em 2008, vencedor recentemente do Golden Globe para melhor filme.
Numa época de titânicas tempestades de areia, terríveis pragas, secas e pestes - sinais incontestáveis da ira divina e prenúncios do Apocalipse - está para começar o derradeiro conflito entre o Bem e o Mal. Uma batalha que será travada no coração do império chamado América, no choque entre Ben Hawkins (Nick Stahl), um jovem curandeiro que viaja com um circo itinerante, e uma fanática congregação de cristãos evangélicos dirigidos pelo Irmão Justin Crowe (Clancy Brown). E quando terminar, a humanidade irá substituir para sempre o mágico pelo racional.
É esta a premissa deste excelente série que me chegou agora ás mãos em DVD. Cá em Portugal passou na SIC Radical. Cheira a David Lynch...
Com apenas 12 anos entrou no filme O Cliente, às ordens de Joel Schumacher.
Outros filmes emblemáticos deste jovem e promissor actor foram Sleepers (fazia o rapaz desempenhado por Brad Pitt na idade adulta), o excelente Apt Pupil, de Bryan Singer, Bully, Ghost World ou The Jacket.
De momento estava a filmar The Informers às ordens de Gregor Jordan, baseado na obra de Bret Easton Ellis, com Winona Ryder, Mickey Rourke, Billy Bob Thornton e Kim Basinger.
Tinha problemas com drogas e álcool. Foi encontrado morto na sua casa em Los Angeles.
Como deve ser do conhecimento de todos, a cerimonia deste ano foi cancelada devido à greve dos argumentistas. Houve sim uma conferência de imprensa, de cerca de 31 minutos para anunciar os vencedores.
Atonement (Drama) e Sweeney Todd (Comédia/Musical) foram os melhores filmes para a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood.
Daniel Day Lewis melhor actor no muito aguardado There Will be Blood.
Johnny Depp melhor actor (musical/comédia)
Javier Bardem melhor actor secundário no regresso dos Coen (No Country for Old Men). Coen que também receberam o Globo para melhor argumento.
Robert Neville (Will Smith) é um brilhante cientista, mas nem ele conseguiria conter o vírus terrível e imparável criado pelo homem. Imune por qualquer razão estranha, Neville é agora o último sobrevivente humano no que sobrou de Nova Iorque e talvez do mundo. Nos últimos três anos tem enviado mensagens por rádio, na esperança de encontrar outros sobreviventes. Mas não está sozinho. Vítimas mutantes do vírus escondem-se na sombra, a observar cada movimento de Neville, esperando que ele cometa o erro fatal. Sendo talvez a última esperança da humanidade, Neville é guiado pela única missão que lhe resta: descobrir a forma de inverter o efeito do vírus usando o seu próprio sangue imune. Mas sabe que o adverário é em muito maior número e o tempo escasseia cada vez mais.
Isto soa mais a remake do filme britanico, de Danny Boyle, 28 Dias Depois do que outra coisa.
A acção é levada de londres para New York e pronto. Mas ainda assim o filme de Francis Lawrence (que já tinha feito o satisfatório Constantine) é aceitável. E são quase duas horas de entretenimento.
Todos temos um super-herói favorito e sendo assim eu não fujo à regra.
Mas o meu super-herói não nasceu noutro planeta.
O meu super-herói não foi mordido por uma aranha.
O meu super-herói não ficou sujeito a radiações ou testes nucleares para ter super-poderes
... Aliás o meu super-herói nem tem super-poderes. É de carne e osso. O meu herói (se não tem super-poderes não é "super") tem barba por fazer, te uma pistola cujas balas chegam ao fim com facilidade, tem uma cicatriz no queixo, usa chapéu e um chicote...
1. Radiohead - In Rainbows 2. Arcade Fire - Neon Bible 3. Animal Colective - Strawberry Jam 4. The Good, The Bad and The Queen 5. Thurston Moore - Trees outside the academy 6. P.J. Harvey - White Chalk 7. White Stripes - Icky Thump 8. National - Boxer 9. Beirut - The Flying club cup 10. LCD Sound System - Sound of Silver
Concertos do ano:
White Stripes no Oeiras Alive Arcade Fire no Super Bock Super Rock
Para este momento festivo deixo-vos com uma das melhores canções de Natal:
It was christmas eve babe In the drunk tank An old man said to me, wont see another one And then he sang a song The rare old mountain dew I turned my face away And dreamed about you
Got on a lucky one Came in eighteen to one Ive got a feeling This years for me and you So happy christmas I love you baby I can see a better time When all our dreams come true
Theyve got cars big as bars Theyve got rivers of gold But the wind goes right through you Its no place for the old When you first took my hand On a cold christmas eve You promised me Broadway was waiting for me
You were handsome You were pretty Queen of new york city When the band finished playing They howled out for more Sinatra was swinging, All the drunks they were singing We kissed on a corner Then danced through the night
The boys of the nypd choir Were singing galway bay And the bells were ringing out For christmas day
Youre a bum Youre a punk Youre an old slut on junk Lying there almost dead on a drip in that bed You scumbag, you maggot You cheap lousy faggot Happy christmas your arse I pray God its our last
I could have been someone Well so could anyone You took my dreams from me When I first found you I kept them with me babe I put them with my own Cant make it all alone Ive built my dreams around you
Macau, últimos dias da administração portuguesa. Dois homens chegam a uma casa situada numa rua estreita, à procura de um individuo chamado Wo. A mulher que os recebe diz que ali não mora ninguém com esse nome.Os homens não se mostram convencidos e esperam.Pouco depois juntam-se a eles mais dois homens com o mesmo propósito. Wo é um alvo a abater por ter traido o líder da tríade a que pertencia mas o serviço não é fácil de concretizar pois os 4 homens estão indecisos entre preservar uma amizade e a lealdade ao seu patrão.
Na cidade de Barrow no Alasca, durante o inverno, o sol não aparece durante 30 dias. Da escuridão e das terras geladas da inóspita região surge uma força do mal que espalha o terror entre os habitantes da região. Será que ao fim desses 30 dias ainda há sobreviventes?
Excelente filme de terror de David Slate e produzido por Sam Raimi. Baseado na banda desenhada de Steve Niles e Ben Templesmith com boas interpretações de Josh Hartnett e Danny Huston.
Walk in silence Don't walk away, in silence See the danger Always danger Endless talking Life rebuilding Don't walk away Walk in silence Don't turn away, in silence Your confusion My illusion Worn like a mask of self-hate Confronts and then dies Don't walk away People like you find it easy Naked to see Walking on air Hunting by the rivers Through the streets Every corner abandoned too soon Set down with due care Don't walk away in silence Don't walk away
Continuando a saga e relembrar aqueles que achei que foram os grandes discos deste ano, eis mais um que me esqueci de referir na altura certa. Um grande disco sem dúvida, como podem comprovar aqui em baixo:
Vi este filme já há algum tempo mas tenho andado extasiado com o mesmo. Mas como este é um dos grandes filmes do ano apraz-me dizer qualquer coisa sobre mais uma obra-prima de David Lynch.
Lynch descreve-o como um filme de uma mulher em apuros. Mulher essa que é uma actriz (Laura Dern) que tem a oportunidade de protagonizar um filme que a levará de volta ao estrelato. Só mais tarde é que ela e o actor principal ficam a saber que o filme é um remake de uma obra acabada, filmada num país de leste, da qual se diz ter caido uma maldição, que levou a que os actores acabassem mortos.
A certa altura a personagem de Laura Dern (qual delas?) diz: "Merda, isto parece um diálogo do nosso guião". E de facto tem razão e às páginas tantas vemo-nos mergulhados num labirinto lynchiano onde não sabemos o que é a realidade, o que é o remake e o que é o original. E pelo meio há uma sitcom com personagens com cabeças de coelho, que há medida que nos vamos embrenhando no filme nos parecem perfeitamente normais!!!!
Lynch sabo como nos manipular e constrói os filmes como um puzzle, onde temos de ser nós, os espectadores a fazer a nossa própria interpretação do mesmo. De destacar o excelente leque de secundários com Jeremy Irons e Harry Dean Stanton à cabeça.
Este final de ano está-se a revelar surpreendente quanto ao numero de grandes filmes que têm estreado.
Desta vez é o regresso de David Cronenberg, depois do grande Uma História de Violência, mais um grande filme.
A premissa: Nikolai Luzhin (Viggo Mortensen) é um russo misterioso a trabalhar como motorista da mais importante família criminosa de Londres originária da Europa de Leste, parte da organização Vory v Zakone. Gerida por Semyon (Armin Mueller-Stahl), cujo charme de chefe-de-sala do restaurante Trans-Siberian esconde na perfeição uma alma gelada e brutal, a fortuna da família é delapidada pelo filho Kirill (Vincent Cassel), mais ligado a Nikolai do que ao pai. Mas a cautelosa existência de Nikolai é abalada quando no Natal se cruza com Anna Khitrova (Naomi Watts), uma parteira do North London Hospital. Anna anda preocupada com o caso de uma rapariga muito jovem que morreu quando dava à luz. Anna decide então tentar encontrar familiares da criança, aproveitando o diário da mãe, escrito em russo. Mas ao remexer nos assuntos nele descritos, Anna mais não faz do que desencadear a fúria da Vory.
Cronenberg é o realizador do fantástico, que gosta de mostrar a mutação do corpo e da mente, são disso exemplo A Mosca, Naked Lunch, Crash, e até Uma História de Violência. Esse aspecto volta a estar presente neste filme e nele vemos uma das cenas de violencia mais reais de que me lembro de ver no cinema. É passada nuns banhos turcos com um nu frontal de Viggo Mortensen incluido. Viggo Mortensen que tem o melhor desempenho da sua carreira (assombroso) excelentemente secundado por Vincent Cassel e Armin Mueller-Stahl.
Esta é a história verídica do piloto Dieter Dengler (Christian Bale), capturado no Laos durante a guerra do Vietname, depois de o seu avião ter sido abatido. Dengler nasceu na Alemanha e sonhava tornar-se piloto de caças, partindo ainda jovem para os EUA, onde entrou para a Força Aérea. Mobilizado para a guerra, acabou preso pelo inimigo, vindo a preparar uma fuga de alto risco, com um pequeno grupo de prisioneiros de guerra, do qual fazia parte Duane Martin (Steve Zahn num excelente desempenho).
Este é o regresso às longas de Werner Herzog (Fitzcaraldo e Aguirre) e logo a um tema que ele já tinha documentado em Little Dieter Needs to Fly, resolvendo desta vez ficcionar a história de Dengler.
Bale continua no seu melhor e Steve Zahn surpreende.
Agora que se aproxima o final do ano é altura de ir re-ouvir aquilo que este ano trouxe de bom e preparar a lista dos melhores do ano. Este disco é de 2006, um dos bons do ano passado. Pareceu-me um 1º disco jeitoso desta banda vinda do Texas. Sonoridades já ouvidas em qualquer parte mas que no entanto soam bem.
Leland (Ryan Goslin) costuma acompanhar a namorada, Becky e o irmão desta, Ryan (um jovem mentalmente retardado) a casa. Um dia em que Becky não aparece, Leland acaba por levar Ryan a casa mas durante o percurso acaba por o esfaquear até à morte sem razão aparente.
Este acto vai mudar as vidas de Leland e de todos os que o rodeiam.
Mais uma grande interpretação deste jovem actor mais tarde nomeado ao Oscar por Half Nelson.
Agora que anda ai o filme de Robert Zemeckis, baseado nesse poema épico que é Beowulf, chegou-me às mão esta versão da história, de 2005 filmado na Islândia e realizado por Sturla Gunnarsson, um realizador nascido na Islandia mas radicado no Canadá. O filme conta com as interpretações de Gerald Butler (300), Stelen Skarsgard e Sarah Polley.
O filme foge um pouco do poema original e começa com a morte do pai de Grendel às mão do rei Hrothgar. Já na idade adulta Grendel inicia a sua vingança, e é ai que surge Beowulf vindo do reino onde se situa a actual Suécia (Geat) para ajudar os dinamarqueses (Danes) contra a furia de Grendel.
Sobre as atribuladas filmagens foi feito um documentário, "Wrath of God" que recebeu vários prémios.
Diziam que no final da 1ª temporada Heroes estava a perder qualidade. A verdade é que já vai no 9º episódio da 2ªtemporada e isto está cada vez melhor.
Juntemos a esta o Prison Break e o Dexter e temos o trio maravilha. Enquanto isso vamos esperando pelas novas temporadas do Lost e Jericho.
Mais um concorrente a disco do ano, na lista elaborada pela minha pessoa. Vi estes rapazitos num Superbock Super Rock às 5 da tarde, com um calor abrasador. Eu e mais meia dúzia de gatos pingados.
Letters From Iwo Jima faz parte de um projecto, juntamente com Flags of Our Fathers sobre a batalha de Iwo Jima, uma das prinicipais do conflito entre EUA e Japão, na II Guerra Mundial (era considerado um porta-aviões natural).
O obreiro deste projecto foi Clint Eastwood e enquanto este fala do conflito visto do lado japonês,Flags of Our Fathers foca o lado americano. Ambos formam um panorama abrangente e humano, mostrando a visão dos soldados de ambos os lados.
O filme começou a ser pensado em 2005 quando foram descobertas várias cartas numa das grutas da ilha de Iwo Jima e vamos acompanhando alguns dos autores dessas cartas. Entre eles estão Saigo (Kazunari Ninomiya) um padeiro ingénuo e inadaptado ao cenário de guerra, desmoralizado e descrente numa vitória do seu país, e o General Tadamichi Kuribayashi (Ken Watanabe), conhecedor da cultura americana (havia estudado naquele país) mas determinado a morrer pelo seu império, transmitindo aos seus soldados para que lutem até ao fim e que morram pela pátria apesar de a partir de uma certa altura ele próprio não acreditar nisso. Este quanto a mim é muito melhor que Flags of Our Fathers e ajuda-nos a perceber melhor a cultura japonesa da época.
Clint Eastwwod filma como só ele sabe, não é por acaso que é visto com o ultimo dos realizadores clássicos de Hollywood.
Chamem-lhe “Scarface negro” ou “O Padrinho do Harlem” mas o facto é que American Gangster é um grande filme e um sério candidato aos próximos Oscars.Danzel Washington é um colosso como o barão da droga Frank Lucas e Russel Crowe tem, para mim, o seu melhor papel até à data, como Richie Roberts, uma espécie de Serpico, polícia honesto e determinado a derrubar Lucas.
O filme começa com Frank Lucas (Denzel Washington) como aluno aplicado de Ellsworth “Bumpy” Johnson (Clarence Williams III), um dos mais famosos gangsteres do Harlem, desenvolvendo conhecimentos necessários sobre o crime organizado para mais tarde os poder aplicar. Com a morte de Bumpy, Frank Lucas vê a oportunidade de ser ele o novo Boss do crime organizado novaiorquino. Baseado em fortes valores éticos e sempre contando com o apoio de sua família, Lucas começa a demonstrar uma incrível capacidade de coordenar e alterar as regras do universo da máfia local.Ele próprio viaja para o Sudeste Asiático para comprar a heroína directamente ao produtor, com uma percentagem de pureza elevada, coisa rara na época, e a um baixo preço, concorrendo directamente com a máfia italiana.
Ao mesmo tempo o policia Richie Roberts, que tem dificuldades de integração na vida da esquadra porque é honesto dentro de um departamento totalmente corrupto é chamado para o FBI e para o combate à droga.O confronto entre ambos é inevitável e o filme termina não à moda Scarface (com muitos tiros) mas com um longo e inteligente frente-a-frente entre Lucas e Richie, com o primeiro a conseguir um acordo e a desmascarar grande parte dos policias corruptos que ajudavam os traficantes da altura. Na altura da sua prisão, em 1976, os bens de Lucas foram avaliados em 250 milhões de dólares.
Com uma fantástica fotografia de Nova Iorque, Ridley Scott volta ao seu melhor (Alien, Blade Runner) num filme que o aproxima bastante de Martin Scorsese na maneira de filmar. O argumento de Steve Zaillian (argumentista de Gangs de New York e A Lista de Schindler) é muito bom e bastante coeso mantendo-se fiel aos relatos de Richie Roberts e Frank Lucas que estiveram presentes nas filmagens. A banda sonora também é muito boa.
A 23 de Janeiro o mundo ficou em choque com a morte do jornalista americano Daniel Pearl, decapitado frente a uma câmara por extremistas paquistaneses. "A Mighty Heart", inspira-se na história real e refaz os passos de Daniel (Dan Futterman) e da sua mulher Mariane (Angelina Jolie), grávida de seis meses, quando chegam ao Paquistão para que ele, jornalista do Wall Street, possa investigar pistas sobre os ataques terroristas do 11 de Setembro. Após Daniel ser raptado por terroristas, Mariane tenta tudo para salvar o marido e quando é confrontada com a sua morte escreve a história da sua própria investigação, que é também a história da sua revolta e do seu desespero, uma tentativa de fazer o luto.
Winterbottom (24 hour Party People) filma de forma competente esta história real que pode dar a Angelina Jolie mais uma nomeação para os Oscars.
Erica Bain (Jodie Foster) é locutora de rádio em Nova Iorque, adora a vida que leva e ama muito o seu noivo, mas tudo isto lhe é roubado por um ataque brutal que a deixa gravemente ferida e causa a morte do namorado. Incapaz de ultrapassar a tragédia, Erica passa as noites a patrulhar as ruas da cidade, na esperança de localizar os homens que considera responsáveis. A sua tenebrosa busca de justiça chega aos ouvidos do público e a cidade acompanha, fascinada, as suas incursões anónimas. Enquanto a polícia procura desesperadamente o culpado e a vingadora é perseguida por um persistente detective da polícia, cabe a Erica decidir se a sua busca de vingança é verdadeiramente justificada ou se está a tornar-se igual aos homens que pretende apanhar.
Mais um grande filme de Neil Jordan, um realizador do qual gosto muito. Não me admiro que Jodie Foster e Terrence Howard (que grande actor me está a sair este tipo) possam ser nomeados para os Oscars.
Numa altura em que se fala de um remake, com Gerald Butler (o Leonidas de 300) no papel de Snake Plisken, apeteceu-me rever este clássico do mestre John Carpenter.
Filmado em 1981, era passado no futuro, onde a cidade de Nova Iorque é uma prisão de máxima segurança. O Air Force One, que dirige o presidente para uma reunião de máxima importancia com os principais lideres mundiais, é sequestrado e despenha-se sobre Manhattan. Snake Plissken ( Kurt Russell ), um ex-herói militar tem que salvar o presidente, que é feito refém pelos prisioneiros da ilha, tendo apenas 24 horas para o fazer.