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terça-feira, 6 de novembro de 2018

O(s) fantasma(s) de Nick Cage

Between Worlds, de Maria Pulera 


Se no dia do cinema podia ter visto um filme? Podia. Mas tropecei nisto e resolvi espreitar, sem expectativas nenhumas. Faz de conta que ia a caminho do cinema, pisei um cocó de cão e fiquei 1h30 a limpar a porcaria.
Afinal quem não gosta de uma boa Cageada, mesmo não sendo de Sintra?
E lá fui... (se pretendem ver esta bosta, parem aqui que vou contar tudo).
Cage é um gajo que conduz um camião, mas prefere andar a passear e a beber, ainda mais que aquele gajo que lhe deu o Oscar, do que trabalhar para o patrão e encontra uma gaja (Franka Potente) a ser estrangulada, num wc. Salva-a, mas afina não salva, porque ela queria ser estrangulada para o corpo sair dela e ir ao hospital, onde a filha está em coma, para lhe dizer que não pode morrer, para antes se enfiar na caminha que está mais quentinho. 
Só que que a filha volta a "morrer" e Potente pede a Cage que a estrangule, para voltar a trazer a filha. Mas, desta vez, quem Potente traz é a falecida mulher de Cage e quando ele descobre vai ser o regabofe. Cage, que já andava a comer a mãe vai também comer a filha, embora seja a falecida mulher que esteja dentro do corpo da jovem.
No fim, Cage descobre que, afinal, a mulher era uma cabra, que tinha morto a própria filha e pegado fogo à casa.
A Potente leva um tiro e, enquanto falece e não falece traz a filha de volta e no fim morrem os dois porque o Cage, que também tinha morto o pai quando era novo, rega-se com gasolina e acende um cigarro (não façam isto em casa).
Ah, a filha da mãe salva-se, com o imbecil do namorado e, aparentemente, vivem felizes, para sempre.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Wind River, de Taylor Sheridan


Reserva de Nativos Americanos, no estado do Wyoming, Estados Unidos da América. 
O corpo de uma adolescente índia é encontrado por Cory Lambert (Jeremy Renner) um caçador e batedor local e é chamada à região uma jovem agente do FBI, Jane Banner (Elizabeth Olsen. Não estando à espera de um caso tão complicado, Jane não ia preparada para o isolamento e clima gelado da região e terá de contar com a ajuda de Cory, como guia, para fazer frente aos contratempos que lhe irão aparecer. 
Taylor Sheridan é um actor/argumentista, que entrou, por exemplo, na série Sons of Anarchy, onde fazia o xerife David Hale e escreveu dois dos melhores filmes dos últimos tempos, Sicário (2015), de Denis Villeneuve e Hell or High Water (2016), de David Mackenzie e realiza aqui o seu segundo filme, depois do, não tão bem conseguido Vile (2011). 

Como algumas cenas de acção e suspense bem conseguidas, como aquela em que, num flashback, ficamos a saber o que aconteceu e uma direcção de fotografia, a cargo de Ben Richardson, que consegue captar excelentes planos num território onde a neve e o gelo predominam. 
Não sendo tão bom quanto os outros filmes que escreveu, Wind River não deixa de ser um filme a ver com atenção e volta a confirmar Taylor Sheridan como um dos nomes a seguir com atenção nos próximos tempos, ele que já tem uma nomeação para um Oscar, precisamente pelo argumento de Hell or High Water. 


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

The Man in the High Castle - Season 2

Demorou a pegar, esta segunda temporada mas depois de chegar a meio lá começou a aquecer, para acabar em grande. A guerra-fria entre nazis e japoneses, o aparecimento do homem que dá titulo à série, viagens espaço-temporais, e casalinhos que irritam (Juliana Crain e Joe Blake). E agora é esperar pela 3ª temporada e ver como vão resolver as questões que ficaram em aberto nesta temporada e esperar que alguns que morreram, afinal não estejam mortos.

Melhores episódios:

2x09 Detonation 
2x10 Fallout

sábado, 26 de novembro de 2016

Elle, de Paul Verhoeven

Michèle (Isabelle Huppert) é uma mulher de meia-idade que dirige uma grande companhia de videojogos e comanda com mão de ferro tanto os seus negócios como a sua vida sentimental. Um dia, é atacada e violada por um homem mascarado, na sua própria casa. Em vez de chamar a polícia ou entrar em desespero, Michele limpa os estragos, toma banho e arquitecta um plano de vingança. Entre ela e o criminoso dá-se então início a um perigoso jogo de perseguição que depressa fica fora de controlo.
Baseado no romance "Oh…", escrito, em 2012, por Philippe Djian, este é um "thriller" psicológico que marca o regresso à realização de Paul Verhoeven ("Instinto Fatal”, “Robocop”, “Total Recall” ou “Livro Negro”).
Perturbadora e inquietante obra de Paul Verhoeven, que aqui regressa ao seu melhor. O filme tem o seu quê de hitchcockiano mas também nos faz lembrar Instinto Fatal (também de Verhoeven) ou Ata-me, de Pedro Almodovar.

Com uma Isabelle Huppert sublime no papel de Michèle Leblanc, Elle é um filme a não perder na obra deste multifacetado cineasta holandês.

NOTA: 8/10

sábado, 30 de janeiro de 2016

Bridge of Spies (2015), Steven Spielberg


No auge da Guerra Fria, a um advogado moralmente correto, James Donovan (Tom Hanks) é entregue a defesa de um espião russo, recentemente capturado, Rudolf Abel (Mark Rylance). Apesar de toda a gente estar a pressioná-lo para apenas estar presente e deixar a condenação acontecer, Donovan quer que Abel tenha um julgamento justo. E nem as pressões vindas dos seus chefes, da sua esposa ou as ameaças que recebe o vão demover. Mesmo depois do previsível veredicto acontecer ele é usado para negociar uma troca deste preso com outro que os soviéticos têm. 

Spielberg, que mesmo longe da genialidade que lhe conhecemos não consegue fazer um filme mau (pelo menos é assim que eu penso) e aqui pega numa história real, reinventada para cinema pelos irmãos Coen e Mark Charman, embora o argumento tenha pouco a ver com o de um típico filme dos Coen, tirando alguns diálogos entre Donovan e Abel

James Donovan: Aren't you worried? 
Rudolf Abel: Would it help? 

E Spielberg dá-lhe o seu toque pessoal, construindo um filme (a montagem é de Michael Kahn e a fotografia do habitual Janusz Kaminski) onde o suspense que se vivia naquela época passa para o lado de cá da tela. É mesmo o melhor filme de Steven Spielberg desde Munique (2005) e o primeiro filme desde 1985 sem o contributo de John Williams na banda sonora, indo os créditos desta vez para Thomas Newman, outro compositor muito bem visto no mundo do cinema. 

Tom Hanks, em mais uma colaboração com Spielberg, está perfeito como James Donovan, um “herói” à Spielberg, mas a grande surpresa vai para o desconhecido Mark Rylance, actor vindo do teatro britânico, com uma atuação irrepreensível como o espião russo. 
Ponte dos Espiões está nomeado para 6 Oscars, incluindo Melhor Filme, Melhor Actor Secundário (Mark Rylance), Melhor Argumento e Melhor Banda Sonora.

NOTA: 8/10

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Child 44, de Daniel Espinosa


Passado em 1953, por isso no auge da era sovietica, Child 44 segue um antigo herói da II Guerra tornado agente da policia secreta. Leo Demidov (Tom Hardy) investiga a misteriosa morte de um miúdo perto de uma linha de caminho de ferro. O relatório oficial diz que o rapaz morreu acidentalmente, porque num país perfeito com a União Sovietica, não haviam crimes. Ainda assim Leo acredita que o rapaz foi assassinado e vai investigar à revelia dos seus superiores o que vai causar problemas, não só a si como à sua família. 
Apesar de algumas falhas, a realização do sueco Espinosa é corajosa ao retratar aquela época especifica, não se coibindo de mostrar de forma gráfica a violência e brutalidade em algumas cenas.
O elenco é de luxo e porta-se à altura do seu gabarito, apesar da parte do sotaque russo, que vou sempre achar ridículo (quer seja russo ou outro qualquer), ou falam russo ou falam inglês. Os russos, na Russia (ou União Soviética) não falavam inglês com sotaque. Tom Hardy é um dos actores do momento, mostrando a sua qualidade a cada filme que faz e é bem acompanhado pelos suecos Noomi Rapace e Joel Kinneman (da série The Killing) e pelos mais conhecidos Gary Oldman e Vincent Cassel (que substituiu Philip Seymour Hoffman).
O filme é baseado na novela homónima de Tom Rob Smith.

NOTA: 6,7/10


terça-feira, 21 de julho de 2015

Blackhat, de Michael Mann


Ao 13º filme (11 no cinema + 2 na TV) Michael Mann vira-se para o ciberterrorismo, que há umas décadas atrás podia ser considerado ficção cientifica, hoje já é uma ameaça bem real.
Quando um hacker ataca uma central nuclear chinesa o mundo fica em alerta, mas quando o ataque chega aos Estados Unidos é altura de intervir. Para isso reúne-se uma equipa de peritos chineses que pedem  a colaboração de um antigo colega que se encontra detido numa prisão americana. Nick Hathaway (Chris Hemsworth) está a cumprir uma pena de 15 anos por cibercrime e vai-se juntar ao ex-colega e à irmã para tentarem descobrir quem anda a causar estes atentados. A acção desenrola-se em vários locais do mundo: Hong Kong, EUA, Malásia, Indonésia.

O nome de Michael Mann faz elevar a fasquia para níveis que o filme não tem, no entanto estamos perante um bom thriller e o facto de ser o seu nome que vem à frente do realizador contribui muito.
De facto as marcas de Mann notam-se durante os longos 135 minutos do filme, que se arrasta na primeira metade até começarem a surgir as cenas de acção, onde o realizador é mestre, tendo o seu método já sido seguido por outros colegas de profissão, por mais que uma vez. 
A presença de Hemsworth podia assustar à partida mas o actor porta-se à altura dos acontecimentos, mostrando que a sua escolha não foi um risco. Michael Mann é um perfeccionista e até a música tem de ser escolhida com cuidado, ficando a banda sonora entre a Atticus Ross, habitual colaborador de Trent Reznor, quer nas suas bandas (Nine Inch Nails, How to Destroy Angels, por ex.) quer em bandas sonoras, com as quais já receberam vários prémios (oscar em The Social Network, de David Fincher).

Não sendo dos melhores filmes de Michael Mann, longe disso, Blackhat é um thriller acima da média.

NOTA: 8/10

segunda-feira, 20 de abril de 2015

The Drop, de Michael R. Roskam


The Drop é baseado na short story de Denis Lehane (Mystic River; Shutter Island ou Gone Baby Gone), Animal Rescue. 
O filme começa com uma montagem que explica o que é um drop bar, um bar central que guarda o dinheiro todo da máfia que mais tarde é recolhido. O bar já pertenceu a Marv (James Gandolfini) mas perdeu-o para a máfia tchetchena e agora apenas o gere com o seu primo Bob Saginowski (Tom Hardy). Uma noite o bar é assaltado por 2 homens que levam todo o dinheiro, ficando Marv e Bob encarregues de encontrar os culpados e recuperar o dinheiro. Nessa mesma noite, a caminho de casa, Bob encontra um cachorro pitt bull maltratado e atirado num contentor do lixo. É aí que conhece Nadia (Noomi Rapace) que o ajuda a tratar do cão. É destes dois acontecimentos que o filme gira à volta. 
O realizador é o belga Michael R. Roskam, que viu o seu filme de estreia, Bullhead ser nomeado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, com o argumento a ficar a cargo do próprio Denis Lehane. O filme serve ainda como despedida do grande James Gandolfini.

NOTA: 7/10

sábado, 20 de dezembro de 2014

Gone Girl, de David Fincher


A menina bonita desapareceu. Nick Dunne descobre isso quando é chamado por um vizinho numa tarde de 5 de Julho. Em casa há sinais de luta e algumas manchas de sangue, um ferro da lareira ainda quente e uma atitude algo despreocupada de Nick. Assim começa a busca de Amy Dunne, uma jovem mimada, ex-Barbie, vinda de uma família abastada por quem Nick se viu perdido numa relação baseada em estimulação intelectual, sexo intenso e vida abastada.

Vemos através do diário de Amy e com recurso a flashbacks, o início da relação que a princípio parecia correr pelo melhor até ao dia em que tem de ir viver para a cidade de Nick devido à doença da mãe deste. E a partir daqui as coisas começam-se a deteriorar. Tédio, dependência, desconfiança, culpa.
Mas isso pertence ao passado, ao qual Fincher nos transporta em vários outros momentos, com o intuito de percebermos como se chegou aqui, ao presente onde Nick fornece todos os detalhes à polícia, é apoiado pela irmã e embora Nick seja suspeito do seu desaparecimento, Fincher nunca revela mais do que é necessário.

O filme é baseado na obra homónima de Gillian Flynn, também a cargo do argumento e a sua narrativa ultrapassa o tradicional “whodunit”. O filme tem outras coisas interessantes que são exploradas como a instituição casamento, o fascínio dos americanos por crimes sexuais, principalmente se meterem casais, a obsessão dos media em esmiuçar ao máximo, manipulando o público a seu bel-prazer.
Outro dos méritos do filme são as personagens, onde cada uma conta e nenhuma tem um papel que se possa dizer que é desnecessário. O trabalho dos actores que lhes dão vida muito ajuda a que isso seja possível e até Bem Affleck que por muitas vezes fez papéis que não lembram a ninguém, tem aqui um desempenho notável, bem secundado por Rosamund Pike, Carrie Coon (excelente na série The Leftovers), Kim Dickens e os outros.
Palavra final para a excelente banda sonora de Trent Reznor e Atticus Ross, os oscarizados colaboradores habitués dos filmes de Fincher.
A ver e a rever...

NOTA: 8,5/10

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Locke, de Steve Knight


Ivan Locke (Tom Hardy) é um homem dedicado à família e um bem sucedido empreiteiro, tendo a seu cargo uma grande construção na zona de Birmingham, onde vive. Tudo lhe corre bem até ao dia que à saída do emprego recebe uma chamada telefónica que vai colocar tudo em causa. Deixando para trás mulher, filhos e o dia mais importante da sua carreira, ele encaminha-se para Londres onde uma colega com quem teve um caso pontual, está prestes a dar à Luz. Ao longo dessa viagem de hora e meia a sua vida vai-se por completo. Ao telefone, enquanto conduz ele salta por entre conversas de apoio a Bethan (a amante), a confissão de infidelidade à mulher, o confronto com os filhos que estavam à sua espera para assistir a um jogo do Birmingham City e ainda dar instruções à distância para a importante obra a que não devia ter faltado. Pelo meio ele vai ter de enfrentar os seus fantasmas e quando chegar ao destino verificará que tudo mudou e que não há ponto de retorno.

Locke é um intenso thriller, escrito e realizado por Steve Knight (argumentista de Promessas Perigosas, de David Cronenberg) que nos fará ficar agarrados à cadeira durante a sua duração. Um homem, um carro e um telefone. Simples mas intenso e uma grande representação de Tom Hardy.

NOTA: 9/10

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Big Bad Wolves, de Aharon Keshales e Navot Papushado

Recomendado por Quentin Tarantino, que o colocou nos melhores filmes de 2013, este filme israelita coloca a vida de três homens numa violenta rota de colisão: Dror, um professor que é o principal suspeito de uma série de assassinatos de crianças; Miki, um duro policia que está convencido da culpabilidade de Dror e Gidi, o pai de uma das vitimas que quer fazer justiça pelas próprias mãos.

Big Bad Wolves é assustadoramente bem feito, funcionando como um thriller mas o argumento também é revestido de humor negro (a fazer lembrar os Coen e o próprio Tarantino) e um interessante conjunto de valores morais.

NOTA: 8/10

segunda-feira, 28 de abril de 2014

grande ecrã


Out of the Furnace, de Scott Cooper

Russel Baze (C. Bale) que vivia com Zoe Saldana tem um acidente de carro do qual é culpado e vai parar 5 anos à prisão. O seu irmão (Casey Affleck), ex combatente no Iraque anda metido em esquemas com biltres da pior espécie e  quando Russel sai da prisão e está a tentar refazer a vida, recebe a noticia de que o irmão desapareceu misteriosamente. Partir em busca da verdade ou esquecer como todos lhe pedem são os dilemas com que ele se tem de debater.
Filme produzido por Ridley Scott e Leonardo DiCaprio, que eram pra ter sido realizador e protagonista, no inicio do projecto. Este é o 2º filme de Scott Cooper e volta filmar homens à beira do abismo, depois de Crazy Heart, filme que valeu o Oscar a Jeff Bridges, como um cantor country que desiste da sua vida.

NOTA: 6/10



Night Train to Lisbon, de Bille August

Um professor suíço (Jeremy Irons) impede que uma misteriosa mulher salte de uma ponte e leva-a para uma das suas aulas só que ela desaparece deixando para trás um casaco vermelho e um livro com 40 anos, escrito em português. Intrigado ele decide ir a Portugal e embarca numa viagem aos tempos da ditadura e  às vidas daqueles que lutaram pela liberdade. 
O filme adapta a obra de Pascal Mercier

NOTA: 7/10

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

grande ecrã

Martha Marcy May Marlene, de Sean Durkin (2011)

Martha Marcy May Marlene é um poderoso thriller psicológico, interpretado por Elisabeth Olsen no papel de Martha, uma jovem à procura de viver uma vida normal depois de algum tempo no meio de uma seita onde tinha de obedecer às ordens do seu carismático líder (John Hawkes). Ela foge para casa da irmã (Sarah Poulson) mas os tormentos por que passou não a vão deixar em paz.
Primeiro filme de Sean Durkin, que viria a conquistar o prémio de realização no Festival de Sundance desse ano. A sua prespectiva é interessante, uma vez que Martha não precisa de viver no meio de uma sita para se sentir presa. A vida em casa da irmã também se mostra estranha e cheia de restrições.
Um realizador a seguir atentamente nos próximos temos, assim como a protagonista Elisabeth Olsen.
NOTA: 8/10





The Counselor, de Ridley Scott (2013)

Escrito por Cormac McCarthy (autor de No Country for Old Men) e realizado por Ridley Scott, The Counselor é um filme na linha desse best seller que viria a dar o Oscar (e outros prémios) aos irmãos Coen, um homem que por dinheiro dá passos maiores que as pernas, metendo-se num esquema relacionado com tráfico de droga que tinha tudo para correr bem.
O filme é suportado por alguns bons momentos de diálogos e acção e com um elenco de luxo (Michael Fassbender, Penelope Cruz, Javier Bardem, Brad Pitt, Cameron Diaz), não se espere mais que isso.
NOTA: 6/10


sábado, 21 de dezembro de 2013

Headhunters, de Morten Tyldum

Roger Brown (Aksel Hennie) é um vilão sedutor, um homem que parece ter tudo: é o caçador de cabeças mais bem-sucedido da Noruega - procura e selecciona altos quadros para as maiores empresas -, casado com uma elegante galerista e proprietário de uma casa luxuosa. Mas, por detrás desta fachada de sucesso, Roger Brown gasta mais do que pode e dedica-se ao perigoso jogo do roubo de obras de arte. Na inauguração de uma galeria, a mulher, Diana (Synnøve Macody Lund), apresenta-o ao holandês Clas Greve (Nikolaj Coster-Waldau - Jaime de Game of Thrones) e Roger percebe imediatamente que não pode deixar escapar aquela oportunidade. Clas Greve não é apenas o candidato perfeito ao cargo de diretor-geral que ele tem de recrutar para a empresa Pathfinder, como ainda tem em seu poder um famoso quadro de Rubens. Roger identifica aqui a possibilidade de se tornar financeiramente independente e começa a planear o seu maior golpe de sempre. Mas depressa se vê em apuros - e desta vez não são financeiros. 
Esta é a premissa de " Headhunters ", filme norueguês baseado na novela de Jo Nesbø que tem recebido criticas positivas por todos os festivais que tem passado. É uma espécie de "The Thomas Crown Affair" um pouco mais violento, com algumas cenas não recomendadas aos mais sensíveis. Com alguns twists à mistura para apimentar o enredo.
Um bom filme (mais um) do cinema nórdico que já tem previsto um remake americano.

  NOTA: 7/10

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Mud, de Jeff Nichols


Ellis (Tye Sheridan), um rapaz de 14 anos vive com o seu pai nas margens do Mississipi, próximo da cidade de Dewitt, no Arkansas. Ellis é um sonhador, um idealista que acredita no amor e confia que o tradicional modo de vida pode durar para sempre. Juntamente com o amigo Neckbone (Jacob Lofland), cruzam-se com Mud (Mathew McConaughey), um fugitivo escondido numa das ilhas do rio a quem decidem ajudar, apesar das acusações de homicídio. Isto porque Mud justifica os seus atos com a defesa do seu grande amor, Juniper (Reese Witherspoon), que o aguarda na cidade para fugirem.

Mud é o 3º filme de Jeff Nichols e mostra-nos um ambiente à aventuras de Tom Sawyer e faz lembrar filmes como The Night of the Hunter, ou Stand by Me.
Em competição pela Palma de Ouro na edição de 2013 do Festival de Cannes, este é um "thriller" com argumento e realização de Jeff Nichols, depois do sucesso das suas duas primeiras obras: "Histórias de Caçadeiras" (2007) e "Procurem Abrigo" (2011).
McCounaughey começa a, finalmente escolher os filmes em que participa, e parece ter-se deixado daquelas comédias idiotas em que costumava entrar. A dupla adolescente também sobressai, num filme que conta ainda com Sam Shepard, Ray McKinnon e Michael Shannon, actor presente em todos os filmes de Nichols.

NOTA: 8/10



quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Grande Ecrã

Broken City, de Allen Hughes
O mayor de New York contrata um detective privado, ao qual já tinha feito um favorzito no passado para investigar uma possivel aventura da sua esposa. Mas um simples caso de cornadura vai-se transformar num thriller politico.
O Mayor é Russel Crowe, o detective é Mark Wahlberg, também anda por lá Zeta-Jones e o realizador largou o irmão, que o tinha acompanhado em filmes como From Hell ou The Book of Eli.
Mas é mais um caso de muita parra, pouca uva.
Nota: 6/10





Dead Man Down, de Niels Arden Oplev
Victor (Colin Farrel) infiltrou-se num gang mafioso com o intuito de vingar a morte da família às mãos de Alphonse (Terrence Howard), o líder desse gang. Beatrice (Noomi Rapace), é a vizinha, pela qual Victor se interessa mas ao descobrir a verdade vai chantageá-lo, tentando que ele mate o motorista bêbedo que causou o acidente que a desfigurou.
Num argumento algo trapalhão, é Niels Arden Oplev que segura as pontas, conferindo ao filme um toque europeu, ele que tem aqui a sua primeira realização em lingua inglesa depois do sucesso do The Girl With the Dragon Tattoo, original.
Nota: 6/10

segunda-feira, 15 de julho de 2013

We Need to Talk About Kevin, de Lynne Ramsay

O filme começa com a protagonista banhada em tomate, durante a Tomatina, em Espanha. O vermelho acomanha-nos durante os primeiros minutos do filme e em algumas cenas posteriormente, sem que até aí percebamos porquê.
Tilda Swinton é Eva, uma escritora de sucesso que após se apaixonar e casar com Franklin (John C. Reilly) fica grávida do 1º filho. Quando Kevin nasce, Eva sofre de depressão pós-parto mas quem é mais afectado é a criança que começa a crescer com comportamentos estranhos. E a situação vai-se agravando à medida que os anos passam. A mãe vai ter de viver sozinha com este dilema uma vez que o pai não o quer ver e acha que os comportamentos de Kevin são normais ou são culpa da mãe.

 Adaptado do romance de Lionel Shriver, a história é gira em torno de um momento de horror que define a vida de uma pessoa e levanta a questão: quem é o responsável pelo acto a que assistimos no final? A resposta temos de ser nós a dar. Destaque para o excelente desempenho de Tilda Swinton e do jovem Ezra Miller, no papel de Kevin. Um actor a ter em atenção nos próximos tempos. - NOTA: 8/10

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Kill List, de Ben Wheatley

NOTA: 6/10
«Kill List» conta a história de Jay, um ex-soldado que se transformou num assassino profissional. Oito meses depois de um trabalho desastroso em Kiev, que o deixou física e mentalmente marcado, e com problemas financeiros, Jay é agora pressionado pelo seu parceiro, Gal, a aceitar uma nova missão. À medida que se vão deixando levar pelo mundo obscuro e perturbador do contrato, Jay começa a revelar mais uma vez o seu medo e paranoia, deixando-se levar para a profundidade das trevas. Eligiado em vários festivais onde foi exibido o filme acaba por não ser nada de extraordinário. Com um inicio algo lento, mostrando-nos os problemas familiares de Jay, só começa a ter algum interesse quando uma das personagens secundárias (Fiona) deixa uma mensagem intrigante por trás de um espelho na casa de Jay. Algumas cenas de extrema violência que podem levar os mais sensíveis a ficar impressionados, e pouco mais neste thriller britânico. Neil Maskell faz o papel de Jay com competência, ele que eu já conhecia da série Utopia, onde também fazia de sinistro assassino.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

The Hunter, Daniel Nettheim

NOTA: 7/10
Willem Dafoe é Martin David, o caçador mercenário do titulo, que é pago por uma companhia europeia de bio-genética, para que ache o ultimo tigre da Tasmânia, considerado extinto por quase toda a gente.
Ao chegar ao paradisiaco local, Martin instala-se em casa de uma familia um tanto ou quanto disfuncional. O pai está desaparecido (andava à procura do mesmo animal), a mãe passa o tempo a dormir e os filhos menores, vivem por conta própria. A acrescentar a isto os locais pensam que ele é mais um amigo do ambiente e não o querem ver por aquelas bandas. Um desses habitantes locais é Jack Mindy (Sam Neill) que serve de guia a Martin e é um dos vertices do "triangulo amoroso". Martin começa a ganhar afecto pela familia que o acolhe e ter problemas com os locais, principalmente com Jack, que está apaixonado por Lucy (a mãe).

Há factores a reter no filme, as magnificas paisagens da Tasmânia e o bom desempenho (mais um) de Willem Dafoe. No entanto este thriller ambientalista torna-se previsível e deixa uma pontas mal aproveitadas. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Zero Dark Thirty, de Kathryn Bigelow


Após o 11 de Setembro, Maya (Jessica Chastain), uma analista da CIA, é recrutada para localizar os culpados dos atentados daquele fatídico dia, principalmente o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden.
Juntamente com os agentes Dan (Jason Clarke) e Jessica (Jennifer Ehle), Maya tem de trabalhar com informação limitada, fornecida por terroristas capturados, informações essas obtidas através de tortura e coerção. Com a pouca informação que lhes é fornecida, eles têm de discernir qual a que é válida e ligar os pontos. É assim que chegam a um homem chamado Abu Ahmad, que Maya acredita que seja o mensageiro de Bin Laden. Se encontrarem Ahmad, eles encontrarão Bin Laden.



O argumento já estava a ser escrito por Mark Boal (o mesmo de Hurt Locker, anterior filme da realizadora) antes da morte de Bin Laden, e centrava-se mais na incapacidade de os Estados Unidos em capturar o homem mais procurado do mundo, 10 anos após o 11 de Setembro. Teve por isso de ser reescrito e centrar-se na obsessão e persistência daqueles agentes na sua captura.
Kathryn Bigelow mostra mais uma vez a sua competência para filmes do género e o elenco (conta ainda com Kyle Chandler, Mark Strong ou James Gandolfini, por ex.) é do melhor que se pode ter, com o destaque para uma das actrizes do momento, Jessica Chastain.

NOTA: 8/10