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sexta-feira, 23 de março de 2012

Grande Ecrã

Dirty Pretty Things, de Stephen Frears
Realizado por Stephen Frears (realizador de The Grifters, Ligações Perigosas, Alta Fidelidade, entre outros), esta é uma história de sobrevivência de dois imigrantes ilegais (ele nigeriano, ela turca) que aprendem que tudo está à venda no submundo de Londres. O nigeriano Okwe (Chiwetel Ejiofor) e a turca Senay (Audrey Tautou) trabalham num hotel em West London, que é uma fachada para actividades ilegais. Uma noite, Okwe faz uma descoberta macabra que coloca os dois num grande dilema e testa os seus limites. Vencedor de alguns festivais europeus, o filme seria nomeado para o Oscar de Melhor Argumento Original, Dirty Pretty Things é um thriller urbano fascinante e difícil de esquecer! Espantosa a interpretação de Ejiofor.
NOTA: 8/10


The Grey, de Joe Carnahan
De regresso a casa, um grupo de trabalhadores de uma refinaria no Alasca vê o seu avião cair ao cruzar a tundra e apenas oito deles sobreviver. Uma matilha de ferozes lobos, semelhantes aos pré-históricos em tamanho e ferocidade, persegue os sobreviventes. Entre eles, John Ottway (Liam Neeson) torna-se líder dos oito que lutam contra as adversidades da natureza e aqueles que os querem caçar, num autêntico contra-relógio. Será que se vão safar?
Mais um filme de sobrevivência numa região inóspita, desta vez com um cheirinho de terror e suspense.
NOTA: 7/10




The Damned United, de Tom Hooper
A história do mitico treinador inglês Brian Clough (excelente Michael Sheen) aquando da sua curta passagem pelo Leeds United (apenas 44 dias), a melhor equipa inglesa da altura. O filme aborda a ascensão de Clough, a forma como colocou o segundo-divisionário Derby County a campeão e a atribulada ida para o Leeds sem o seu braço direito, Peter Taylor para substituir o seu ódio de estimação, Don Revie que tinha ido treinar a selecção inglesa.
Um objecto histórico muito bom para quem gosta de futebol e não só e que nos ajuda a perceber a personalidade difícil (mas que daria frutos) deste génio do futebol britânico que a seguir aos acontecimentos retratados no filme viria a conquistar 2 Taças dos Campeões Europeus com o desconhecido Nottingham Forest. NOTA: 8/10

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Tinker, Tailor, Soldier, Spy, de Tomas Alfredson


Esta obra de John Le Carré já tinha sido adaptada em 1979, numa série da BBC com Alec Guinness como protagonista.
Desta feita, e com produção europeia  coube ao sueco Tomas Alfredson (Deixa-me Entrar) realizar esta difícil adaptação.
George Smiley (Gary Oldman) é um dos mais qualificados e conceituados agentes do Circus, o quartel-general dos serviços de espionagem britânicos. Prestes a obter a reforma, é intimado pelo governo britânico para resolver um caso particularmente delicado: interceptar um agente soviético infiltrado na própria agência. A única coisa que se sabe sobre esta "toupeira" é que é alguém do grupo, treinado para trair e em quem eles, infelizmente, se habituaram a confiar... 

The Circus

A sólida realização de Alfredson quase que nos hipnotiza, numa adaptação que à partida poderia tornar-se complicada. A estrutura da narrativa é composta por inúmeros flashbacks sem aviso prévio de que os mesmo estão a suceder.
O elenco é grandioso, o que não significa que tenha grande protagonismo. Gary Oldman, John Hurt, Colin Firth, Mark Strong, Tom Hardy, Ciaran Hinds, com este último, por exemplo a quase não abrir a boca mas a ter uma presença  notável.
Esta é, no fundo a revitalização dos filmes de espiões.
Tinker Tailor Soldier Spy está nomeado para 3 Oscars (Argumento Adaptado, Actor - Gary Oldman e Banda Sonora).

NOTA: 8/10

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Grande Ecrã

Carancho, de Pabrlo Trapero

Carancho (abutre na língua do filme) começa com a informação de que na Argentina morrem, anualmente, cerca de 8.000 pessoas em acidentes de trânsito. Muitas indemnizações ocorrem devido a esses acidentes. E, com isso, advogados gananciosos saíam à caça de potenciais clientes, perseguindo as ambulâncias até os hospitais.
Sosa (Ricardo Darín), é um desses advogados, que se aproveita das vítimas, levando boa parte da indemnização das mesmas (daí o título). Ao envolver-se com uma médica (Martina Gusman) que trata dessas vitimas ele vai questionar as suas práticas e tentar uma saída airosa.
Um thriller de denuncia bem realizado e interpretado (Ricardo Darin é estrela no cinema argentino, com ele também já se viu o oscarizado O Segredo dos teus olhos).

NOTA: 7/10


Buried, de Rodrigo Cortés

Buried é um filme claustrofóbico passado inteiramente dentro de um caixão.
Paul Conroy (Ryan Raynolds) é um motorista de  camião norte-americano, a trabalhar no Iraque que é raptado e enterrado vivo. Os seus raptores deixam-lhe um telemóvel com o qual tenta negociar a sua libertação ou tentar que alguém o descubra.
Ideia engraçada para quem não tem problemas de claustrofobia.... como eu.

NOTA: 7/10

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

I Saw the Devil, de Kim Ji-woon

Da Coreia chega-nos mais um filme de vingança - falo da trilogia de vingança de Chan-wook Park, desta vez de Kim Ji-woon, realizador de Doce Tortura e Tale of Two Sisters, por ex.

Kyung-chul (Choi Min-sik) é um sádico sexual que mata sem remorsos e com requintes de malvadez. Com toda a polícia de Seul no seu encalço, nada o parece parar até ao dia em que escolhe como vítima a jovem noiva de Soo-hyun (Lee Byung-hun), um agente da polícia secreta coreana. Devastado pelo sofrimento e obcecado com a vingança, Soo-hyun só tem um objectivo: fazer o assassino sentir ainda mais horror e sofrimento do que a sua noiva sentiu. Começa assim um jogo macabro em que caçador e presa trocam de papéis: o psicopata assassino é convertido em vítima e a sua presa acaba transformado num monstro igual àquele que desejava destruir.

I Saw the Devil é um filme de extrema violência sobre a natureza da vingança, uma experiência visceral que nos deixa abananados, do principio ao fim. 
Um dos grandes filmes estreados este ano nas salas portuguesas.

NOTA: 9/10


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Unknown, de Jaume Collet-Serra


Collet-Serra é um realizador espanhol, há muito radicado nos Estados Unidos. Aliás, foi para os EU porque se identificava mais com aquele cinema do que propriamente com o cinema espanhol!!!
Antes de realizar esta-tentativa-de-ser-um-novo-Jason-Bourne-mas-que-ele-diz-ser-uma-coisa-à-Hitchcock, Jaume tinha realizado os "fabulosos" House of Wax, Orphan e Goal II.

Justifica-se portanto a sua subestimação ao cinema espanhol.
Que continue pois a tentar, pode ser que um dia consiga chegar ao nivel dos seus idolos, Alfredo Hitchcock e Roman Polanski.

NOTA: 6/10

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Let me In, de Matt Reeves


Abby é uma misteriosa miúda de 12 anos que se muda para a casa ao lado da de Owen. Owen, para além de socialmente excluído, é fortemente perseguido na escola e na sua solidão forma uma profunda ligação com a nova vizinha. Sem deixar, no entanto, de reparar que Abby é diferente de toda a gente que já conheceu. À medida que uma série de sinistros assassinatos ocorrem na cidade, Owen tem que encarar o facto de que esta aparentemente inocente miúda é, na realidade, uma selvagem vampira.

Hollywood continua a sua saga de fazer remakes de bons filmes estrangeiros.
Let me In, de Matt Reeves (Cloverfield) é uma cópia quase perfeita do excelente filme sueco Let the Right One In, com o habitual toque final e muitos mais efeitos CGI, que a meu ver são perfeitamente desnecessários.
O filme no seu todo é bom, tem boas interpretações, Chloe Moretz (Kick-Ass), Kodi Smit-McPhee (The Road), Richard Jenkins (Six Feet Under, The Visitor), Elias Koteas (Crash, Thin Red Line), boa história, etc... mas se tivesse de escolher preferia o filme original.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Hævnen, de Susanne Bier


Anton é um médico que divide o seu tempo entre a sua casa numa cidade dinamarquesa, onde vive separado da mulher e dos filhos devido a um erro que cometeu, e o seu trabalho num campo de refugiados em África. Um dos seus filhos, Elias é vitima de bulling na escola e segue o exemplo do Pai, de não responder com mais violência. No meio da sua solidão, Elias torna-se amigo de um novo colega, Christian recentemente chegado à cidade, órfão de Mãe - vitima de cancro e revoltado contra o Pai que acusa de não ter feito tudo para salvar a Mãe. Um dia Christian ajuda Elias que estava novamente a ser agredido por um colega e esse acto vai desenrolar uma espiral de violência que os vai afectar a ambos e às suas famílias.
Cada filme de Susanne Bier é uma panóplia de emoções, quer pelos temas polémicos que aborda, quer pela forma como consegue entrar no intimo das personagens e levar isso ao espectador.

Hævnen (que significa "vingança") venceu o Golden Globe e o Oscar para melhor filme estrangeiro.

NOTA: 8/10


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Fair Game, de Doug Liman

Fair Game fala do caso Valerie Plame onde esta agente da CIA foi exposta publicamente depois de o seu marido, o ex-diplomata Joseph Wilson ter publicado um artigo acusando a administração Bush de mentir acerca da existência de armas de destruição maciça no Iraque.


O filme de denuncia politica, tão em voga nos anos 70 volta aqui a ter um bom representante.
Doug Liman traz-nos um thriller politico intenso, baseado em factos reais e por todos conhecidos.
Os actores envolvidos são de topo e dão outra dimensão a estas personagens.

Nota: 8/10


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

127 Hours, de Danny Boyle


127 Hours foca-se na incrível história verdadeira da luta pela vida que Aron Ralston (James Franco) teve, durante 5 dias quando uma rocha que se soltara lhe prendeu um braço e o deixou à beira da morte no fundo de um canyon.
James Franco faz aqui um grande trabalho de representação como um homem confiante e arrogante que quer fugir da civilização e não avisa ninguém para onde vai. O argumento (juntamente com Simon Beaufoy) e realização de Boyle e a fotografia de Enrique Chediak e Anthony Dod Mantle são muito bons transmitindo na perfeição a agonia sentida por Aron naqueles dias.
Um dos filmes que pode ser falado na noite dos Oscars, mais que não seja a premiar a grande interpretação de James Franco. Um drama que se transforma em suspense e nos mantém presos até ao fim.

NOTA: 8/10


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Winter's Bone, de Debra Granik


Winter's Bone é passado numa remota região montanhosa da zona central dos Estados Unidos, as montanhas Ozrak. Ali acompanhamos a jovem Ree Dolly (Jennifer Lawrence) que com apenas 17 anos tem de cuidar dos seus 2 irmãos mais novos e de uma mãe doente. O pai, um conhecido traficante da zona está desaparecido desde que foi solto da prisão sob fiança. Como se isto não bastasse para preocupar a jovem ainda lhe aparece o xerife local, Baskin (Garret Dillahunt), que a informa que a casa em que vivem foi deixada como garantia pelo seu pai e caso ele não regresse dentro de uma semana, a família Dolly terá de abandonar a propriedade. Então Rea parte numa jornada pela região à procura do pai e fica a saber que ele andava metido no fabrico de metanfetaminas e dava-se com as personagens mais desagradáveis da região. Pede ajuda ao tio Teardrop (John Hawkes) mas este parece temer algo e diz para ela desistir. Mas mesmo sozinha Rea vai até onde for preciso para salvar a casa onde vive com a familia.

Winter's Bone é um filme independente de Debra Granik que está farto de ganhar prémios por esse mundo fora (Berlim e Sundance incluidos) e foi recentemente nomeado para 4 Oscars, incluindo Melhor Filme e Actriz (Jennifer Lawrence).
É uma história de persistência com grandes interpretações. Jennifer Lawrence é um nome a ter em atenção e John Hawkes vê finalmente o seu talento reconhecido.
Debra Garnik já tinha visto o seu trabalho reconhecido no Festival de Sundance com o seu primeiro filme, Down to the Bone (2004), tendo arrecadado o prémio de realização e Vera Farmiga o de interpretação. Agora arrecadou o Grande Prémio do Juri e Melhor Argumento
Um grande filme que devia ser obrigatório ver.

NOTA: 9/10


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Black Swan, de Darren Aronofsky


Depois de nos ter presenteado com alguns dos melhores filmes dos últimos tempos (Pi, Requiem for a Dream, The Fountain, The Wrestler), Darren Aronofsky está de volta com um dos filmes mais aguardados do ano (é de 2010, está e vai ser nomeado para os melhores de 2010 mas só estreia em Portugal em 2011) passado no universo do ballet, onde uma companhia se prepara para levar a cena O Lago dos Cisnes.
Tudo começa quando o director da companhia (Vincent Cassel) decide trocar a envelhecida bailarina Beth (o regresso de Winona Ryder) pela jovem Nina (Natalie Portman), a quem entrega o papel principal. Mas apesar de Nina transmitir a fragilidade do Cisne Branco nos seus movimentos, não consegue captar a essência sedutora do Cisne Negro. Nina começa a ficar obcecada por este duplo papel e os nervos aumentam à medida que se aproxima o dia da apresentação, com outras candidatas à espreita de um deslize seu.

Aronofsky dá-nos um crescente de tensão do primeiro ao último minuto e prova mais uma vez que não são precisos muitos recursos para se fazer um grande filme de terror e suspense.
As interpretações são bastante sólidas, principalmente a de Natalie Portman que depois do bom desempenho em Brothers, tem aqui o ponto mais alto da sua ainda curta carreira.
Já nomeado para 4 Golden Globe Awards, Black Swan pode ser também um dos filmes que mais se ouvirá falar na noite dos Oscars.

NOTA: 9/10

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Chloe, de Atom Egoyan


Catherine (Julianne Moore), é médica e David (Liam Neeson) um conceituado professor. São à primeira vista um casal perfeito. Felizes, com um filho adolescente talentoso, eles parecem ter a vida que todos querem ter. Mas quando David perde um vôo e consequentemente a sua festa de aniversário surpresa, Catherine começa a suspeitar que o marido possa ter uma amante. Colocando em causa a sua fidelidade, ela decide contratar Chloe (Amanda Seyfried), uma acompanhante para seduzir David e testar a sua lealdade. Porém, esse acto poderá acabar por criar complicações que põem a sua família em perigo...

Este é um remake do filme francês Nathalie, de Anne Fontaine. Atom Egoyan que teve os seus melhores dias nos anos 90 (Um Futuro Radioso, Exotica e A Viagem de Felicia) traz-nos agora um filme que vale pelas cenas sensuais entre os protagonistas.

Nota: 7/10


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Cela 211, de Daniel Monzon


Prestes a tornar-se guarda prisional, Juan Oliver apresenta-se mais cedo ao serviço de forma a deixar boa impressão.
Durante a visita guiada por dois colegas um incidente provoca o desmaio de Juan. Os colegas levam-no para um cela vazia no mesmo momento em que se dá um motim. Com medo, o colegas de Juan fogem e deixa-no fechado na cela 211. Quando acorda Juan percebe que tem de se fazer passar por preso para conseguir sobreviver.

Cela 211 é um excelente thriller espanhol, passado no ambiente claustrofóbico de uma prisão. Daniel Monzón que já havia realizado The Kovak Box tem aqui um direcção sólida e competente e as interpretações são de alta qualidade, principalmente Luis Tosar (Miami Vice) como Malamadre, o líder dos presos.

NOTA: 8/10


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Straw Dogs, de Sam Peckinpah


Straw Dogs é um filme bastante violento de Sam Peckinpah, datado de 1971.
Nele um pacato matemático norte-americano, David Sumner (Dustin Hoffman) muda-se com a sua esposa britânica para uma zona rural do interior de Inglaterra. Mas o que parecia ser uma vida de sonho depressa se transforma em pesadelo quando os homens que David contrata para reparar a garagem começam um jogo de intimidação e medo, invadindo a sua casa e a privacidade do casal. O pacato (para não usar um termo mais depreciativo) David vai ser posto à prova e tudo fazer para afastar aqueles homens da sua casa.

Um filme perturbador e um dos melhores de Peckinpah.
O título Straw Dogs (Cães de Palha em português) não vem explicado no filme mas referes-se a uma passagem do manual taoísta I Ching que diz que o céu e a terra trata a todos como cães de palha, ou seja coisas baratas e facilmente descartáveis.

NOTA: 8/10


quarta-feira, 9 de junho de 2010

Bajo la Sal, de Mario Muñoz


O filme começa com a paisagem desértica de uma salina. Um mar de de sal, numa zona fronteiriça do México, é o local ideal para ocultar um cadáver. Apesar do estado de mumificação em que o cadáver se encontra dá para perceber que se trata de uma das jovens que tem desaparecido nos últimos tempos naquela localidade. Cabe ao comandante Trujillo, enviado da capital, tentar resolver o mistério.

Este filme mexicano é um thriller em todo o seu esplendor, crimes violentos, um policia obcecado em resolver o caso e uma série de suspeitos, qualquer um deles a poder ser o serial-killer.
Levemente baseado no caso das mulheres mortas de Juarez (o caso é referido algumas vezes durante o filme) este é um bom thriller vindo de um país que tem vindo a dar grandes cineastas nos últimos tempos, casos de Gullermo del Toro ou Gonzalez Iñarritu.

NOTA: 8/10


sexta-feira, 21 de maio de 2010

El Secreto de sus Ojos, de Juan José Campanella


1999, Benjamin Esposito, um oficial de justiça recentemente aposentado, começa a escrever um romance policial sobre um caso que o próprio investigou em 1974.
Ao regressar ao passado ele vai questionar a forma como a investigação foi feita na altura e tentar ao mesmo tempo encontrar as respostas que ficaram por resolver de um crime que mexeu com a vida de várias personagens e que, passados tantos anos ainda pode vir a mexer.

Este foi um dos filmes que causou surpresa na ultima cerimónia dos Oscars ao arrecadar a estatueta de Melhor Filme Estrangeiro, batendo os favoritos O Laço Branco, de M. Haneke e Um Profeta, de Jacques Audiard.
O argumento, do próprio realizador é adaptado da obra de Eduardo Sacheri e tem todos os condimentos que uma obra deste género deve ter: suspense, romance, mistério, humor...
Destaque ainda para a interpretação de um dos principais actores argentinos, Ricardo Darín, no papel de Benjamín.

NOTA: 8/10


sábado, 10 de abril de 2010

The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow


Dentro do género filmes de guerra/guerra(s) do Iraque, aqui está o melhor filme feito até ao momento. E logo aos olhos de uma mulher, Kathryn Bigelow. Kathryn já foi casada com James Cameron e realizou alguns filmes interessantes, tais como Point Break (com Keanu Reeves e Patrick Swayze), Strange Days (com Ralph Fiennes e Juliette Lewis) e K19-The Widowmaker (um drama baseado em factos reais, passado num submarino russo, com Harrison Ford e Liam Neeson).


Filmado na Jordânia, The Hurt Locker acompanha uma companhia com a maior taxa de baixas de toda a guerra. Eles são especialistas em bombas/minas e armadilhas numa cidade, Bagdad onde o perigo e a morte estão em qualquer lado. Centrado em 3 dos soldados dessa companhia, o filme acompanha-os em alguns episódios baseados em factos reais (o argumentista Mark Boal - In the Valley of Elah - entrevistou vários destes operacionais no campo de batalha).
K. Bigelow filma de forma impressionante - a fotografia é genial - todos os momentos de tensão que se vão vivendo ao longo de mais de duas horas de filme, e estes não são poucos. Além disso foca um aspecto importante que é o do vicio pelo perigo que este tipo de acção pode causa nos soldados.
Com actores ainda pouco conhecidos (ponham os olhos em Jeremy Renner e Anthony Mackie) e apenas breves aparições de Guy Pearce e Ralph Fiennes.
Venham mais filmes assim...

NOTA: 10/10

PS. Como sabem este foi o grande vencedor da ultima cerimónia dos Oscars, para além de ter arrecadado outros prémios importantes.



sexta-feira, 5 de março de 2010

Law Abiding Citizen, de F. Gary Gray


Na onda do tipo que faz justiça pelas próprias mãos surge este filme de F. Gary Gray.

O filme conta a história de Clyde Shelton (Gerald Butler) que vê a mulher e a filhe serem assassinadas aquando de um assalto a sua casa.
Após anos de luta na justiça, só um dos assaltantes é acusado (precisamente aquele que não matou) e o outro sai em liberdade depois de ajudar o promotor público Nick Rice (Jamie Foxx) a acusar o "amigo". Shelton fica revoltado com esta decisão e espera alguns anos para se começar a vingar... Contra os assassinos da família... e contra o sistema judicial!

Este não é um tema novidade no mundo do cinema - assim à primeira lembro-me logo de Death Wish, com Charles Bronson" - o que não quer dizer que não seja um bom filme de acção e com um twistezinho, muito do agrado do público.


NOTA: 7/10