Goste-se ou não do que tem feito em alguns filmes como actor (estou-me a lembrar de Pearl Harbour ou Daredevil) a verdade é que Ben Affleck já fez coisas boas tanto nessas funções como nas de argumentista onde, convém recordar já ganhou um Oscar (Good Will Hunting juntamente com Matt Damon). Em 2007 surgiu pela primeira vez como realizador e não se safou nada mal, antes pelo contrário. Já se sabe que a estreia de Gone Baby Gone foi por várias vezes adiada em alguns países europeus (incluindo Portugal) devido a certas semelhanças com o caso "Maddie McCann" (histeria dos pudicos ingleses, direi eu...)! O irmão mais novo de Ben, Casey Affleck que contracenou com ele em Good Will Hunting e mais recentemente foi nomeado ao Oscar por The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford, desempenha o papel de Patrick Kenzie, um detective privado de Boston que, com a sua namorada Angie (Michelle Monaghan) costumam desvendar casos de adultério e de pessoas desaparecidas, mais propriamente aquelas que devem dinheiro a alguém. Mas desta vez o caso é diferente, eles são contratados pelos tios de uma menina de 4 anos que foi vitima de um possível rapto. À cabeça da investigação policial está Jack Doyle (Morgan Freeman) e os seus dois melhores investigadores, Remy Bressant (Ed Harris) and Nick Poole (John Ashton). Devido ao vicio da mãe da criança, Helene (Amy Ryan - nomeada ao Oscar por este papel) Patrick e Angie descobrem haver uma relação desta com um perigoso traficante local e que isso pode estar ligado com o desaparecimento de Amanda.
Ben e Casey foram criados em Boston dai moverem-se pela cidade com grande à vontade, o que se nota tanto na realização dum como na interpretação do outro e a história é baseada na obra homónima de Denis Lehane, o mesmo de Mystic River e volta a abordar o tema dos abusos na infância. Um bom filme que revi agora em DVD, com um grande elenco.
Este Sherlock Holmes apresenta-se como um belo entretenimento, algo entre aquilo que já nos habituou o cinema de Richie e a sua devoção pela personagem de Conan Doyle. Aqueles familiarizados com anteriores adaptações vão concerteza estranhar este Holmes, habituados que estão a certos tiques de outros Sherlock Holmes. A história segue o mais famoso detective de sempre (exemplarmente interpretado por Robert Downey Jr.) a tentar resolver o caso do serial killer Lord Blackwood (Mark Strong), que depois de condenado e enforcado parece ter regressado do mundo dos mortos. Ajudado pelo seu velho companheiro Dr Watson (um não menos exuberante Jude Law), Holmes usa de toda a sua habitual perspicácia para reunir todas as provas que levem à divulgação do mistério por trás dos crimes de Blackwood.
Tony Scott tem alguns dos melhores filmes de acção dos últimos tempos. Com alguns dos mestres do género dos anos 80 (caso de John McTiernan) em stand by, é o irmão de Ridley Scott que tem assumido o protagonismo recentemente.
Este é mais um caso de um bom filme de acção, baseado num livro de John Godey (pseudónimo de Morton Freedgood) que já havia sido adaptadocinema em 1974 por Joseph Sargent. E esta nova versão peca em muitas coisas em relação ao filme anterior. Desde logo a revelação da identidade dos bandidos, coisa que não acontecia no filme de Sargent, com estes a serem apenas conhecidos por cores (pormenor repescado por Quentin Tarantino para o seu Reservoir Dogs): Mr. Brown, Mr. Blue, Mr. Green... o que quer queiramos quer não tira alguma emoção à trama.
Nesta nova versão Walter Garber (Denzel Washington), é um controlador de tráfego da linha do metro de Nova Iorque que se vê envolvido no sequestro de um dos comboios por quatro bandidos armados, comandados por Ryder (John Travolta), líder tão brilhante quanto implacável, que ameaça matar a sangue frio os 18 passageiros caso o resgate de um milhão de dólares não seja pago no prazo máximo de uma hora. Garber e Camonetti (John Turturro), negociador da polícia de Nova Iorque, são as pessoas do outro lado do telefone que usarão todos os meios para vencer os criminosos e salvar os passageiros. Mas um problema continua sem solução: mesmo que os ladrões consigam o dinheiro, como poderão escapar da linha de metro?
Curiosidade: O título da obra original refere-se ao metro que partia da estação Pelham Bay Park, à 1h23.
Brian Goodman, actor de TV (podemos vê-lo em 24 e Lost, por ex.) com algumas aparições em cinema (Catch me if you can; Munich) realiza aqui o seu primeiro filme, que co-escreveu com Donnie Whalberg (irmão de Mark), filme esse que se inspira no seu difícil percurso de vida nas ruas.
Brian (Mark Ruffalo) e Paulie (Ethan Hawke) são dois amigos de infância que cresceram juntos num bairro problemático do sul de Boston. Para eles, nascidos e criados no seio de uma comunidade marginal, o destino estava escrito. Habituados a pequenos crimes, cedo passam a planos mais arrojados acabando por cair nas mãos de Pat Kelly (o próprio Brian Goodman), chefe do crime organizado da zona. A partir daí as suas vidas são um caminho sem retorno... NOTA: 6/10
Este é mais um re-post pois nele vou recuperar aquilo que disse em Dezembro de 2006 após ter visto The Departed, o filme que finalmente deu o Oscar a Martin Scorsese! Um filme recente, mas que não deixa de ser um dos meus filmes de eleição:
Em primeiro lugar deixem que vos diga que o filme de Hong Kong do qual este se baseia, é um GRANDE filme. Já foram feitas várias adaptações fracas de filmes vindos de Hong Kong e do Japão mas até agora nenhuma foi tão boa como esta. E que melhor realizador para conseguir isso senão Martin Scorsese? 2006 já nos tinha provado que os grandes mestres da 7ª Arte estavam em forma. A chamada Velha Guarda (aqueles que revolucionaram o cinema na década de 70 e 80) esteve em grande neste ano. Steven Spielberg “Munique”, Terrence Malick “O Novo Mundo” Michale Mann “Miami Vice”, Oliver Stone “World Trade Center”, Brian de Palma “A Dália Negra”.
Só faltava o grande Martin Scorsese, e ele chega-nos com este The Departed (o titulo português é Entre Inimigos). Para mim Martin Scorsese não tem um filme menos bom. Tem filmes bons, muito bons e excelentes.
Desta vez Scorsese transporta a história de New York (embora maior parte das filmagens tenham decorrido na Big Apple) para Boston onde a máfia irlandesa impera sobre uma parte da cidade, sem que a policia consiga travar os seus tentáculos. Billy Costigan (Leonardo Di Caprio) acaba de se formar na Academia de Policia mas o seu passado vivido em bairros problemáticos leva a que seja escolhido como agente infiltrado junto dos mafiosos, para assim ajudar à captura de Frank Costello (Jack Nickolson. Ao mesmo tempo Colin Sullivan (Matt Damon), - também ele novo nas forças policiais – é integrado na unidade que combate o crime organizado da região. No entanto Sullivan é um pião ao serviço de Frank Costello, infiltrado na policia para lhe dar as informações necessárias e assim impedir que este seja apanhado. E aqui começa um jogo do gato e do rato com os dois agentes a tentarem descobrir quem é o outro e ao mesmo tempo salvar a própria pele.
Este não é o 1º remake feito por Scorsese (já tinha feito O Cabo do Medo) e não é apenas uma cópia do original como alguns remakes de filmes asiáticos. Não, Scorsese é um autor e deixa aqui a sua marca, de principio ao fim.e até o final é diferente do original.
The Departed é um filme de personagens, é centralizado na relação Costigan/Costello/Sullivan, e é aqui que se nota a grandeza dos actores escolhidos.
Que Jack Nickolson é um dos melhores actores de sempre acho que todos concordam e aqui volta a provar isso com mais uma interpretação que pode muito bem ser condidata aos Oscars.
De Leonardo Di Caprio já foi dito que os dois últimos filmes de Scorsese não foram excelentes devido à sua (fraca) presença. Até posso concordar com isso, que com outro actor, mais imponente em frente à câmara do Mestre, tanto Gangs of New York, como O Aviador teriam sido obras primas. Mas Di Carpio aqui faz talvez a sua melhor interpretação de sempre, e talvez a presença de Nicholson tenha ajudado. Matt Damon está ao nível do seu melhor e secundários como Vera Farmiga (personagem feminina que se cruza com os dois agentes) e Mark Walbergh estão excelentes.
Enfim, este não é apenas um remake é sim mais um grande filme de Martin Scorsese e os seus 150 minutos quase nem se notam a passar.
Este filme de titulo estranho que poucos devem conhecer é um dos muitos a que Quentin Tarantino vai buscar referências para os seus filmes. Neste caso tirou as cores que identificam os criminosos para o seu Reservoir Dogs.
Baseado no livro de John Godey, conta a história do sequestro de um comboio (neste caso do Metro de New York), o Pelham 1 2 3 do título original. E porque é que um bando de criminosos, com nomes coloridos queria sequestrar um comboio? Pelo simples facto de que com reféns lá dentro podem pedir um chorudo resgate. E o que parecia uma coisa estapafurdia poderá tornar-se num masterplan. Este é um excelente filme de acção, de 1974 com bons actores no seu elenco. Nomes como o gande Walter Matthau, Robert Shaw (mais conhecido pelo seu papel em Tubarão) e Martin Balsam transportam todo o seu talento para o ecrã.
Para estrear está um remake, realizado por Tony Scott, com Danzel Washington a fazer de Walter Matthau e John Travolta de Robert Shaw. O trailer já por aí anda.
Um dos grandes clássicos do film noir onde a quimica entre Bogart e Bacall se fazia sentir. Baseado na obra homónima de Raymond Chandler em que um simples caso de chantagem desencadeia uma série de assassinatos de dificil resolução para o famoso detective privado Philip Marlowe (Humphrey Bogart). Uma das obras primas da 7ª arte, realizado pelo mestre Howard Hawks.
Um filme com o De Niro e o Pacino é motivo para ir ao cinema. É coisa rara ver um filme com com estes dois monstros sagrados da arte de representar. Tinha acontecido numa obra-prima (Padrinho II, de Francis Ford Coppola) e numa obra-menos-prima, mas também muito boa (Heat, de Michael Mann). Por isso a fasquia estava lá em cima e se os dois actores principais mostram toda a sua competência já o filme deixa algo a desejar.
Eles são dois veteranos da policia que têm de investigar a morte de um chulo. E quando é morta a 2ª vitima eles reparam que são criminosos que fugiram à justiça e que anda um serial-killer à solta (deixem o Dexter em paz que desta vez não foi ele).
Portanto não vão à espera de um Heat - já nem falo do Padrinho II porque esse é de outro campeonato - mas se querem ver um filme com o Al Pacino e o Robert de Niro aproveitem!
O grande Sidney Lumet está de volta, desta vez com um filme cujo título se baseia num provérbio irlandês que diz qualquer coisa como “Possas estar no céu durante meia hora antes que o diabo saiba que morreste…”
E a história parte de dois irmãos, Andy Hanson (Philip Seymour Hofman) e Hank (Ethan Hawke) com dificuldades financeiras que resolvem assaltar a joalharia dos próprios pais.Andy trabalha numa grande empresa do ramo imobiliário mas grande parte do ordenado vai para o seu nariz ou para as suas veias e ainda por cima gosta de viver bem e dar tudo de bom à mulher, Gina (Marisa Tomei). Para poder pagar tudo isto desvia dinheiro da empresa que vai ter uma auditoria dentro de poucos dias. Hank é o mais novo e mais problemático dos irmãos e anda sempre com dividas até ao pescoço. É ai que Andy, que sempre se achou o mais inteligente tem a ideia de assaltarem a joalheira dos pais.O serviço será fácil e lucrativo uma vez que eles conhecem a loja como a palma das suas mãos. Só que infelizmente para estes irmãos eles já estavam no céu há 35 minutos e o que parecia uma coisa fácil vai-lhes mudar as vidas para sempre.Lumet, realizador com créditos firmadíssimos (Serpico, Um Dia de Cão, Doze Homens em Fúria) mostra que continua em grande forma e o que poderia ser argumento para uma comédia, é transformado em thriller, drama de uma família disfuncional e a história é contado sob vários pontos de vista com vários flashbacks que ajudam a desenvolver a trama.
Este negríssimo drama familiar é de visionamento obrigatório e sem dúvida um dos grandes filmes que estamos a ver neste ano de 2008.
Realizado em 2002 por D. J. Caruso (Disturbia), The Salton Seaé um thriller sobre um herói improvável que se encontra envolvido numa teia de mentiras e traição. Repleto de voltas e reviravoltas inesperadas, o filme narra uma história de perda ao som da música de Miles Davis.
Consumido por um sentimento de solidão e alienação, Danny Parker (Val Kilmer) é um homem em busca de redenção. Na sequência da morte da sua mulher (Chandra West), Danny encontra-se à deriva num submundo habitado por um grupo de personagens que partilham um gosto comum: cocaína e metanfetaminas.
Danny, que em tempos fora músico de jazz, é actualmente um homem cuja vida parece não ter objectivo, limitando-se a deambular pelas ruas de Los Angeles. Correndo o risco de permanecer nesta situação de vez e vendo-se perseguido pelos traficantes que "bufou" à policia, ele engendra um plano, que passa por se tornar num intermediário de um negócio de estupefacientes bastante lucrativo. Com a ajuda do seu amigo Jimmy (Peter Sarsgaard), Danny conhece Pooh Bear (Vincent D`Onofrio), um barão no mundo das metanfetaminas, um perigoso homem a quem foi cortado o nariz devido ao consumo excessivo de cocaína e que parece ter prazer em jogos sádicos.
No entanto, neste mundo onde impera a loucura, nada é o que parece - especialmente no que diz respeito a Danny Parker.
Um dos meus filmes preferidos da minha juventude, vi-o pouco tempo depois de ter estreado. Na altura tinha acabado de estrear a segunda aventura de Indiana Jones e por isso o Harrison Ford era um actor na berra! Contava ainda com a bela Kelly McGillis, o muito pequenino Lukas Haas e o mais tarde mortífero Danny Glover. Alexander Godunov ainda não apresentava a fúria com a qual, pouco depois viria a azucrinar a paciência a John McClane.
Rachel (K. McGillis), uma recém viuva e o seu pequeno filho Samuel (L. Haas) pertencem à comunidade Amish da Pensilvania e pretendem viajar para Baltimore para passar uma temporada com familiares. Mas enquanto esperam pelo combóio na estação de Filadélfia, Samuel é testemnha de um crime brutal. O assassinado é policia. Os assassinos também. Para protejer mãe e filho, o detective John Book (H. Ford) resolve leva-los de volta à comunidade Amish. Só que os assassinos não vão desistir de os procurar.
Um dos bons thrilers/policiais dos anos 80, realizado por Peter Weir e com uma das melhor interpretações de Harrison Ford.
Woody Allen continua de costas voltadas para os Estados Unidos. "O Sonho de Cassandra", que antecede a sua incursão por terras espanholas, volta a ter o Reino Unido como palco e tem Ewan McGregor e Colin Farrell como protagonistas. Ian e Terry são irmãos. Apesar dos problemas económicos que enfrentam, compram um veleiro em segunda mão chamado "Cassandra's Dream", com o objectivo de o recuperarem e poderem navegar durante os fins-de-semana. Ian apaixona-se por Ângela, uma jovem actriz que procura o êxito no mundo da representação. Já a maior paixão de Terry é o jogo e as dívidas que vai acumulando vão deixá-los numa situação delicada. Quando o tio Howard regressa dos Estados Unidos, traz com ele o que parece ser um alívio económico para Ian e Terry. Mas tudo tem um preço e os dois irmãos serão postos à prova.
Tragédia grega adaptada ao séc. XXI ou o shakespearizar de Allen. O veterano realizador nova-iorquino volta aqui a dar cartas e a provar que está ai para as curvas. Com Woody Allen nenhum actor representa mal e Colin Farrell e Ewan McGregor provam todo o seu talento. Venha de lá o Vicky Cristina Barcelona...
Sandra (Asia Argento), uma ex-prostituta sensual, reencontra um antigo amante, Miles (Michael Madsen), empresário agora enterrado em dívidas. Reatar um velho romance não está nos planos de Sandra. Vendo-se obrigada a voar para Hong Kong para procurar nova vida, Sandra conta com a ajuda de um casal que lhe promete os papéis e o dinheiro que precisa para emigrar. Contudo, nada corre como Sandra esperava e os seus sentimentos e intenções permanecem um mistério até ao fim.
Cineasta francês com alguns bons registos no currículo (Paris Desperta - 1991), Olivier Assayas deixa com este filme algo a desejar.
Keanu Reeves é Tom Ludlow, um polícia veterano da brigada especial de Los Angeles, que sente dificuldade em encarar a vida após a morte da sua mulher. Quando as provas o apontam como responsável pela execução violenta de um colega, ele vê-se forçado a ir contra a própria cultura policial, questionando a lealdade e honestidade de todos os que o rodeiam. Forest Whitaker é Capitão Wander, o supervisor e mentor de Ludlow, cujas obrigações incluem protegê-lo e mantê-lo dentro dos limites da lei e longe das garras do Capitão Biggs dos Assuntos Internos (Hugh Laurie sem a bengala do Dr. House), no entanto, Ludlow, juntando-se a um jovem detective de homicídios (Chris Evans), lança-se numa cega busca para descobrir os assassinos do seu anterior parceiro. A sua determinação dá frutos quando os dois detectives finalmente encontram os assassinos, mas as suas tentativas de fazer justiça terão de enfrentar e ultrapassar muitas barreiras…
Na mesma onda de filmes como Dark Blue, Dia de Treino (num patamar mais elevado) ou LA Confidential (esse já clássico num patamar inalcançável), o filme não traz nada de novo ao genero mas à falta de melhor serve de entretenimento, e vale pelo bom desempenho dos protagonistas.
Baseado no romance de Truman Capote com o mesmo título, In Cold Blood conta a verdadeira história da morte da família Clutter e dos autores da chacina. O filme segue o trajecto dos dois assassinos, desde o planeamento do golpe até à sua condenação e morte na forca. Perry Smith e Dick Hickock planearam o assalto pensando que iam encontrar uma fortuna mas acabaram por cometer os crimes levando pouco mais que 40 dolares. Um dos bons filmes de Richard Brooks, realizador de filmes como Gata em Telhado de Zinco Quente, O Falso Profeta ou Corações na Penumbra.
Curiosidades: O filme Capote, que deu o Oscar de melhor actor a Philip Seymour Hoffman acompanha a relação entre Truman Capote (na sua pesquisa para o livro) e Perry Smith.
Anthony Hopkins estudou ao promenor a personagem de Perry Smith, desempenhada por Robert Blake para o seu Hannibal Lecter.
Robert Blake foi acusado e preso, em 2002 por ter assassinado a esposa. Em 2005 foi absolvido. Blake ficou famoso nos anos 70 ao protagonizar a série Baretta. O seu ultimo filme foi Estrada Perdida, de David Lynch onde curiosamente fazia de um homem que matava a esposa.
Filme acima da média, este de James Gray que tem vindo a abordar o mundo da máfia nos seus filmes anteriores, Little Odessa, filme premiado no festival de Veneza e The Yards (também com Joaquin Phoenix). Nova Iorque, fim dos anos 80. Com a explosão do tráfico de droga, a máfia russa estende a sua influência ao mundo da noite. Bobby (Joaquin Phoenix) é o jovem gerente de um bar, que aparentemente pertence aos russos. Para continuar a sua ascensão neste mundo, Bobby deve ocultar os laços familiares: Joseph, o irmão, e Burt, o pai, são importantes membros da polícia nova-iorquina. Apenas Amada (Eva Mendes) conhece o seu segredo. Mas cada dia que passa, os confrontos entre a máfia russa e as autoridades são mais violentos e, face às ameaças contra a sua família, Bobby terá de escolher de que lado da batalha está.
Bons desempenhos de Joaquin Phoenix, Mark Whalberg e Robert Duval.
Double Indemnity (que em Portugal surgiu com o título Pagos a Dobrar) é, à imagem de Sunset Boulevard um dos melhores filmes de Billy Wilder, de uma carreira recheada de muito bons filmes. A tradução à letra do filme (dupla indemnização) faz referência ao prémio a dobrar que uma viuva receberia da companhia de seguros se o seu marido tivesse uma morte "pouco convencional". Wilder adapta a novela de James M. Cain como só ele sabe e o filme, tal como acontecia com Sunset Blvd. o filme começa no fim, com o agente de seguros Walter Neff a contar em flashbacks aquilo que aconteceu.
Um must para qualquer cinéfilo que pode ser encontrado por exemplo aqui. Um clássico do film noir, um dos grandes filmes da história do cinema.
Walter Neff: You'll be here too? Phyllis: I guess so, I usualy am. Walter Neff: Same chair, same perfume, same anklet? Phyllis: I wonder if you know what you mean. Walter Neff: I wonder if you wonder.
Chamem-lhe “Scarface negro” ou “O Padrinho do Harlem” mas o facto é que American Gangster é um grande filme e um sério candidato aos próximos Oscars.Danzel Washington é um colosso como o barão da droga Frank Lucas e Russel Crowe tem, para mim, o seu melhor papel até à data, como Richie Roberts, uma espécie de Serpico, polícia honesto e determinado a derrubar Lucas.
O filme começa com Frank Lucas (Denzel Washington) como aluno aplicado de Ellsworth “Bumpy” Johnson (Clarence Williams III), um dos mais famosos gangsteres do Harlem, desenvolvendo conhecimentos necessários sobre o crime organizado para mais tarde os poder aplicar. Com a morte de Bumpy, Frank Lucas vê a oportunidade de ser ele o novo Boss do crime organizado novaiorquino. Baseado em fortes valores éticos e sempre contando com o apoio de sua família, Lucas começa a demonstrar uma incrível capacidade de coordenar e alterar as regras do universo da máfia local.Ele próprio viaja para o Sudeste Asiático para comprar a heroína directamente ao produtor, com uma percentagem de pureza elevada, coisa rara na época, e a um baixo preço, concorrendo directamente com a máfia italiana.
Ao mesmo tempo o policia Richie Roberts, que tem dificuldades de integração na vida da esquadra porque é honesto dentro de um departamento totalmente corrupto é chamado para o FBI e para o combate à droga.O confronto entre ambos é inevitável e o filme termina não à moda Scarface (com muitos tiros) mas com um longo e inteligente frente-a-frente entre Lucas e Richie, com o primeiro a conseguir um acordo e a desmascarar grande parte dos policias corruptos que ajudavam os traficantes da altura. Na altura da sua prisão, em 1976, os bens de Lucas foram avaliados em 250 milhões de dólares.
Com uma fantástica fotografia de Nova Iorque, Ridley Scott volta ao seu melhor (Alien, Blade Runner) num filme que o aproxima bastante de Martin Scorsese na maneira de filmar. O argumento de Steve Zaillian (argumentista de Gangs de New York e A Lista de Schindler) é muito bom e bastante coeso mantendo-se fiel aos relatos de Richie Roberts e Frank Lucas que estiveram presentes nas filmagens. A banda sonora também é muito boa.
Eles cresceram juntos nos subúrbios de L.A., vivendo a sua versão do sonho americano, onde cada dia era preenchido pela diversão e procura da próxima emoção. Johnny (Emile Hirsch) era o líder no seu sórdido mundo das drogas, MTV, ganância, poder e privilégio. Mas quando outro traficante lhe fica a dever dinheiro, as coisas depressa começam a ficar fora de controlo e um rapto impulsivo conduz a uma conclusão chocante.
O filme conta a história veridica de Jesse James Hollywood (no filme é Johnny Truelove - devido ao facto de o julgamento ainda estar a decorrer, os nomes, datas e lugares foram alterados) que na década de 90 se tornou no mais jovem a entrar para a lista dos 10 mais procurados pelo FBI. De Nick Cassavetes, filho de John Cassavetes. Com algumas estrelas emergentes (Justin Timberlake, Emile Hirsch) e outras com créditos firmados ( Bruce Willis, Sharon Stone).
Cheio de grandes actores este é um filme na linha de Colisão e centra-se na temática vista, por exemplo em Bowlling for Columbine, ou seja o comércio livre de armas nos EU.
Carl (Donald Sutherland) é proprietário de uma loja de armas na Virgínia, dando emprego à sua neta Mary Ann (Linda Cardellini), uma estudante universitária obrigada a passar um semestre no negócio da família e que acaba por se deixar seduzir pelas armas que vende. No outro lado do país, no Oregon, Janet (Marcia Gay Harden) sofre ao assistir a uma entrevista televisiva sobre o terceiro aniversário do fatídico dia em que perdeu o filho, que se suicidou após ter sido responsável pelo massacre no liceu. Agora é pelo filho mais novo (Christopher Marquette) que ela teme. Num Bairro problemático de Chicago, um Reitor (Forest Whitaker) luta para impedir que a sua escola se destrua, enquanto a esposa teme pela segurança do pequeno filho. Quando um estudante aparece com uma arma, todos na escola têm que tomar uma decisão que nunca queriam ter tomado...