O tal disco dos Radiohead que podia ser adquirido (download) pela quantia que se quisesse dar, já cá canta.
O lançamento de um novo disco dos Radiohead é logo motivo para o mesmo passar para a restrita lista dos nomeados a melhor disco do ano. Mesmo sem o ouvir.
O que é facto é que o disco é mesmo bom e os tipos continuam sem fazer coisas más.
Aqui estão eles em acção a tocar Bodysnatchers (é a 2ª música):
Republica Democrática Alemã, 1984. Gerd Wiser é um perito de vigilância para a policia secreta do estado (STASI), que tinha como missão saber tudo sobre todas as pessoas, quer através de informadores que através de escutas. Georg Dreyman é um encenador de teatro que "vê" a sua privacidade ser invadida por esse sistema usado antes da Glasnot e da queda do muro 4 anos depois. De principio Georg mantém-se neutro mas à medida que certos acontecimentos se vão desenrolando ele vai sendo mais activo contra o regime socialista, sem saber que a sua casa está sobre vigilância 24 horas por dia.
Excelente filme de estreia de Florian Henckel von Donnersmarck, um realizador que promete dar que falar e que arrecadou o Oscar para melhor filme estrangeiro na ultima cerimónia destes prémios da Academia.
Se há filmes de acção que não têm desiludido esses são os filmes de Jason Bourne, espião, com licença para matar e amnésico.
Estreia agora The Bourne Ultimatum (por cá conhecido como Ultimato), terceiro e ultimo filmedesta saga que veio revolucionar o cinema de espiões.
Tudo começou com Bounre Identity (2002), de Doug Liman, onde viamos Jason Bourne a ser pescado por um barco de pescadores, ferido e sem se lembrar de absolutamente nada, tendo ainda se se livrar de uns assassinos contratados para o eliminar.
No segundo filme da saga, Bourne Supremacy (2004), de Paul Greengrass, Jason pensa que está a salvo na India, na companhia da sua namorada, mas parece que alguém continua a querer eliminá-lo e lá tem ele de voltar a usar as suas artes de assassino para tentar sobreviver.
No filme que agora estreia dois jornalistas desaparecem mesteriosamente enquanto investigam a secção Treadstone, uma iniciativa secreta da CIA para encobrir acções secretas e ilegais, a que Jason pertencia antes de ficar amnésico. Jason continua a investigação desses jornalistas, tentando esclarecer o seu passado e ajustar contas com a organização que tenta eliminá-lo.
A serie tem vindo a melhorar de filme para filme, a que não será alheio o facto de Paul Greengrass realizar os dois ultimos filmes. Greengrass que além destes dois filmes tem ainda no curriculum filmes como Domingo Sangrento, que nos fala do massacre sobre uma marcha pacifica de irlandeses em Janeiro de 1972 e United 93, excelente filme sobre o unico avião que não chegou ao destino que os terroristas queriam no 11 de Setembro.
Estamos assim perante o melhor filme da saga do espião que Matt Damon imortalizou, aqui bem secundado por gente como Julia Stiles, David Strathairn, Scott Glenn, Joan Allen ou Albert Finney.
A vida de uma mulher (Toni Collette) é virada do avesso quando encontra o corpo de uma rapariga assassinada. A descoberta pode trazer um desfecho para uma estudante universitária forense (Rose Byrne), cuja irmã desapareceu quando ainda era criança. Uma dona de casa (Mary Beth Hurt) encontra uma ligação entre a vítima e o próprio marido. Uma mãe (Marcia Gay Harden) procura desesperadamente por respostas sobre a filha desaparecida e encontra-as numa das suas jovens amigas, uma prostituta (Kerry Washington). Uma jovem e volátil rapariga (Brittany Murphy) entra numa odisseia para comprar uma prenda de aniversário para a sua filha. Sete mulheres cujas vidas se ligam por um acto de violência e o desejo de mudança.
5 histórias cruzadas que vão dar todas à rapariga morta de que o título fala. Muito bom filme independente a provar mais uma vez que não são precisos grandes estudios para fazer um bom filme.
David Fincher é daqueles cineastas que me leva a uma sala de cinema sem hesitar. Cada um dos seus filmes é uma experiência única. Recordo que fazem parte da filmografia deste realizador Alien3, Se7en, O Jogo, Clube de Combate, Sala de Pânico. Dai que após 5 anos de espera, este Zodiac era esperado com alguma ansiedade pelos fãs. Ainda por cima Zodiac apresentava-se na linha da obra-prima de Fincher, Se7en, ou seja, era um filme sobre um serial-killer e a caça obsessiva empreendida a este. Esta é uma história verídica de um serial-killer que se auto-intitulava como Zodiac, que atormentou a zona de São Francisco no final da década de 60/inicio de 70 e que nunca foi encontrado. É também um filme sobre a obsessão das pessoas que conduziram a investigação (2 jornalistas do S. Francisco Chronicle e 2 policias). Zodiac não é apenas “mais um” thriller, mas também um documentário ficcionado, muito preciso e bem documentado, fazendo-nos neste aspecto lembrar filmes como JFK, por exemplo.
Numa primeira parte, Fincher leva-nos literalmente até à S. Francisco dos anos 70, com uma reconstituição levada ao pormenor, quer do mais insignificante objecto até à excelente caracterização das personagens, e ao medo que se sentia na altura devido às acções do Zodiac. David Fincher é um perfeicionista (chegou a despedir o director de fotografia no filme Sala de Pânico, por este não conseguir a imagem como Fincher queria) e isso nota-se na recriação da época. O filme vai acontecendo com as cenas dos assassinatos do Zodiac, sem nunca lhe vermos o rosto (a cena inicial com o assassino a surgir entre os faróis do carro e depois “ensombrado” pela lanterna está genial) e a investigação, e suas dificuldades - com os problemas de comunicação entre os departamentos de policia das várias localidades onde os crimes são cometidos.
Numa segunda parte, o filme centra-se na personagem de Robert Graysmit (um magnifico Jake Gyllenhaal), cartonista do Chronicle e autor do livro no qual o filme se baseia, e a sua busca pela verdade, obsessão que o leva inclusive à separação da mulher e dos filhos. Obsessão essa que também tinha motivado a “queda” do outro jornalista (Robert Downey Jr, de regresso ao seu melhor) e de um dos policias. Apesar de sabermos que o assassino nunca foi encontrado, este é um filme que nos deixa agarrado à cadeira durante as suas 2 horas e 40 min, e neste momento já estou com vontade de o rever pois a informação nele contida é tanta que apenas um visionamento não basta. Venha de lá então o DVD. Cinco anos depois, David Fincher está de regresso e logo com um dos grandes filmes de 2007. Certamente...
Breaking and Entering, Anthony Minghella Will (Jude Law) e Sandy (Robin Wright-Penn) possuem uma próspera firma de arquitetura paisagística. Recentemente eles mudaram-se para a região de King's Cross, o centro da mais ambiciosa regeneração urbana da Europa. O seu escritório, repleto com a tecnologia mais avançada, é alvo de constantes assaltos. Farto desta situação, Will começa a vigiar o escritório e um dia segue Miro, um dos membros do grupo que assalta a sua empresa. Will segue-o até ao apartamento em que Miro mora com a sua mãe, Amira (Juliete Binoche), uma refugiada bósnia. Na intenção de investigar o roubo, Miro torna-se amigo de Amira... Bom filme de Anthony Minghela, com excelentes desempenhos. NOTA: 9/10
Slither, James Gunn Filme de terror/ficção cientifica bem ao jeito de um Ed Wood. NOTA: 7/10
The Fountain, Darren Aronofsky Tratado de Darren Aronofsky sobre a morte, a vida, o amor e o renascimento. Esta é uma odisseia sobre a eterna luta de um homem para salvar a mulher que ama. A jornada épica inicia-se na Espanha do século XVI, onde o conquistador Thomas (Hugh Jackman) começa a sua procura da Fonte da Juventude, a entidade mítica que se julga conceder vida eterna. Como cientista do nosso tempo, Tommy Creo luta desesperadamente para encontrar a cura para o cancro que está a matar a sua amada esposa, Isabel (Rachel Weisz). Viajando pelo espaço profundo como um astronauta do século XXVI, Tom começa a alcançar os mistérios que o consumiram durante um milénio. As três histórias convergem numa única verdade quando Thomas de todas as eras – guerreiro, cientista e explorador – reconcilia-se com a vida, amor, morte e renascimento. Belissimo NOTA: 9/10
Hoje, dia 23 de Abril, comemora-se o Dia Mundial do Livro e para homenagear este dia escolhi um filme que vi recentemente.
Trata-se de "Livro Negro", (Zwartboek, no original holandês) é o ultimo filme de Paul Verhoeven e de longe o melhor deste realizador holandês.
Verhoeven tem alguns filmes bonzitos, como Instinto Fatal, RoboCop e Total Recall e também é o realizador dessa coisa inenarrável intitulada Showgirls.
Desta vez excedeu-se e realizou a sua obra-prima (pelo menos até ao momento).
Holanda, 1944: são os últimos anos da II Guerra Mundial e a bela cantora Rachel Stein encontra-se refugiada com a família Tsjempkema na Holanda rural. Outrora uma popular e rica cantora, Rachel aguarda o fim da guerra, tal como muitos judeus na Europa, separada da sua família e na iminência de ser apanhada pela Gestapo...
A critica portuguesa tem arrasado com esta obra grandiosa. Coisas como "filme fascista", "a morte do cinema", etc.
Sobre ser um filme fascista e que é um filme pro-Bush, tendo inclusive passagens já ditas pelo presidente americano, só posso dizer que o filme se baseia no BD de Frank Miller, que foi escrita em 1998.
Como Sin City, também retrato fiel da BD de Frank Miller, 300 é uma obra cinematografica grandiosa, com actores de carne e osso, mas que recorre ao digital para as cenas de batalha.
Spartan King Leonidas: [Turning towards the Spartans] Spartans! What is your profession? Spartans: Harooh! Harooh! Harooh! Spartan King Leonidas: See old friend, I brought more soldiers than you did.
Persian Officer: Fools! Our arrows will blot out the sun. Stelios: Then we will fight in the shade!
Spartan King Leonidas: Spartans! Ready your breakfast and eat hearty... For tonight, we dine in hell!
Com filmes como Memento, Insomnia e Batman Begins, Christopher Nolan é já um dos realizadores mais credenciados da nova geração.
The Prestige (já devem ter reparado que prefiro os títulos originais aos, por vezes ridículos títulos traduzidos) não deixa os seus créditos em mãos alheias. Século XIX, Londres. Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale) conhecem-se há muitos anos, desde que eram mágicos iniciantes. Desde então eles vivem em constante competição entre si, o que faz com que a amizade com o passar dos anos se transforme numa grande rivalidade. Quando Alfred aparece com um novo truque revolucionário, Robert fica obcecado em descobrir como ele consegue realizá-lo e fará o que for necessário para que tal aconteça...
Como se sabe, no mundo da magia nem tudo o que parece é.
Baseado num romance de Tom Perrota, "Little Children" centra-se em Sarah e Brad (ela com um casamento infeliz, ele desempregado, constantemente pressionado pela mulher a acabar o curso) cujas vidas se cruzam em parques infantis, piscinas municipais e ruas de uma pequena comunidade, de forma surpreendente e potencialmente perigosa. Na comunidade vive ainda um pedófilo, Ronnie (excelente Jackie Earle Haley), acabado de sair da prisão por exibicionismo perante um menor. As vidas destes e de outros personagens vão-se cruzar neste filme sobre a recusa em crescer (daí o título original), do realizador Todd Field (In the Bedroom) - o pianista de Eyes Wide Shut, de Stanley Kubrick.
O filme foi nomeado para 3 Oscars (Melhor Actriz, Actor Secundário, Argumento Adaptado)
Este mês iremos entrar no Labirinto do Fauno, o primeiro grande filme estreado entre nós em 2007.
Para quem este título possa ser menos conhecido convém dizer que foi candidato a 6 Oscars, acabando por receber 3 estatuetas: MELHOR DIRECÇÃO ARTÍSTICA, Eugenio Caballero, Pilar Revuelta; MELHOR FOTOGRAFIA, Guillermo Navarro; MELHOR CARACTERIZAÇÃO, David Martí, Montse Ribé.
Espanha, 1944. Oficialmente, a Guerra Civil já terminou há cinco anos, mas um pequeno grupo de rebeldes continua a lutar, invencível, no norte montanhoso de Navarra.
Carmen (Ariadna Gil) e a sua filha Ofelia (Ivana Baquero) chegam a uma aldeia onde reside o novo marido de Carmen, um capitão do exército franquista (fabuloso Sergi Lopez) obcecado com o filho que a esposa tem na barriga e em eliminar todos os rebeldes republicanos que combatem a ditadura a partir das montanhas. Entretanto, Ofelia descobre no labirinto que rodeia a casa um fauno, uma figura mitológica (parte humana, animal e árvore) que a reconhece e intima a cumprir três tarefas para poder converter-se na princesa que já foi um dia. Perante a crueldade do mundo real, Ofélia não tem dúvidas em escolher o mundo paralelo, onde supostamente é a princesa Moana, tentado assim completar as tarefas que lhe são pedidas.
Mundo real e imaginário encaixam bem neste fabuloso conto de Del Toro, realizador já habituado a criar mundos fantásticos, como por exemplo em Hellboy (2004) e Blade II (2002), os seus filmes mais comerciais (por isso mais conhecidos) mas longe de serem os seus melhores.
Visualmente deslumbrante, com uma magnífica fotografia de Guillermo Navarro, que como já disse arrecadou o Óscar, O Labirinto do Fauno é uma fábula, mas não uma fábula infantil, somos muitas vezes confrontados com cenas de extrema violência, com o Mal a ser encarnado por um ser do mundo real, o Capitão Vidal – a melhor encarnação do Mal dos últimos tempos – um ser tão mau que até se odeia a si próprio (há uma cena em que ele se barbeia em frente a um espelho e simula a sua própria decapitação) e não do mundo imaginário. A nível estético e de criação de mundos paralelos faz-nos lembrar as obras do mestre da animação japonesa, Hayao Miyazaki, do qual Guillermo del Toro é fã. Mas também obras de Lewis Carrol – Alice no país das maravilhas.
O cinema mexicano está assim a dar cartas na 7ªa arte com cineastas como Del Toro, Alfonso Cuarón (que também é o produtor executivo deste filme) e Alejandro Gonzalés Iñarritu.
Vale muito a pena embarcar neste viagem fantástica.
Neste fim-de-semana que passou tive o privilegio de ver dois grandes filmes.
The Good Shepherd, realizado pelo meu actor preferido, Robert de Niro, traz-nos a história de uma das principais agencias de espionagem, a CIA e dos homens que lá trabalhavam sacrificando tudo em favor do país.
A segunda realização de De Niro, depois do bom A Bronx Tale.
NOTA: 8/10
Com The Good German, Steven Soderbergh homenageia os grandes clássicos (não podemos deixar de nos lembrar de Casablanca). Com fotografia dele próprio, a preto e branco somos levados até Berlim, nos ultimos dias da II Guerra, onde tanto sovieticos como americanos tentam chegar a um alemão (o "bom" do título) que sabe segredos de experiencias realizadas pelos NAZI.
Com grandes interpretações de George Clooney e Cate Blanchet
"Os Arcade Fire têm um fulgor natural. Quando se é um grande banda rock é reconfortante assistir ao concerto de uma banda que consideramos muito melhor que a nossa. Dá-nos algo para onde apontar" Chris Martin, dos Coldplay
"Vi os Arcade Fire na Judson Church... As músicas novas são grandiosas, pessoais, apocalípticas e totalmente sentidas. Só de ver uma banda que está a tocar com o coração e não a fazer gestão de carreira foi comovente - mas claro que as canções e os arranjos também são bons... Sim, ouvi bocadinhos dos Talking Heads no material inicial deles e nos primeiros concertos - o que foi lisonjeador - mas agora acho que a maioria das influencias deles são basicamente invisíveis. Tornaram-se aquilo que são" David Byrne
"O rock, aqui, em Inglaterra, nessa linha [glam rock] não me interessa. Prefiro os Arcade Fire que são absolutamente incríveis". Bryan Ferry
O colectivo The Good, The Bad and The Queen lança o seu disco neste inicio de 2007.
Damon Albran (Blur, Gorilaz), Paul Simonon (ex-baixista dos Clash), Tony Allen (ex-baterista de Fela Kuti) e Simon Tong (ex-guitarrista dos Verve) formam este excelente ajuntamento.
Um excelente disco com destaque, nestas primeiras escutas para Kingdom of Doom e Herculean.