Que seja uma ano cheio de grandes discos:


e grandes filmes:
Macau, últimos dias da administração portuguesa. Dois homens chegam a uma casa situada numa rua estreita, à procura de um individuo chamado Wo. A mulher que os recebe diz que ali não mora ninguém com esse nome.Os homens não se mostram convencidos e esperam.Pouco depois juntam-se a eles mais dois homens com o mesmo propósito.
Na cidade de Barrow no Alasca, durante o inverno, o sol não aparece durante 30 dias.






Agora que anda ai o filme de Robert Zemeckis, baseado nesse poema épico que é Beowulf, chegou-me às mão esta versão da história, de 2005 filmado na Islândia e realizado por Sturla Gunnarsson, um realizador nascido na Islandia mas radicado no Canadá.



Erica Bain (Jodie Foster) é locutora de rádio em Nova Iorque, adora a vida que leva e ama muito o seu noivo, mas tudo isto lhe é roubado por um ataque brutal que a deixa gravemente ferida e causa a morte do namorado. Incapaz de ultrapassar a tragédia, Erica passa as noites a patrulhar as ruas da cidade, na esperança de localizar os homens que considera responsáveis. A sua tenebrosa busca de justiça chega aos ouvidos do público e a cidade acompanha, fascinada, as suas incursões anónimas. Enquanto a polícia procura desesperadamente o culpado e a vingadora é perseguida por um persistente detective da polícia, cabe a Erica decidir se a sua busca de vingança é verdadeiramente justificada ou se está a tornar-se igual aos homens que pretende apanhar.


Depois de algumas revisitações que incluíram filmes de artes marciais e western spaghetti, Quentin Tarantino virou-se agora (juntamente com Robert Rodriguez) para os filmes xunga (série Z) que passavam em sessões duplas em salas chamadas Grindhouse.
E ainda bem que assim foi pois esta versão tem mais 27 minutos que aquela que foi apresentada nos Estados Unidos.
A cicatriz que marca a cara de Stuntman Mike (um excelente Kurt Russell) é o que ele tem de menos inquietante. Duplo de filmes e séries de televisão dos anos 70, ele distrai-se a utilizar o seu carro Chevy Nova “à prova de morte” para matar belas jovens.A estrutura do filme divide-se em duas partes separadas por alguns meses e por dois grupos de mulheres perseguidas por Stuntman Mike. O primeiro grupo formado por raparigas arrogantes que só pensam em divertir-se, o segundo grupo com mulheres mais temperamentais e decididas que vão causar mais dificuldades ao vilão.
Sendo já hábito em Tarantino, À Prova de Morte está cheio de referências de filmes anteriores, repare-se por exemplo no carro amarelo com lista preta fazendo lembrar a vestimenta que Uma Thurman usava em Kill Bill. E só para reparar nestes pequenos pormenores já vale a pena ir ver o filme.
E como bom filme série Z, À Prova de Morte tem tudo aquilo a que tem direito: uma cópia riscada, saltos de imagem, falhas no som,... Por isso, senhores espectadores, não vale a pena tentar agredir o projeccionista! O filme é mesmo assim!
Quanto a mim é imperdivel.
Também já vi Planeta Terror (a parte de Robert Rodriguez) mas desse filme falarei noutra altura.
NOTA: 9/10




