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segunda-feira, 16 de março de 2009

Gran Torino, de Clint Eastwood


Walt Kowalski é um homem irascível, que ficou viúvo recentemente, que não se dá com os filhos, ex-combratente na guerra da Coreia, que manda uma piadas racistas de vez em quando. Apesar das mudanças que se deram no mundo e no seu bairro, numa localidade do Michigan, ele continua a pensar como nos anos 50 e tem sempre à mão uma espingarda pronta a disparar.
Uma noite alguém tenta roubar o seu Gran Torino, de 1972: o seu vizinho adolestcente Thao pressionado por um gang de Hmongs. Walt começa-se a dar com a familia do rapaz e a defendê-lo contra as ameaças do gang.

Um grande filme de Eastwood (mais um) que se despede em grande das lides da representação (a partir de agora só vai realizar), com o que podia ser uma recriação do seu Harry Callahan. De facto este Walt Kowalski tem muitos pontos em comum com o Dirty Harry.
Venham mais destes, Mr. Eastwood

NOTA: 9/10


domingo, 8 de março de 2009

Watchmen, de Zack Snyder

Quis custodiet ipsos custodes


Muitos diziam que era impossível adaptar para o cinema o grandioso comic-book de Alan Moore, que foi lançado nos Estados Unidos entre 1986 e 1987. Um dos que estavam contra esta adaptação era o próprio Moore, que recusa que o seu nome apareça nos créditos de filmes que adaptem obras suas. From Hell, Constantine e V for Vendetta não foram assim tão maus quanto isso, agora aquela coisa inenarrável a que chamaram de Liga de Cavalheiros Extraordinários não tinha nada a ver com o comic de Moore e foi uma ofensa a todos os amantes dos livros e ao próprio autor.
A Zack Snyder, que já havia adaptado de forma brilhante 300, de Frank Miller calhou a espinhosa missão de adaptar e realizar a mais celebrada obra de Alan Moore, Watchmen.
E o melhor elogio que se pode fazer é dizer que é das mais fiéis adaptações que já se fizeram.
Tudo começa com um dos créditos iniciais mais fantásticos dos últimos tempos. Ao som de Times They Are A-Changin de Bob Dylan vamos acompanhando a ascensão e queda dos primeiros super-heróis.
De seguida partimos para a cena inicial com a morte do Comediante (um excelente Jeffrey Dean Morgan, mais conhecido das séries televisivas Anatomia de Grey e Sobrenatural). A entrada em cena do Rorschach (Jackie Earle Haley encarna a personagem na prefeição), com a cena com que começa a novela gráfica "Rorschach's journal. October 12th, 1985..." faz-nos entrar para esta América onde Nixon vai para o seu 4º mandato e a tensão da Guerra Fria está no auge, com EUA e URSS à beira da guerra nuclear. Um mundo onde os "heróis" têm problemas morais, éticos e existenciais. Convencido que há uma conspiração para acabar com os Watchmen, Rorschach vai investigar a morte do Comediante. Rorschach é o único que se mantém no activo, por conta própria. Devido à Lei Keene que tornou os "super-heróis" ilegais, excepto se trabalhassem para o Governo, casos do Dr. Manhattan e do Comediante, enquanto os restantes (Nite Owl II; Silk Spectre II, Ozymandias) penduraram os fatos e dedicaram-se a uma vida normal. E é precisamente Rorschach e a morte do Comediante que os fazer tirar os fatos do armário (ou do expositor) e voltar à acção e tentar perceber o que se está a passar e quem está por de trás da maléfica conspiração contra eles.

Zack Snyder teve o condão de, com a ajuda de Alex Tse conseguir adaptar aquilo que à partida parecia inadaptável mantendo-se o mais fiel possível à novela gráfica. Os actores, parece que foram escolhidos a dedo tal é a perfeição com que encarnam as personagens. Depois há uma banda sonora divinal, cenas de acção do melhor que se tem visto ultimamente (a cena do "resgate" de Rorschach é exemplo disso), tudo misturado resulta numa obra arrebatadora que me faz babar só de pensar que aí vem um Director's Cut, de 220 min. a sair em DVD.
Depois disto vou-me lançar à novela gráfica (que conheço só até à 4ª parte) e ao motion comic o que me saciará esta sede de mais Watchmen.
NOTA: 9/10

sábado, 7 de março de 2009

Opening credits

Ao som do magnifico Times They Are a Changin, do Bob Dylan eis os não menos magnificos créditos iniciais de Watchmen:



Já vi o filme e quando me passar o efeito falarei sobre ele... Digo desde já que é brilhante.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

The Wrestler, de Darren Aronofsky


Fiquei fã incondicional do cinema de Darren Aronofsky desde que vi Requiem For a Dream. Das quatro longas que ele tem só ainda não vi o Pi e todos os outros são brilhantes.
The Wrestler não foge à regra e é mais um soco no estômago que este cineasta nova-iorquino nos prega com a história de um wrestler já no fim de carreira que regressa aos ringues para ganhar mais algum dinheiro e ao mesmo tempo tenta conseguir redimir-se dos erros do passado, com uma aproximação à filha de quem nunca quis saber e na busca de algum amor que ainda possa ter, junto de uma stripper.
Depois há a magnifica performance de Mickey Rourke, o homem perfeito para este papel (até nisto Aronofsky acertou em cheio), ele que renasce das cinzas e à semelhança deste wrestler está a tentar recuperar o tempo perdido. Marisa Tomei e Evan Rachel Wood são excelentes secundárias!

NOTA: 9/10


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Slumdog Millionaire, de Danny Boyle


O grande vencedor dos Oscars é o regresso em grande estilo de Danny Boyle (Trainspotting).
É também uma piscadela de olho ao cinema indiano, mais conhecido como Bollywood.
Jamal Malik é um jovem que veio das favelas de Bombaim e está a poucas respostas de vencer o concurso "Quem Quer ser Milionário"! O apresentador e produtores do concurso começam a desconfiar da sabedoria daquele rapaz e mandam-no prender por suspeita de fraude. Ao ser interrogado, Jamal faz um rewind à sua vida onde cada resposta que ele deu tem uma história por traz!
Filme muito bom, talvez o melhor de Boyle desde Trainspotting aqui com a ajuda na co-realização da realizadora indiana Loveleen Tendam.

NOTA: 9/10


sábado, 31 de janeiro de 2009

Revolutionary Road, de Sam Mendes


Depois de uma abordagem ligeira à guerra no Iraque com Jarhead, Sam Mendes regressa em grande estilo com este Revolutionary Road.
Baseado na obra homónima de Richard Yates, conta a história de uma casal, nos Estados Unidos dos anos 50 que procuram fugir à inércia que tomou conta das suas vidas.
O filme tem a particularidade de voltar a juntar Leonardo di Caprio e Kate Winslet, 11 anos depois do sobrevalorizado Titanic. E estão os dois muito bem.
Atenção, muita atenção ao papelaço desempenhado por Michael Shannon. Quem gostou de o ver a "passar-se dos carretos" em Bug (William Friedkin) não vai estranhar, quem não o conhece vai ficar surpreendido. Um grande filme. Mais um. E ainda bem.
Surpresa só o facto do filme estar afastado dos principais Oscars.

NOTA: 9/10


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen

Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) são duas amigas americanas que estão de férias em Barcelona. Vicky vai fazer um mestrado sobre a cultura catalã e Cristina acompanha-a à procura de aventuras. Quando conhecem o pintor Juan Antonio (Javier Bardem) numa galeria de arte este logo lhes propões um fim de semana em Oviedo, com boa comida, bom vinho e muito sexo!!! Vicky está noiva, é conservadora e quer recusar. Cristina gosta destes pagodes, fica atraida por aquele pintor e convence a amiga a irem.
Na primeira noite em Oviedo, depois de uns copos de vinho Juan António leva Cristina para o quarto e quando estão quase em vias de facto ela ressente-se de uma ulcera e tem de ser hospitalizada. Contra sua vontade, Vicky tem de passar o resto dos dias na companhia de Juan António, a visitar as redondesas, a comer, a beber, a ouvir musica catalã e o resto já podem adivinhar...
De regresso a Barcelona. Cristina começa a ter encontros com Juan António e resolvem viver juntos, enquanto Vicky resolve casar-se apesar daquele fim-de-semana não lhe sair da cabeça. Quando tudo parecia bem encaminhado eis que reaparece a ex-mulher neurótica de Juan António, Maria Elena (Penélope Cruz).
Juan António resolve acolhe-la "temporariamente" e assim passam a viver os três em perfeita harmonia - para não dizer outra coisa !!!

Uff... É assim o cinema de Woody Allen, por vezes confuso, mas hilariante e aqui volta a dar-nos mais uma prova do seu talento com mais um grande filme.

NOTA: 9/10


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

The Curious Case of Benjamin Button, de David Fincher


A Vida ao Contrário

Baseado num conto de F. Scott Fitzgerald, de 1921 este filme de David Fincher conta a história de Benjamin Button (Brad Pitt) um homem que nasce com aparencia de velho e cujo corpo vai rejuvenescendo... à medida que vai envelhecendo!
Vamos seguindo a sua vida, o seu amor (impossível) por Daisy (Cate Blanchet) desde os tempos em que ele era um velho e ela uma criança (apesar de ele ser pouco mais velho que ela) passando pela meia idade, altura em que a relação encontra equilibrio
O filme começa com uma velha Daisy, às portas da morte num hospital de New Orleans no dia em que chega o furacão Katrina. Daisy pede à filha que lhe leia o diário que Benjamin deixou e a partir daí vamos seguindo em flashbacks toda a história, ao longo do séc. XX e passando por vários pontos do globo.

Mais um grande filme para este inicio de ano e um dos principais candidatos aos prémios do Cinema. Excelente direcção artistica e claro, David Fincher. Se juntarmos a isto duas excelentes interpretações de Brad Pitt (mais uma) e Cate Blanchet verificamos que estamos perante ma obra de elevada qualidade.

PS. Às páginas tantas, lá para o meio do filme lembrei-me do Forest Gump ao que não deve estar alheio o facto de o argumentista ser o mesmo (Eric Roth).

NOTA: 9/10


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Changeling, de Clint Eastwood


1928, zona de Los Angeles. Quando o seu filho desaparece, uma jovem mulher (Angelina Jolie) faz de tudo para o encontrar. Até ao dia que a policia lhe aparece com uma criança que a trata por "Mãe" mas ela afirma que aquele não é o seu filho! A policia em pulgas para resolver o caso o mais rápido possivel dá-a como louca e interna-a num hospital psiquiátrico. Com a ajuda de um padre (John Malkovich) ela vai lutar para tentar saber o que realmente aconteceu.
Este não é um filme só sobre uma mãe à procura de um filho que desapareceu. É uma luta contra as injustiças e um retrato da realidade daquela altura na cidade de Los Angeles.

Clint Eastwood está a ficar como o vinho do Porto e não é a idade que o impede de fazer 2 filmes por ano. E que filmes (digo eu mesmo sem ter visto Gran Torino - apenas vi o trailer e li algo de muito positivo sobre o mesmo).
Este Changeling pode muito bem figurar entre os melhores filmes do realizador Eastwood e promete estar na linha da frente dos mais conceituados prémios do cinema (juntamento com o outro, Gran Torino). Angelina Jolie tem um excelente desempenho, dos melhores que já lhe vi fazer e é uma das grandes actrizes do momento.
Eastwood Vintage!!!
O primeiro grande filme de 2009. Que outros se sigam...

NOTA: 9/10