
Em plena Guerra Fria, Indiana Jones escapa por um triz no deserto a uma emboscada dos soviéticos. Mas quando regressa finalmente a casa e à universidade, percebe que por aí as coisas vão de mal a pior. As suas actividades paralelas lançaram fortes suspeitas sobre si e o Governo, em época de caça às bruxas está a pressionar a universidade para que despeça o professor. Ao sair da cidade, Indiana conhece Mutt que lhe faz uma proposta irrecusável: partir à descoberta de um lendário objecto, fonte de fascínio, superstição e medo nas últimas décadas - a Caveira de Cristal de Akator. Mas Indy e Mutt rapidamente percebem que não estão sozinhos nesta busca. Também os soviéticos estão no encalço do mítico tesouro...
Era dos filmes mais agradados do ano, este regresso de um dos meus heróis passados 19 anos da ultima aventura.
O pior que se pode fazer a esta aventura é compara-la com as três anteriores. Se o fizermos é certo que sairemos um pouco desiludidos porque estavamos a falar de 3 obras-primas do cinema de aventuras e qualquer outro filme, seja do Indy ou não seria muito dificil de igualar.
De qualquer maneira este Indiana 4 é um bom filme de aventuras com cenas de pura acção e entretenimento, desde logo com a cena de abertura, das mais emocionantes que temos visto ultimamente (com um cameo da própria Arca da Aliança). Harrison Ford está mais velho, mas não deixa os créditos por mãos alheias e continua com o seu sentido de humor único.
O regresso de Marion Ravenwoon (Karen Allen) é de saudar e o rockabilly Mutt Williams (Shia LaBeouf) também está muito bem.
Uma das mais valias desta 4ª aventura é a vilã Irina Spalko (magnifica Cate Blanchet), uma das melhores de toda a série (a par com o Major Arnold Toht dos Salteadores da Arca Perdida).
Não desvendarei o segredo por detrás da Caveira de Cristal, apenas direi que até ai Spielberg e Lucas estão a jogar em casa...
Pode ser a pior das quatro aventuras mas nestes 19 anos tentaram-se fazer réplicas e outros filmes de aventuras e nenhum supera o Indy, mesmo já a caminhar para a reforma.
NOTA: 9/10