Na cidade de Barrow no Alasca, durante o inverno, o sol não aparece durante 30 dias. Da escuridão e das terras geladas da inóspita região surge uma força do mal que espalha o terror entre os habitantes da região. Será que ao fim desses 30 dias ainda há sobreviventes?
Excelente filme de terror de David Slate e produzido por Sam Raimi. Baseado na banda desenhada de Steve Niles e Ben Templesmith com boas interpretações de Josh Hartnett e Danny Huston.
Walk in silence Don't walk away, in silence See the danger Always danger Endless talking Life rebuilding Don't walk away Walk in silence Don't turn away, in silence Your confusion My illusion Worn like a mask of self-hate Confronts and then dies Don't walk away People like you find it easy Naked to see Walking on air Hunting by the rivers Through the streets Every corner abandoned too soon Set down with due care Don't walk away in silence Don't walk away
Continuando a saga e relembrar aqueles que achei que foram os grandes discos deste ano, eis mais um que me esqueci de referir na altura certa. Um grande disco sem dúvida, como podem comprovar aqui em baixo:
Vi este filme já há algum tempo mas tenho andado extasiado com o mesmo. Mas como este é um dos grandes filmes do ano apraz-me dizer qualquer coisa sobre mais uma obra-prima de David Lynch.
Lynch descreve-o como um filme de uma mulher em apuros. Mulher essa que é uma actriz (Laura Dern) que tem a oportunidade de protagonizar um filme que a levará de volta ao estrelato. Só mais tarde é que ela e o actor principal ficam a saber que o filme é um remake de uma obra acabada, filmada num país de leste, da qual se diz ter caido uma maldição, que levou a que os actores acabassem mortos.
A certa altura a personagem de Laura Dern (qual delas?) diz: "Merda, isto parece um diálogo do nosso guião". E de facto tem razão e às páginas tantas vemo-nos mergulhados num labirinto lynchiano onde não sabemos o que é a realidade, o que é o remake e o que é o original. E pelo meio há uma sitcom com personagens com cabeças de coelho, que há medida que nos vamos embrenhando no filme nos parecem perfeitamente normais!!!!
Lynch sabo como nos manipular e constrói os filmes como um puzzle, onde temos de ser nós, os espectadores a fazer a nossa própria interpretação do mesmo. De destacar o excelente leque de secundários com Jeremy Irons e Harry Dean Stanton à cabeça.
Este final de ano está-se a revelar surpreendente quanto ao numero de grandes filmes que têm estreado.
Desta vez é o regresso de David Cronenberg, depois do grande Uma História de Violência, mais um grande filme.
A premissa: Nikolai Luzhin (Viggo Mortensen) é um russo misterioso a trabalhar como motorista da mais importante família criminosa de Londres originária da Europa de Leste, parte da organização Vory v Zakone. Gerida por Semyon (Armin Mueller-Stahl), cujo charme de chefe-de-sala do restaurante Trans-Siberian esconde na perfeição uma alma gelada e brutal, a fortuna da família é delapidada pelo filho Kirill (Vincent Cassel), mais ligado a Nikolai do que ao pai. Mas a cautelosa existência de Nikolai é abalada quando no Natal se cruza com Anna Khitrova (Naomi Watts), uma parteira do North London Hospital. Anna anda preocupada com o caso de uma rapariga muito jovem que morreu quando dava à luz. Anna decide então tentar encontrar familiares da criança, aproveitando o diário da mãe, escrito em russo. Mas ao remexer nos assuntos nele descritos, Anna mais não faz do que desencadear a fúria da Vory.
Cronenberg é o realizador do fantástico, que gosta de mostrar a mutação do corpo e da mente, são disso exemplo A Mosca, Naked Lunch, Crash, e até Uma História de Violência. Esse aspecto volta a estar presente neste filme e nele vemos uma das cenas de violencia mais reais de que me lembro de ver no cinema. É passada nuns banhos turcos com um nu frontal de Viggo Mortensen incluido. Viggo Mortensen que tem o melhor desempenho da sua carreira (assombroso) excelentemente secundado por Vincent Cassel e Armin Mueller-Stahl.
Esta é a história verídica do piloto Dieter Dengler (Christian Bale), capturado no Laos durante a guerra do Vietname, depois de o seu avião ter sido abatido. Dengler nasceu na Alemanha e sonhava tornar-se piloto de caças, partindo ainda jovem para os EUA, onde entrou para a Força Aérea. Mobilizado para a guerra, acabou preso pelo inimigo, vindo a preparar uma fuga de alto risco, com um pequeno grupo de prisioneiros de guerra, do qual fazia parte Duane Martin (Steve Zahn num excelente desempenho).
Este é o regresso às longas de Werner Herzog (Fitzcaraldo e Aguirre) e logo a um tema que ele já tinha documentado em Little Dieter Needs to Fly, resolvendo desta vez ficcionar a história de Dengler.
Bale continua no seu melhor e Steve Zahn surpreende.
Agora que se aproxima o final do ano é altura de ir re-ouvir aquilo que este ano trouxe de bom e preparar a lista dos melhores do ano. Este disco é de 2006, um dos bons do ano passado. Pareceu-me um 1º disco jeitoso desta banda vinda do Texas. Sonoridades já ouvidas em qualquer parte mas que no entanto soam bem.
Leland (Ryan Goslin) costuma acompanhar a namorada, Becky e o irmão desta, Ryan (um jovem mentalmente retardado) a casa. Um dia em que Becky não aparece, Leland acaba por levar Ryan a casa mas durante o percurso acaba por o esfaquear até à morte sem razão aparente.
Este acto vai mudar as vidas de Leland e de todos os que o rodeiam.
Mais uma grande interpretação deste jovem actor mais tarde nomeado ao Oscar por Half Nelson.
Agora que anda ai o filme de Robert Zemeckis, baseado nesse poema épico que é Beowulf, chegou-me às mão esta versão da história, de 2005 filmado na Islândia e realizado por Sturla Gunnarsson, um realizador nascido na Islandia mas radicado no Canadá. O filme conta com as interpretações de Gerald Butler (300), Stelen Skarsgard e Sarah Polley.
O filme foge um pouco do poema original e começa com a morte do pai de Grendel às mão do rei Hrothgar. Já na idade adulta Grendel inicia a sua vingança, e é ai que surge Beowulf vindo do reino onde se situa a actual Suécia (Geat) para ajudar os dinamarqueses (Danes) contra a furia de Grendel.
Sobre as atribuladas filmagens foi feito um documentário, "Wrath of God" que recebeu vários prémios.
Diziam que no final da 1ª temporada Heroes estava a perder qualidade. A verdade é que já vai no 9º episódio da 2ªtemporada e isto está cada vez melhor.
Juntemos a esta o Prison Break e o Dexter e temos o trio maravilha. Enquanto isso vamos esperando pelas novas temporadas do Lost e Jericho.
Mais um concorrente a disco do ano, na lista elaborada pela minha pessoa. Vi estes rapazitos num Superbock Super Rock às 5 da tarde, com um calor abrasador. Eu e mais meia dúzia de gatos pingados.
Letters From Iwo Jima faz parte de um projecto, juntamente com Flags of Our Fathers sobre a batalha de Iwo Jima, uma das prinicipais do conflito entre EUA e Japão, na II Guerra Mundial (era considerado um porta-aviões natural).
O obreiro deste projecto foi Clint Eastwood e enquanto este fala do conflito visto do lado japonês,Flags of Our Fathers foca o lado americano. Ambos formam um panorama abrangente e humano, mostrando a visão dos soldados de ambos os lados.
O filme começou a ser pensado em 2005 quando foram descobertas várias cartas numa das grutas da ilha de Iwo Jima e vamos acompanhando alguns dos autores dessas cartas. Entre eles estão Saigo (Kazunari Ninomiya) um padeiro ingénuo e inadaptado ao cenário de guerra, desmoralizado e descrente numa vitória do seu país, e o General Tadamichi Kuribayashi (Ken Watanabe), conhecedor da cultura americana (havia estudado naquele país) mas determinado a morrer pelo seu império, transmitindo aos seus soldados para que lutem até ao fim e que morram pela pátria apesar de a partir de uma certa altura ele próprio não acreditar nisso. Este quanto a mim é muito melhor que Flags of Our Fathers e ajuda-nos a perceber melhor a cultura japonesa da época.
Clint Eastwwod filma como só ele sabe, não é por acaso que é visto com o ultimo dos realizadores clássicos de Hollywood.
Chamem-lhe “Scarface negro” ou “O Padrinho do Harlem” mas o facto é que American Gangster é um grande filme e um sério candidato aos próximos Oscars.Danzel Washington é um colosso como o barão da droga Frank Lucas e Russel Crowe tem, para mim, o seu melhor papel até à data, como Richie Roberts, uma espécie de Serpico, polícia honesto e determinado a derrubar Lucas.
O filme começa com Frank Lucas (Denzel Washington) como aluno aplicado de Ellsworth “Bumpy” Johnson (Clarence Williams III), um dos mais famosos gangsteres do Harlem, desenvolvendo conhecimentos necessários sobre o crime organizado para mais tarde os poder aplicar. Com a morte de Bumpy, Frank Lucas vê a oportunidade de ser ele o novo Boss do crime organizado novaiorquino. Baseado em fortes valores éticos e sempre contando com o apoio de sua família, Lucas começa a demonstrar uma incrível capacidade de coordenar e alterar as regras do universo da máfia local.Ele próprio viaja para o Sudeste Asiático para comprar a heroína directamente ao produtor, com uma percentagem de pureza elevada, coisa rara na época, e a um baixo preço, concorrendo directamente com a máfia italiana.
Ao mesmo tempo o policia Richie Roberts, que tem dificuldades de integração na vida da esquadra porque é honesto dentro de um departamento totalmente corrupto é chamado para o FBI e para o combate à droga.O confronto entre ambos é inevitável e o filme termina não à moda Scarface (com muitos tiros) mas com um longo e inteligente frente-a-frente entre Lucas e Richie, com o primeiro a conseguir um acordo e a desmascarar grande parte dos policias corruptos que ajudavam os traficantes da altura. Na altura da sua prisão, em 1976, os bens de Lucas foram avaliados em 250 milhões de dólares.
Com uma fantástica fotografia de Nova Iorque, Ridley Scott volta ao seu melhor (Alien, Blade Runner) num filme que o aproxima bastante de Martin Scorsese na maneira de filmar. O argumento de Steve Zaillian (argumentista de Gangs de New York e A Lista de Schindler) é muito bom e bastante coeso mantendo-se fiel aos relatos de Richie Roberts e Frank Lucas que estiveram presentes nas filmagens. A banda sonora também é muito boa.
A 23 de Janeiro o mundo ficou em choque com a morte do jornalista americano Daniel Pearl, decapitado frente a uma câmara por extremistas paquistaneses. "A Mighty Heart", inspira-se na história real e refaz os passos de Daniel (Dan Futterman) e da sua mulher Mariane (Angelina Jolie), grávida de seis meses, quando chegam ao Paquistão para que ele, jornalista do Wall Street, possa investigar pistas sobre os ataques terroristas do 11 de Setembro. Após Daniel ser raptado por terroristas, Mariane tenta tudo para salvar o marido e quando é confrontada com a sua morte escreve a história da sua própria investigação, que é também a história da sua revolta e do seu desespero, uma tentativa de fazer o luto.
Winterbottom (24 hour Party People) filma de forma competente esta história real que pode dar a Angelina Jolie mais uma nomeação para os Oscars.
Erica Bain (Jodie Foster) é locutora de rádio em Nova Iorque, adora a vida que leva e ama muito o seu noivo, mas tudo isto lhe é roubado por um ataque brutal que a deixa gravemente ferida e causa a morte do namorado. Incapaz de ultrapassar a tragédia, Erica passa as noites a patrulhar as ruas da cidade, na esperança de localizar os homens que considera responsáveis. A sua tenebrosa busca de justiça chega aos ouvidos do público e a cidade acompanha, fascinada, as suas incursões anónimas. Enquanto a polícia procura desesperadamente o culpado e a vingadora é perseguida por um persistente detective da polícia, cabe a Erica decidir se a sua busca de vingança é verdadeiramente justificada ou se está a tornar-se igual aos homens que pretende apanhar.
Mais um grande filme de Neil Jordan, um realizador do qual gosto muito. Não me admiro que Jodie Foster e Terrence Howard (que grande actor me está a sair este tipo) possam ser nomeados para os Oscars.
Numa altura em que se fala de um remake, com Gerald Butler (o Leonidas de 300) no papel de Snake Plisken, apeteceu-me rever este clássico do mestre John Carpenter.
Filmado em 1981, era passado no futuro, onde a cidade de Nova Iorque é uma prisão de máxima segurança. O Air Force One, que dirige o presidente para uma reunião de máxima importancia com os principais lideres mundiais, é sequestrado e despenha-se sobre Manhattan. Snake Plissken ( Kurt Russell ), um ex-herói militar tem que salvar o presidente, que é feito refém pelos prisioneiros da ilha, tendo apenas 24 horas para o fazer.
Depois de algumas revisitações que incluíram filmes de artes marciais e western spaghetti, Quentin Tarantino virou-se agora (juntamente com Robert Rodriguez) para os filmes xunga (série Z) que passavam em sessões duplas em salas chamadas Grindhouse.
Em Portugal os 2 filmes Grindhouse foram apresentados separadamente estreando primeiro este À Prova de Morte.
E ainda bem que assim foi pois esta versão tem mais 27 minutos que aquela que foi apresentada nos Estados Unidos.
A cicatriz que marca a cara de Stuntman Mike (um excelente Kurt Russell) é o que ele tem de menos inquietante. Duplo de filmes e séries de televisão dos anos 70, ele distrai-se a utilizar o seu carro Chevy Nova “à prova de morte” para matar belas jovens.
A estrutura do filme divide-se em duas partes separadas por alguns meses e por dois grupos de mulheres perseguidas por Stuntman Mike. O primeiro grupo formado por raparigas arrogantes que só pensam em divertir-se, o segundo grupo com mulheres mais temperamentais e decididas que vão causar mais dificuldades ao vilão.
Sendo já hábito em Tarantino, À Prova de Morte está cheio de referências de filmes anteriores, repare-se por exemplo no carro amarelo com lista preta fazendo lembrar a vestimenta que Uma Thurman usava em Kill Bill. E só para reparar nestes pequenos pormenores já vale a pena ir ver o filme.
E como bom filme série Z, À Prova de Morte tem tudo aquilo a que tem direito: uma cópia riscada, saltos de imagem, falhas no som,... Por isso, senhores espectadores, não vale a pena tentar agredir o projeccionista! O filme é mesmo assim!
Quanto a mim é imperdivel.
Também já vi Planeta Terror (a parte de Robert Rodriguez) mas desse filme falarei noutra altura.
À primeira audição parece-me um disco jeitoso. Nada por ai além, com algumas referencias a bandas que fizeram sucesso nos anos 80 (pelo menos nos meus ouvidos), mas ouve-se.
A partir de um conto de Raymond Carver, Ray Lawrence (Lantana) realiza "Jindabyne", a história de quatro amigos, que vivem numa pequena cidade australiana onde nada acontece, que todos os anos se reúnem para pescar numa zona isolada nas montanhas. Stewart, Carl, Rocco e Billy ('the Kid') encontram nessa viagem o corpo de uma jovem a flutuar no rio. É tarde para regressarem à cidade e informarem as autoridades e, na manhã seguinte, em vez de partirem, resolvem continuar a pescar. Quando finalmente voltam para Jindabyne e dizem que encontraram o corpo, a cidade recebe-os com perplexidade e o inferno começa. Ninguém quer acreditar no comportamento dos quatro homens. As suas mulheres recusam-se a aceitar que os quatro tenham conseguido continuar a pescar com uma jovem morta na água. Claire, a mulher de Stewart, é a última a saber e o seu casamento ficará irremediavelmente marcado por esta questão. Claire está disposta a colocar a estabilidade da sua família em risco para que a justiça seja feita. Com Laura Linney e Gabriel Byrne.
Severence é um filme britânico de terror, misturado com alguns e bons momentos de humor.
Uma multinacional americana de armamento reconpensa a sua divisão europeia com um fim-de-semana radiacal nas montanhas do leste da Europa, mas eles mal sabem o que os espera. Em vez de um luxuoso SPA encontram um velho e assustador abrigo de montanha num local recôndito e inóspito. 0 problema agrava-se quando começam a ser vítimas de uma série de armadilhas estrategicamente colocadas por alguém que se esconde nas sombras e que parece ter uma insaciável fome de sangue e vingança. Este grupo de inocentes executivos nunca se deu muito bem no trabalho, mas ali, presos no meio do nada, eles terão forçosamente que trabalhar em equipa para sobreviver a esta terrivel e assustadora ameaça mortífera. Caso contrário, serão literalmente massacrados.
O tal disco dos Radiohead que podia ser adquirido (download) pela quantia que se quisesse dar, já cá canta.
O lançamento de um novo disco dos Radiohead é logo motivo para o mesmo passar para a restrita lista dos nomeados a melhor disco do ano. Mesmo sem o ouvir.
O que é facto é que o disco é mesmo bom e os tipos continuam sem fazer coisas más.
Aqui estão eles em acção a tocar Bodysnatchers (é a 2ª música):
Republica Democrática Alemã, 1984. Gerd Wiser é um perito de vigilância para a policia secreta do estado (STASI), que tinha como missão saber tudo sobre todas as pessoas, quer através de informadores que através de escutas. Georg Dreyman é um encenador de teatro que "vê" a sua privacidade ser invadida por esse sistema usado antes da Glasnot e da queda do muro 4 anos depois. De principio Georg mantém-se neutro mas à medida que certos acontecimentos se vão desenrolando ele vai sendo mais activo contra o regime socialista, sem saber que a sua casa está sobre vigilância 24 horas por dia.
Excelente filme de estreia de Florian Henckel von Donnersmarck, um realizador que promete dar que falar e que arrecadou o Oscar para melhor filme estrangeiro na ultima cerimónia destes prémios da Academia.
Porque em Portugal tudo o que é bom acaba. Esta é a primeira página da ultima Premiere, a única revista de cinema portuguesa, que acaba abruptamente numa altura em que vinha conquistando o seu espaço no seio do cinéfilos do nosso país.
Quando aqui falei do novo disco dos Radiohead, que está disponivel para download no dia 10, esqueci-me de referir que os fãs é que decidem o preço a pagar pelo mesmo (sendo o mínimo 45 pence).Agora surgem também os Charlatans a disponibilizar o próximo disco, You cross my path, completamente à borla.
"Já ganhamos muito com concertos, marchandise e direitos de publicidade", dizem os meninos. E eu acho que têm toda a razão
Um cidadão de ascendência polaca aluga um apartamento num estranho edifício de Paris, onde é visto com desconfiança pelos seus vizinhos. Ao descobrir que a anterior inquilina do apartamento onde mora se suicidara, ele passa a ficar obcecado pelo seu passado, levando-o a confundir a sua própria realidade com a da antiga inquilina.
Um bom thriller de Roman Polanski, realizado em 1976 e interpretado pelo próprio é um exercício sobre as obsessões de de um homem.
No Dia Mundial da Musica fico a saber que o novo disco dos Radiohead será lançado dentro de 10 dias. Foi um anuncio fulminante apanhando-me de surpresa. Primeiro será lançado para download e só em Dezembro sairá a edição física que está ai em cima toda catita.
2 anos e poucos meses depois eis que eles regressam e desta vez parece que ao melhor nível. No Country for old men será certamente um dos filmes do ano.
Se há filmes de acção que não têm desiludido esses são os filmes de Jason Bourne, espião, com licença para matar e amnésico.
Estreia agora The Bourne Ultimatum (por cá conhecido como Ultimato), terceiro e ultimo filmedesta saga que veio revolucionar o cinema de espiões.
Tudo começou com Bounre Identity (2002), de Doug Liman, onde viamos Jason Bourne a ser pescado por um barco de pescadores, ferido e sem se lembrar de absolutamente nada, tendo ainda se se livrar de uns assassinos contratados para o eliminar.
No segundo filme da saga, Bourne Supremacy (2004), de Paul Greengrass, Jason pensa que está a salvo na India, na companhia da sua namorada, mas parece que alguém continua a querer eliminá-lo e lá tem ele de voltar a usar as suas artes de assassino para tentar sobreviver.
No filme que agora estreia dois jornalistas desaparecem mesteriosamente enquanto investigam a secção Treadstone, uma iniciativa secreta da CIA para encobrir acções secretas e ilegais, a que Jason pertencia antes de ficar amnésico. Jason continua a investigação desses jornalistas, tentando esclarecer o seu passado e ajustar contas com a organização que tenta eliminá-lo.
A serie tem vindo a melhorar de filme para filme, a que não será alheio o facto de Paul Greengrass realizar os dois ultimos filmes. Greengrass que além destes dois filmes tem ainda no curriculum filmes como Domingo Sangrento, que nos fala do massacre sobre uma marcha pacifica de irlandeses em Janeiro de 1972 e United 93, excelente filme sobre o unico avião que não chegou ao destino que os terroristas queriam no 11 de Setembro.
Estamos assim perante o melhor filme da saga do espião que Matt Damon imortalizou, aqui bem secundado por gente como Julia Stiles, David Strathairn, Scott Glenn, Joan Allen ou Albert Finney.
Christina Ricci é a protagonista de "Black Snake Moan", no papel de Rae, uma jovem rebelde e ninfomaníaca que sofreu abusos sexuais enquanto criança e agora procura o verdadeiro amor.
O filme é dirigido por Craig Brewer (de Hustle and Flow) e tem nos principais papeis Samuel L. Jackson e o cantor/actor Justin Timberlake (de quem vi recentemente Alpha Dog).
Um filme ainda não estreado em Portugal mas que já está à venda nas lojas especializadas via internet.