quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Up in the Air, de Jason Reitman


O realizador do excelente Juno, Jason Reitman regressa com a adaptação de uma obra de Walter Kirn, Up in the Air na qual Ryan Bingham (George Clooney) é um executivo que passa a vida a viajar pelos Estados Unidos para despedir pessoas. A sua casa em Omaha serve apenas para guardar as suas pequenas coisas. Ele é um solteirão convicto, sendo até alérgico ao casamento. Esta vivência estranha levam-no a ter pouco contacto com as irmãs. As coisas que mais aprecia na vida são alguns cartões de fidelidade de companhias aéreas e hotéis por onde vai passando.
Tudo vai correndo de vento em popa até à chegada à empresa da jovem Natalie (Anna Kendrick) que vem com ideias inovadoras que passam por despedir as pessoas através de vídeo-conferência, o que arruinará o modo de vida de Ryan, e este tudo fará para que fique tudo na mesma principalmente depois de conhecer Alex (Vera Farmiga) , com quem começa a sincronizar encontros em locais específicos onde se cruzem.

Embora feito a partir da dor e da tragédia que é uma pessoa ficar no desemprego, Reitman filma com a qualidade que já nos habituara nos seus filmes anteriores uma comédia com toques de reportagem social, com grandes interpretações e dois grandes cameos - JK Simmons e Sam Elliott.

Em suma, mais um grande filme que estreia em 2010 e ainda só estamos em Janeiro.

NOTA: 9/10



quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Antichrist, de Lars Von Trier


Após dois filmes que não estrearam nas sala portuguesas (Manderlay-2005 e The Boss of it All-2006) eis que Anticristo traz de volta o polémico realizador dinamarquês Lars von Trier ao nosso país.
E de polémica vive mais uma vez este filme, interpretado por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, que compõem um casal que após a morte do filho se refugia numa cabana chamada Eden, no meio de um bosque. Ele é psicólogo e tenta tudo para ajudá-la a ultrapassar a perda, mas os medos dela aliados ao poder que a floresta em si exerce, vão desencadear acontecimentos inesperados.
Perito em mostrar a dor humana e acusado de gostar de "torturar" mulheres (Ondas de Paixão, Dancing in the Dark, Dogville, são disso bons exemplos), Von Trier volta a fazê-lo num filme onde as relações entre humanos e destes com a natureza estão fortemente vincadas.
Um filme dificil de classificar ou não fossem todos os de Lars von Trier...

NOTA: 8/10


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Das weisse Band, de Michael Haneke


Magnifico filme do realizador austríaco Michael Haneke, situado pouco antes da I Guerra Mundial, numa pequena localidade do norte da Alemanha atormentada por uma série de incidentes violentos que não eram mais do que um presságio de horrores maiores que estavam para vir.

A história é narrada por uma das personagens centrais do filme, o professor (papel que Haneke escreveu para Ulrich Mühe - o agente da Stasi de As Vidas dos Outros - mas o actor faleceu antes de se iniciarem as gravações) que vai relatando os estranhos acontecimentos que se vão sucedendo ao longo de vários anos. Grande parte desta localidade está dependente do Barão que dá emprego a maior parte da população, ao mesmo tempo que são fieis ao pastor da igreja.
O primeiro incidente dá-se logo no inicio quando o médico local é atirado do cavalo quando este é feito cair por um arame amarrado a duas árvores, e fica gravemente ferido. Obviamente trata-se de um crime mas ninguém sabe quem é/são o(s) culpado(s).
Nas semanas seguintes uma mulher que trabalhava para o Barão aparece morta, uma plantação do barão é vandalizada, o pequeno filho do barão é espancado e deixado à beira da morte, um celeiro do barão é incendiado e uma criança deficiente é agredida e amarrada de cabeça para baixo a uma árvore, ficando quase cega.
Quem poderá estar por trás destas punições e porque é que elas acontecem?

Filmado a preto e branco, recorrendo frequentemente a planos estáticos, Michael Haneke mostra-nos o lado negro do comportamento humano. O Laço Branco é uma parábola aos primórdios do fascismo, retrato de uma sociedade disfuncional, construída sobre a desconfiança, a injustiça e o medo, à beira da Primeira Guerra Mundial.

A Palma De Ouro conquistada em Cannes para o filme e realizador foram mais do que merecidas. Ainda esta semana o filme recebeu o Golden Globe para melhor filme estrangeiro.

NOTA: 10/10


Eels - End Times

Menos de um ano depois Mr. E e os seus Eels estão de volta com mais um disco de originais. End Times estará nas lojas na próxima semana e já tem uma musica a rodar por aí.
Este vídeo de Little Bird foi gravado à porta de casa de Mark Everett, numa manhã qualquer...


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Golden Globe Awards

Nem vale a pena falar da escolha de Avatar para melhor filme na recente cerimónia dos Golden Globe Awards. Um filme que nem cabe no meu top 10 de 2009... Enfim.
Das poucas coisas boas que teve a cerimónia, para além da apresentação de Ricky Gervais foi a consagração de dois grandes actores da série Dexter: Michael C. Hall e John Lithgow. Quanto a mim mais que merecido.
Quanto a outros prémios fiquei contente com os prémios de melhor actor conquistados por Jeff Bridges e Robert Downey Jr. Dois grandes actores que já mereciam ser reconhecidos.
O prémio para Christopher Waltz pelo seu papel em Inglorious Basterds é indiscutível.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Avatar, de James Cameron

Entrei preocupado para dentro da sala de cinema para assistir a Avatar. Essa preocupação tinha a ver com o facto de já ter escolhido os 10 melhores filmes estreados por cá em 2009, e Avatar estreou no ano que há pouco findou.
Era uma probabilidade real. Muitos o escolheram para o seu top 10 e até como melhor filme do ano. Mas felizmente para mim e infelizmente para o filme a minha lista não vai sofrer alterações.

James Cameron que já fez coisas boas no cinema (não, não estou a falar de Titanic) demorou alguns anos a realizar este projecto. Na altura que terminou Titanic achou que a industria cinematográfica ainda não tinha os meios necessários para o realizar e esperou. Fez alguns documentários no fundo do mar e esperou... E pelo que me foi dado a ver essa espera valeu a pena. O filme é visualmente deslumbrante e o facto de ser em 3D só vem aumentar essa espectacularidade. O argumento é que apesar de não ser mau dá ideia que está pouco trabalhado e de já ter sido visto em qualquer lado (Pocahontas; Princesa Mononoke):

Apesar de confinado a uma cadeira de rodas, Jake Sully (Sam Worthington), um ex-marine, continua em combate. É recrutado para uma missão em Pandora, um corpo celeste que órbita um enorme planeta gasoso, para explorar um mineral alternativo chamado Unobtainium, usado na Terra como recurso energético. Porém, devido ao facto de a atmosfera de Pandora ser altamente tóxica para os humanos, é usado um programa de avatares híbridos, que possibilita a transferência da mente de qualquer humano para um corpo Na'vi - os nativos que habitam Pandora.
Como as relações entre as duas raças tem estado em crise, Jake, já no seu corpo avatar, é também incumbido de tentar infiltrar-se naquela sociedade e encontrar uma forma de a dominar. Mas após ter sido salvo por Neytiri (Zoe Saldana), uma bela nativa, e perceber que afinal as ordens da Terra não vão ao encontro daquilo em que sempre acreditou, Jake questiona essas razões.

NOTA: 8/10


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Lost 6


Já falta pouco para a estreia da 6ª e ultima temporada de uma das melhores séries dos últimos tempos (há mesmo quem a considere a melhor de sempre). É já dia 2 de Fevereiro (em Portugal estreia a 9 na Fox) que se vai começar a perceber (ou não) o que realmente se passa naquela ilha.

Se não sabem do que estou a falar vejam as 5 temporadas já exibidas neste resumo de 8 min e 40 seg.


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Eric Rohmer

1920-2010


Contos de Inverno, Contos de Primavera, Contos de Verão, Contos de Outono, O Agente Triplo, foram os filmes que vi deste grande realizador francês.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

The Road, de John Hillcoat

Gostaria de dizer em primeiro lugar que já não ia a uma ante-estreia desde O Dia da Independencia (numa sessão no Monumental às 2 da manhã) curiosamente realizado por um homem que gosta de filmar o fim do mundo. Desta feita fui por cortesia da Take Magazine. Um muito obrigado a eles.

Excelente adaptação da obra de Cormac McCarthy (Este País não é Para Velhos), The Road mostra-nos um futuro pós-apocalíptico, onde todos os animais e a vida selvagem foram completamente extintos e a própria humanidade está prestes a desaparecer. Chuva constante num mundo cinzento, terramotos e incêndios sucedem-se a toda a hora e os poucos humanos que existem tornaram-se selvagens e o canibalismo é habitual.
No meio deste ambiente um pai (Viggo Mortensen) e um filho (Kodi Smit-McPhee) caminham sozinhos pela América rumo à costa, embora não saibam o que os espera por lá. Eles apenas querem lutar pela sua sobrevivência, com o frio a fome e os "canibais" a atravessarem-se constantemente no seu caminho. Apesar da esperança de encontrarem algo melhor os dois levam com eles uma arma com 2 balas, uma para cada um caso sejam apanhados. A Mãe (Charlize Theron) já tinha desistido há algum tempo, aparecendo apenas nos sonhos do Pai.


McCarthy gosta de colocar nas suas obras a natureza humana a elevados níveis de pressão (Llewelyn Moss de No Country for Old Men encontra uma mala cheia de dinheiro) e mais uma vez isso volta a acontecer, com pai e filho a tentar manter um nivel de racionalidade num mundo cada vez mais selvagem.
Hillcoat (realizador do excelente A Proposta) e Aguirresarobe (o director de fotografia) retratam quase na perfeição esta devastação e as interpretações são soberbas(até uma pequena aparição de um quase irreconhecível Robert Duval) com Viggo Mortensen a ser possível candidato ao Oscar.

NOTA: 9/10


Where the Wild Things Are, de Spike Jonze


Zangado com a Mãe, Max sonha com um mundo de criaturas gigantescas. Um dia foge de casa e viaja para uma ilha onde encontra essas criaturas!
Estará ele a sonhar ou como disse Freud "o sonho é a concretização de um desejo"?

Uma magnifica fábula, para toda a família, realizada por Spike Jonze, que mais uma vez dá asas a tua a sua criatividade adaptando um romance de Maurice Sendak.
O cinema volta a dar-nos um grande filme sobre a infância e sobre a amizade, mesmo que essa amizade seja com caricaturas gigantescas (acho que não via um tão bom nesse sentido desde Stand by Me).

Começa bem o ano, também a nível cinematográfico. Mas queremos mais...

NOTA: 9/10


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Vampire Weekend para começar bem o ano

Em primeiro lugar um grande 2010 para todos.
Logo no inicio deste ano surge um grande disco para nos animar. É o regresso dos Vampire Weekend, depois do grande álbum homónimo, de 2008 que foi considerado Disco do Ano em alguns sítios, incluindo aqui o Cantinho.
O disco é colocado à venda dia 11 mas os rapazes disponibilizam uma audição completa no seu site oficial e até deixam que a malta divulgue! São grandes... Senhoras e Senhores, eis Contra: